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Em busca da felicidade

Gostava tanto de ser uma gaja boa!

 

Numa próxima encarnação gostava de vir como gaja boa. Pronto, essa era a minha cena. Gostava de ser uma gaja boa. Daquelas com tudo no sitio, que pousam para as revistas, que representam marcas e que postam fotos delas nos ginásios com tudo mais seco que os meus móveis cá de casa. Quero vir com as medidas certas, com uma carinha laroca, com um cabelo esvoaçante e uma cabeça bem tonta. Daquelas sem preocupações, até porque na maioria dos casos não as conseguem entender. Ou se calhar até entendem, estão é de tal maneira bem consigo mesmas que não pensam nas merdas da vida e isto é só acidez minha que as vejo e invejo.

Todas boas nas revistas, com tempo para os ginásios e para as idas às quintas biológicas para não andarem a papar alfaces com pesticidas. Gostava se ser uma gaja boa para não ter de gastar dinheiro com roupas e sapatos, representar marcas e darem-me um par de cada porque querem que eu apareça com eles numas fotos tiradas numa qualquer praia paradisíaca, daquelas que trazem um stress dos diabos às pessoas, cheias de palmeiras, com aquela água azul nojenta e aquela areia amarela que irrita a pele quando se põe na toalha.

Gostava de ser uma gaja boa com um trabalho mais divertido, a sorrir todo o dia, ou pelo menos na maioria deles, ter uma aura descontraída e sem a sombra dos problemas sempre em cima de mim.

As gajas boas não têm problemas, têm soluções. Não vêem o que pode haver de negativo, sabem que algo de bom vem para elas.

Bom, se calhar é por isso que são gajas boas. Porque acreditam sempre que algo de melhor está guardado lá mais à frente. Ou isso ou acreditam nisto tudo, porque nesta vida de ser gaja boa há sempre mais qualquer coisa que se simplifica. Quem é que diz não a uma cara linda? Só uma gaja que está porca de inveja. Mais ninguém.

 

Por isso Senhor, sei que tinha pedido para noutra vida queria vir como um cão do César Millan, mas agora pensei melhor e quero antes vir como uma gaja boa. Mas uma gaja boa a valer, como esta da foto. Bem loira, com um cu bem grande e rijo, com um closet (não um guarda roupa, isso é de pobre e guarda vestidos ainda pior!), com centenas de sapatos de várias cores cheios de saltos e sem medo de andar neles porque posso partir a boca num passeio.

Senhor, sei que nesta vida já vais tarde para fazeres de mim uma gaja boa, mas para a próxima toma lá nota e não te esqueças, se faz favor, que fica sempre bem.

 

Nota: Senhor, tudo isto é para daqui a muitos, muuuuuitos anos tá bem?! Que eu só quero a próxima encarnação depois de terminar esta e eu não quero acabar esta antes dos 140 ANOS. Já me habituei a esta figura e não tenho qualquer pressa, gosto é de ir falando das coisas. Sim?! Obrigada.

 

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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