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Em busca da felicidade

Há dias em que o amor e uma cabana chegava

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Faço uma breve pausa dos temas pesados do dia e passo os olhos pala página principal do Sapo. Deparo-me com o Café, Canela e Chocolate, que sigo, não com a assiduidade desejada, mas a bastante para saber que já devia ter comprado o livro. Que mais não seja, pelo sorriso doce e franco da sua autora.

Leio o post que hoje está em destaque e divago na minha mente.

No meio de um dia terrível a eterna questão do que fazemos aos nossos dias. Do que fazemos ao tempo que temos. Da vida que passa a correr e quando damos conta nem a vimos. Passamos o tempo todo a correr de sandes na mão. Mais horas a correr atrás dos filhos para vestirem o casado do que a jogar à apanhada.

Perdidos entre o que queremos para a nossa qualidade de vida. A casa, o carro, as roupas, as viagens, os gadgets, coisas que aparentemente custam dinheiro.

Mas será que custam mesmo dinheiro. Será que não custa mais que isso. Será mesmo que na etiqueta que tem o cifrão não devia estar a percentagem do que não se calcula, do que não tem número. Das horas que passamos a mais a trabalhar para ganhar o que chegue para comprar aquela coisa tão importante. Será que não devia somar aos cifrões os minutos sem os filhos, as gracinhas a que não assistimos, as corridas que não fizemos com eles. As gargalhadas que ficam para os avós. As tristezas à noite e os remorsos que nos mantém acordados. Aqueles que nos sobem à cabeça quando percebemos que as ultimas calças que comprámos já não servem, ou quando percebemos que já batem com a cabeça naquela prateleira “que ainda à dias lhe estava a um palmo da testa”.

Será que o dinheiro vale assim tanto? Será que precisamos mesmo de tantas botas? De tantos casacos? De tantas pulseiras? Será que a casa não pode ser mais pequena e o carro de gama mais baixa. Será que não podemos comer mais em casa e menos fora? Será que precisam mesmo de um colégio privado, ou será que tudo correria melhor se os pudéssemos mesmo acompanhar na escola publica?

Será?

Há dias mais cinzentos. Daqueles em que trocava muita coisa da minha vida. Daqueles em que, a ser uma mulher de coragem, me faria levantar e não mais olhar para trás. Daqueles em que o amor e uma cabana chegavam. Sentados do lado de fora com a lareira ligada e com o miúdo a correr atrás dos cães ao som das ondas do mar.

Mas depois chove e a cabana fica fria, voltamos a precisar da casa que nos protege. Depois chove e precisamos do carro para o levar a algum lado, que a pé ficamos todos molhados e acabamos doentes.

Ou será que podíamos caminha debaixo do chapéu de chuva, com umas galochas de 9,99 €, a pisar todas as poças que encontramos pelo caminho. Uma gargalhada por cada splash.

 

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