Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Em busca da felicidade

Hello...

...is it me your looking for

Please say yes, December

Cause November is a bitch and i'm tired of it

 

Pois diz que não gosto de começar meses novos com pendurezas, pelo que, para rematar o tema iniciado aqui, e porque quem até aqui vem com gosto pode pensar "é pá esta bacana é afinada da mola, um dia não escreve mais e odespois já está bem e nem dá cavaco", venho a modos que para clarificar e arrumar temas.

Por isso, cá vai prosa.

Gosto de acreditar que as coisas quando acontecem, acontecem por um motivo. Nada de divino ao barulho (até porque depois do futebol e da política só me faltava mesmo falar de religião, Deus-ma-livre). Apenas a vida a dizer-me que se calhar tenho de parar para pensar. Que tenho de avaliar o que estou a fazer. Que tenho de olhar para perceber se estou a seguir um caminho que é o meu ou se estou a derrapar do que é verdadeiro no meu ser (sei que é uma frase tipo Gustavo Santos, mas hoje tinha de ser).

Quero acreditar que esta semana que passou aconteceu algo dessa natureza. Talvez me estivesse a afastar, não na escrita mas na gestão, no que quero para este espaço. O que acabou por levar alguns a entender que me ensinavam o que não pedi para aprender. Noutra altura da minha vida receberiam um “ide cagar que aqui digo o que me apetece” e seguia em frente.

Lá está. Hoje somos bons mas amanhã estamos esquecidos. Ou passamos a trampa. A verdade é que num post em que digo que me vou afastar aparecem 3 pessoas a dizer para não o fazer. Entendo assim muito bem o numero de leitores que tenho. Antes poucos mas bons. Dia e meio depois ainda me perguntam “já!?”, que enfado este meu regresso.

Dá sempre um tudo nada a ideia de que “é pá se te calhas a calar por 3 ou 4 meses era coisa para ser simpática”.

O que me leva a uma velha lição que minha mãezinha, sábia que era, me ensinou “se não tens nada de bom a acrescentar, pshiu cala-te!”.

Por isso mais vale seguirmos o caminho que nos deixa felizes. Dizermos o que nos vai na alma, o que a nossa cabeça pede para contar e os dedos têm vontade para escrever.

Criei este espaço para mim. Depois deixei que passasse a ser meu e de quem o lê, a partir do momento em que passei a ter em conta quem lê e não só as palavras que aqui quero deixar. Errado. Tenho de escrever o que eu quero, como quero, quando quero. Se agradar, agradou. Se não agradar, temos pena! Também ninguém me paga.

Detesto coisas pequenas, pequenezes. O gostar de tudo, o ler porque também leem, o comentar sem ter nada para acrescentar, o comentar para criticar, o comentar para corrigir (seja a verdade dos outros ou a gramática), o comentar anónimo. Ninguém é perfeito, se quem corrige fosse antes reler o que escreve, vaissaver e até tinha mais com que se entreter. Mas lá está, quem sai do seu espaço para corrigir os outros, por norma é gente que nunca erra e raramente se engana (com’ó outro).

Aprendi que nem sempre temos de responder ao que os outros nos dizem, quando os outros não percebem quando estão a falar demais. Mais vale não alimentar e entregar o silêncio de que precisam.

Têm uma opinião diferente?! Favor usar o espaço que criaram, aquele pelo qual raras vezes dão a cara e / ou o nome e escrever até lhes doerem os dedos.

 

Por isso, e apesar do espanto, passou-me o amuo, mas ficou a lição. A lição de não sair da linha que gosto de me conduzir.

Mas amuaste por um dia? Parece que sim. É a celeridade dos tempos. Tal como os comboios já não andam a carvão, espera-se que os cérebros também não. E o meu lá passa um dia a ponderar nas coisas. Como não estamos propriamente a falar de rocket science nem andei a ponderar se vendia um rim no mercado negro, diz que um dia deu para o gasto. Podiam ter sido dois, três ou até um mês. 

Enfim, sempre fui uma pessoa mais assim pró fechada e até mesmo trombuda. Andava esquecida do porquê. Lembrei-me.

É porque isto de encontrar a felicidade não está propriamente atrás do sorriso permanente, está mais na verdade que temos em nós, na confiança naquilo que somos, no conforto que sentimos na nossa pele. Mesmo que sejamos uma espécie de camionista trombuda como eu. (até ao camionista parecia o Gustavo outra vez, depois esbardalhei o camião).

 

De qualquer modo e passando à frente que este tema já me cheira mal. Para quem gosta de aqui vir seja bem vindo como sempre foi. Não me parece que um devaneio, uma chatice ou um amuo, passado em espaço próprio cause qualquer constrangimento. Quem não tem nada de bom para dizer siga à sua vida. Não visite, ou visite mais fique calado. Sempre vale o clique.

 

No que toca a comentários e respostas, estarei cá para responder a comentários sobre o tema em mãos, mas sem a tonteira do toma-lá-um-sapinho-com-beijos-não-agora-eu-é-que-mando-um-ramo-de-flores-mas-tu-agora-mandas-um-sapo-com-corações-e-eu-vou-espetar-te-com-um-coração-grande e por aí em diante. Comentários que não são comentários. São coisas que mais me fazem parecer que é só para contar mais um a ver se aparecemos nos blogs mais comentados do dia ou uma especie de substituto facebookiano para quem é demasiado pseudo-intelectual para mandar emojis pelo Facebook, é qu'isto blogs é para quem sabe escrever, ou então não. Porque responder a um comentário escrito com um coração ou um sapo a rir ou coisa que o valha, ainda se aceita, agora andar a atirar bonecos para lá e para cá…não há pachorra!

 

E agora fica aqui uma musiquinha porreiraça, que nada tem que ver com o natal, mas é o meu olá ao mês de dezembro, mais aos pinheiros e às bolas coloridas. Ao pai natal e às renas, com especial atenção ao Rodolfo que é bicho que é diferente, com seu nariz vermelho e por isso meu favorito.

Venha de lá esse ultimo mês do ano, a ver se se despacha 2016 que já estou bem farta dele.

 

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

8 comentários

Comentar post

----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

------- Mais sobre mim -------

foto do autor

------ Gostar da Página ------

------ Blogs de Portugal ------

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D