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Em busca da felicidade

Eu e os gatos

 

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Amo animais. Todos. Quer dizer, não tenho muito apreço pelos animais de 2 pernas que às vezes insistem em andar mascarados de animais de 4. Tipo burros, vacas ou porcos. Mas gosto por demais dos reais. Aliás, um dos meus sonhos de vida para quando for mais velha é ter um espaço cheio de bicharada, cães com fartura, uma vaca, um porco, montes de galinhas e como seria de esperar uns quantos gatos. Agora, existe um problema. Um problema que não é meu. Eu gosto dos gatos, alias, se calhar até gosto demais dos gatos. Os tipos é que me odeiam, ou não me suportam, vá!

Em toda a minha vida só conheci uma gata que nunca me agrediu e essa nem conta porque sempre pensou que era um cão. Abanava e abana (que ainda está bem vivinha) o rabo como os cães e tudo. Foi criada no meio de cães e não percebe bem as regras da sua espécie.

De resto estou sempre a levar pau. Senão vejamos.

Quando era miúda uma cliente da minha mãe ofereceu-me uma gatinha siamesa, que se chamou de Fofinha. A senhora fazia criação e como eu tinha feito anos ofereceu-me uma. Eu adorava a gata. A gata por sua vez, detestava-me. Agredia-me a cada oportunidade que tinha e acabou por quase me cegar. Sim! Deu-me uma garfada mesmo debaixo do olho direito e, segundo o medico que me atendeu no hospital, mais 2 milímetros e “adeus olho direito!”. Continuei a ama-la. A medo, mas a ama-la. Assim mais à distância.

Mais tarde fui agredida pela gata de uma amiga, que era mais obesa que o Garfield, que não conseguia subir para cima de uma cadeira por conta própria de tão gorda, mas encontrou naquele corpo redondo a destreza suficiente para me espetar duas ou três garfadas.

Comecei a perceber que se calhar havia aqui qualquer coisa de muito objectivo com a minha pessoa.

A espaços na minha vida têm acontecido mais episódios, muitos dos quais nem me lembro. E eu que gosto deles, lindos, que ando com latas de comer na mala ou no carro porque se vir algum abandonado sou pessoa para parar e ir alimenta-lo. Correndo o risco de levar uma paulada de um vizinho que não queira lá o gato!!!

O ultimo cenário foi com uma das gatas da veterinária dos meus artistas. Duas gatas persa, normalmente aquele tipo de bicho que quer é sopas, descanso e esfrega-me aí o lombo.

Aí que linda! Digo eu. É seguro fazer-lhe uma festa?

A veterinária que sim.

E eu tá de fazer festas à gata. Ela não se mostrou enfadada e eu continuei, a determinada altura já estava praticamente agarrada à gata, feliz como uma criança de 5 anos porque tinha encontrado um gato que não me detestava, quando, spóoo! Levo duas lambadonas valentes da gata.

Olhei para a veterinária um bocado incrédula.

Ela estava a ficar farta de si.

Respondeu ao meu olhar.

Certo. Ou seja, eu maço os gatos. Sou tipo um cão insistente quando os donos chegam a casa, salto, fico toda contente, só não faço xixi nos cantos. Logo, atendendo às minhas semelhanças comportamentais com os caninos, os gatos despacham-me à lambada.

Por isso, pelo sim pelo não, não me meto nisso de fazer safaris ao Quénia, porque tenho a ideia que há um leão, ou um felino qualquer, daqueles que normalmente estão na sua vida e na sua vida se mantém, quando as pessoas estão enlouquecidas a tirar fotos, um desses felinos vai levantar-se, vai ter ao Jeep só mesmo para me pregar uma porrada.

Tenho quase a certeza disso!

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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