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Em busca da felicidade

Isto de correr não são duas cantigas

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Ir correr é para a minha cabeça todo um acontecimento. Posso estar a exagerar mas ir correr é, neste momento, mais desgastante para os meus neurónios que a própria física quântica (e agora lembrei-me que este fim de semana não vi o meu episódio da série Genius e fiquei em ansiedade…). Isto porque existe toda uma preparação, não física, mas das várias fações de neurónios que residem no meu cérebro. A fação desportista tem assim de convencer a fação hipocondríaca que não vai ter um enfarte, uma embolia pulmonar ou um AVC e quando confrontada com a eterna questão “como é que têm a certeza? Provas!” explicam que mais vale borrar-se nisso porque uma pessoa pode ter muita saúde e depois morrer com um drone no alto da pinha. A fação hipocondríaca não fica convencida mas fica conformada e lá aceita a ação. A seguir vem a fação preguiçosa que diz que o melhor é mesmo ir comer um prato de caracóis e descansar o lombo porque uma pessoa precisa é de relaxamento muscular. Aqui a fação desportista passa para a ameaça e diz que se é assim se alia a fação forreta e este mês já não há massagens.

Completa toda a concertação cerebral lá me visto e sigo para a corrida. Com calma, com tranquilidade não vá a fação hipocondríaca entrar em pânico.

Saio a rua e começo a correr, à falta de espaços adequados na zona de residência em que pernoito (sim, porque passo lá tão pouco tempo que me parece abusivo dizer que habito) decido fazer uma parte da corrida à beira da estrada. A dada altura passa por mim um carro que para além de quase me abalroar, traz lá dentro uma doidinha, assim de cabelos desgrenhados e olhos arregalados que começa a agitar os braços como fazemos quando corremos. Estava a imitar-nos e a achar que gozava. Eu tinha o telemóvel numa mão e os phones na outra. Caso contrário ter-lhe-ia ensinado uma versão mais gira de corrida em que levava dois pássaros da espécie manguito em cada mão.

Ao fim de 2 kms e depois de uma subida em terra batida começa a faltar-se-me o ritmo, vai daí e espeto com a música “Danza kuduro”. Não há nada como uma boa musiquinha de carrinho de choque para uma pessoa desatar a correr, não sei se  numa estratégia de fuga da feira festa, se pelo ritmo quente de verão. O que sei é que o ritmo sobe-se-me por mim acima e dou comigo não a correr mas quase a galopar, qual puro lusitano. Termino a corrida com uma média minuto de 53 segundos abaixo do previsto no treino e dou-me por satisfeita. A fação desportista fez um “Toma lá!” para as outras fações e eu fiz o jantar.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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