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Em busca da felicidade

Isto de ter um blog - para totós

 

Antes de mais quero deixar claro que este não é um post que tem por objetivo ensinar alguém a ter um blog. Sou pessoa que anda nestas lides há menos de 1 ano, pelo que mal vou sabendo para mim, quando mais para ensinar alguém.

Contudo, e não obstante esta realidade cá me vou organizando e melhorando a forma como faço as coisas.

Este post é acima de tudo dedicado ao leitor, ou ao cusco que não é bem leitor, é mais aquela pessoa conhecida que vem espreitar para depois dizer entre dentes "não sei como é que arranja tempo, deve ser enquanto devia estar a trabalhar".

Ora bem queridas pessoas. Aqui há uns anos atrás ouvi uma pessoa conhecida dizer "hoje em dia qualquer pessoa escreve um livro". Não concordo, mas em parte a ideia é verdadeira. Qualquer pessoa pode editar um livro, desde que tenha verba financeira para o fazer e caracteres escritos numa língua falada por alguma povoação, a verdade é que qualquer pessoa pode editar um livro. AGORA, nem todas as pessoas podem escrever livros. Ou melhor, nem todas as pessoas CONSEGUEM escrever livros, porque isso pressupõe (no meu leigo entendimento) que: ponto 1. a pessoa saiba construir um raciocínio minimamente lógico ou suficientemente irracional para ser brilhante; ponto 2. que a pessoa seja capaz de escrever tão bem ou melhor do que fala (excluídas deste ponto estão pessoas surdas-mudas).

Ora pois que se aplica mais ou menos o mesmo raciocínio aos blogs. Toda a gente pode ter um. Aliás, aqui no meu querido SAPO basta clicar em "criar blog", escolher um template e desatar a botar prosa. É que nem é preciso pagar a ninguém para programar ou desenhar. Se o desejo é escrever, é só escolher um template and you are good to go.

Depois há o problema de quem não tem jeito para escrever. E depois há o problema de quem não tem nada para escrever.

Mas isso são outros quinhentos.

Há gostos para tudo e para todos. Blogs de tudo e mais alguma coisa. É seguir os que gostamos.

De qualquer modo estou a fugir ao meu ponto.

Como já referi vezes sem conta sou mãe, sou trabalhadora (tenho um emprego de 8 horas que me obriga a estar fora de casa mais de 10 horas por dia), sou esposa, sou amiga, sou filha, sou prima, sou irmã, sou dona de dois cães marados da cabeça, sou dona de uma casa que não tem empregada e por fim sou pessoa.

Com isto tudo, de facto é difícil ter tempo. Mas cá se arranjam uns minutos para escrever. Umas vezes todos os dias. Outras vezes mais num dia. Outros dias de fim de semana carregados de ideias em que, entre as sestas do pequeno e a disponibilidade do maridão para olhar pela cria, escrevo.

No passado fim de semana tinha 20 posts escritos nos rascunhos. Mais outras tantas ideias que não tive tempo de por no papel (por assim dizer).

Não vou postar tudo no mesmo dia. Até eu me cansava. Também sou leitora e se os meus blogs preferidos postassem 20 posts por dia não dava conta do recado. Pelo que opto por programar. Um post por dia. Dois em alguns dias. Garanto assim que todos os dias o blog tem textos novos. Garanto que saem a horas e que quando estou a estacionar o carro no trabalho está a entrar um novo texto no blog. Fresquinho.

Pequenas coisas que vou aprendendo. 

Depois vou pegando no telemóvel e lá vou gerir os comentários. Vou dando um olho nos cliques. Vou espreitando para ver se o Sapo me escolheu para os destaques.

Até 2014 fui fumadora. Agora, em vez de fumar, escrevo.

Mas será que uso o tempo do meu dia de trabalho para esta minha vida de metida a blogger? Não gasto mais tempo que o colega que desce para fumar um cigarro. Que a colega que liga ao marido para discutir a cor da sanita nas obras da casa de banho. 

Passam-se semanas que não paro para mandar mensagens a ninguém. Mal uso o meu telemóvel para fazer chamadas. O meu telefone do trabalho só foi usado para chamadas pessoais quando ligo para o Hospital da Luz para a consulta de rotina ou para despistar mais uma maleita.

Por isso, se a meio da manhã se me escorre uma ideia vou aponta-la. Afinal de contas é para isso que serve o bloco de notas do telemóvel.

Ter um blog profissional requereria certamente toda uma outra gestão. Ou então não. Tem tudo que ver com conteúdos e organização. Haverá certamente de tudo e a sorte desempenha um grande papel, como dizia o outro "tem tudo que ver com a sorte que um gajo tem". E tem mesmo.

Por isso pessoas, se pensam que passo a vida de nariz aqui enfiado. Se pensam que ao invés de estar a fazer o meu trabalho - que graças a Deus tenho e que me garante pagar a minha casinha e o meu carrinho e comprar as aquelas botinhas de que tanto gosto - estou a brincar aos bloggers, estão muito enganados.

Está tudo programadinho. Daqui até ao mês que vem. Ainda que depois apareçam situações destas, em que me vejo em casa, de lenço pendurado no nariz, pijama, mal cheirosa, a fungar que nem uma tola e a rezar aos santinhos para estar boa amanhã. Dias em que estou em casa sozinha com os companheiros de 4 patas, que num dia como o de hoje (com a garganta toda lixada) falam tanto quanto eu.

 

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