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Em busca da felicidade

Isto de ter um marido encantado

Na passada 6ª feira pus um post tonto sobre uns sapatos que adoro e que gostava mesmo muito de comprar. Uns sapatos quase tão perfeitos quanto caros. Daqueles que agridem a nossa conta bancária de forma impiedosa, pelo menos a minha. Sei que há malta para quem 140 € nuns sapatos é o mesmo que um par de chinelos. Not my case.

Pois bem, este homem maravilhoso com quem escolhi partilhar a minha vida, ou isso ou ele escolheu desgraçar a dele aturando esta lunática, leu o post e ficou um bocado entristecido porque havia uma coisa que eu queria mundo e que, ainda que não nademos em dinheiro, eu podia perfeitamente comprar, já que gostava assim tanto. Fiquei emocionada com o gesto, como aliás sempre fico. Lá lhe expliquei que tinha pensado melhor, que de facto adoro os sapatos, não nego, mas que com o valor daqueles danados podia comprar uma serie de coisas para este novo tempo cheio de raios de sol que aí vem.

Ele insistiu e em mantive-me firme. Sou uma pobre com dilemas, mas uma pobre consciente da sua carteira. Cada um deve gastar o que pode gastar. Não é um par de sapatos que faz de nós as pessoas mais lindas do mundo nem as mais horríveis.

“Sapatos há muitos”, diria o nosso querido Vasco Santana.

Assim, no Domingo depois de ter recebido o que mais queria, acordar para os sorrisos dos que mais amo, o meu filho e o meu marido, fomos passear ao shopping. Só saíamos de lá com uma prenda complementar para a mãe. Não era obrigação, era um agrado “para me ver feliz”. Uma pessoa depois de ouvir palavras destas borrifa-se logo nas compras.

Atenção, borrifa-se mas aproveita, não vá a vontade depois passar.

Assim fui dar uma volta à Pull & Bear e comprar umas pecinhas que me faziam falta, passei de seguida pela Stradivarius e ainda levei mais uns trapitos.

Olhei para os sacos e vi os sapatos, lembrei-me que são lindos mas que mais linda fico eu com aquelas pecinhas no pêlo. Disse adeus aquele amor platónico e disse-lhe que nos vemos numa montra qualquer um dia destes, eu digo-lhes “Olá”, sorrio e se tiver ocasião ainda lhes faço umas festas. Depois sigo à minha vida. Que a vida de pobre, ou de remediado, é feita de escolhas e eu já fiz a minha. E sei que foi uma grande escolha.

No fim disto tudo sei mais uma vez que não encontrei o príncipe encantado, porque esse vive num castelo, vem a cavalo e muito sinceramente, para uma tipa tão séptica quanto eu, quando a esmola é demais desconfio, que esses príncipes encantados devem é ter uma cambada de esqueletos escondidos no armário. Tenho sim o marido encantado, o homem que nem é dos meus sonhos, vai bem para lá disso, que sou uma pessoa comedida e não costumo sonhar tão alto.

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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