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Em busca da felicidade

Já fiz. Nunca fiz - O desafio

 

João convidou-me a participar aqui no desafio do Já fiz/Nunca fiz. O tempo anda escasso para estes lados e tentei responder às questões porque o João é um querido e não lhe ia fazer esta desfeita.

Assim, aqui vão as minhas respostas. O que é engradado é que com estas questões ocorreram-me alguns posts divertidos que tenho de escrever.

 

As perguntas:

 

Eu nunca fiz um interail 

Hoje, depois de velha para estas coisas, já me passou pela cabeça que, quando era mais miúda era coisa para ter gostado. Nunca se sabe quando é que não me meto numa coisa dessas. Mas não, nunca fiz.

 

Eu já participei num concurso 

Até já participei em mais do que um. Quando era miúda, tinha os meus 11 anos, participei num concurso de mascaras. Fui mascarada de Pierrot. Tinha o melhor fato (a minha mãe era a costureira mais prendada) mas como era muito tímida e mal brinquei com a criançada que estava a ver o desfile, acabei por ficar em 3º lugar. Ganhei uma coisinha para pôr canetas que trazia muitos post-its de cores diferentes. Já em adulta participei em concursos de escrita. Adivinhe-se…tenho ganho muito juízo.

 

Eu nunca conheci a pessoa que mais admiro. 

Eu tive o privilégio de conhecer a pessoa que mais admiro. Conheci a minha mãe. Não esteve presente na minha vida tanto tempo quanto eu gostaria, mas tive o prazer de a conhecer e muito do que sou hoje devo-o a ela. Tenho uma profunda admiração por aqueles que atravessam a mais difícil das batalhas: a vida, no seu mais puro e complexamente simples, estado.

Hoje tenho uma profunda admiração pelo meu filho. Inspira-me e faz com que eu tente ser sempre o melhor de mim.

Dito isto adorava ter conhecido a Jane Austen e o Einstein.

 

Eu já caí na rua. 

Valha-me Deus! Se eu contar as vezes já não faço mais nada hoje. De qualquer forma há uma queda que ainda hoje me lembro. Era miúda, o meu irmão mais velho tinha acabado de comprar casa – era um acontecimento – e a minha mãe tinha comprado duas plantas para ele pôr no terraço. Insisti que as havia de levar. A descer os degraus que contornam o prédio onde vivia, embrulhei os pés um no outro, caí de rabo e fiquei como uma tartaruga: com a carapaça no chão e as patinhas a dar a dar. Os vasos intactos.

A minha mãe queria ajudar-me mas não conseguia parar de rir. Especialmente porque me tinha escangalhado toda mas os vasos estavam a salvo.

Na altura fiquei danada com ela.

 

Eu nunca desmaiei. 

Pelas minhas contas já desmaiei 2 vezes na vida. Como tenho tensão muito baixa, quando me ando a alimentar mal, sujeita a mais stress a coisa começa a descambar. Se a associar a isto me levantar muito depressa da cama….lá vou eu. Lembro-me que da segunda vez caí como um desenho animado, firme e hirta com a testa direita ao guarda vestidos.

Andei com um galo durante dias.

 

Eu nunca estive em coma alcoólico. 

Gosto de beber uns copos de tinto. Mas tudo com conta, peso e medida. Nunca achei graça a beber até perder o tino. Faz-me alguma confusão.

 

Eu nunca experimentei drogas. 

Eu sou uma menina bem comportada. Já sou chalupa que chegue só a consumir gomas.

 

Eu nunca me vinguei de alguém que me fez mal.  

Acho que não. Mas gostava. Vamos lá, não sou santa nem quero ser. Se me fizeram mal eu não vou mexer uma palha para retribuir, mas se souber que se lixou, fico satisfeita. Temos pena!

 

Eu já tive um acidente. 

Já sim senhores! Bateram-me na traseira do carro, tinha o bichinho comigo há 2 meses. A tipa que me bateu desfez a traseira do carro e quis recusar-se a pagar. Como eu era novinha, anjinha e boa fé deixei-a ir embora sem assinar a declaração amigável, porque ela disse que pagava do bolso dela. Depois deixou de me atender o telefone e dizia que era mentira, que não tinha dado cabo do meu carro…é uma história longa e foi dolorosa. Foi um colega de trabalho que me ajudou e me safou daquela chatice.

 

Eu já andei de avião.

Já sim. Mais do que uma vez. Até eu me espanto. Tenho uma relação de amor ódio com os aviões. Tenho-lhes medo, porque quem nasceu para voar foram os pássaros, mas por outro lado acho emocionante andar dentro de uma coisa que voa. Não é por acaso que ser piloto de aviões tem o seu charme.

Fico apavorada, com suores frios e a boca seca, mas tenho sítios onde quero ir…por isso, venha de lá o pássaro de ferro.

 

Eu já bebi demais...

Como disse…gosto de beber um copito…mas em excesso não é comigo. O pior que fiz foi fazer misturas…lá fui eu ao grego…

 

Eu já confundi uma pessoa com outra. 

Valha-me Deus! Eu já confundi o meu marido com outra pessoa na Fnac. Fui ter com essa pessoa, chamei-a de «amorzinho», pus-lhe a mão suavemente no ombro. Ao lado desse homem estava a mulher dele e os 3 filhos. Na outra fila estava o Nuno com um livro na mão sem perceber o que se estava a passar.

 

Eu já me perdi num país/cidade estrangeira. 

Nada disso. Levo sempre comigo o meu marido. Ele leva sempre: a lição estudada, os mapas, essas coisas todas.

 

Eu nunca tive uma experiência paranormal. 

Só se contarmos com aquela coisa do jogo das moedas que os miúdos fazem para se assustarem uns aos outros. Pedi os números do totoloto, o fantasma não sabia, mandei-o bugiar. Se querem falar comigo do Além que seja para me dar informações úteis.

 

Eu nunca roubei. 

Até fico com os cabelos em pé. Era logo apanhada.

 

Eu já apaguei coisas do facebook.

Eu já tive uma conta de fazecook em 2012 que apaguei. Tinha aceite amizade de muitas pessoas que já não via há muito tempo e com quem nunca tinha tido muita proximidade. Achava que aquilo era tudo fotos alegres e mais não sei quê, depois andava tudo a batatada e a falar mal uns dos outros.

Fechei a conta. Voltei a abrir em 2016 mas uso-a 99% para o blog.

 

Eu nunca traí alguém. 

Eu mal bebo, quanto mais trair.

 

Eu já deixei de falar com alguém que me magoou.

Ui, isso é o pão nosso de cada dia. Detesto confronto. Não fujo quando tem de ser…mas quando percebo que não funciona, que há coisas com as quais não me identifico: afasto-me. Afasto-me. Afasto-me. Até que aquela pessoa passa a ser apenas um vulto para mim.

 

Respondi com sinceridade a todas as perguntas?

Sim. Mesmo que tivesse mentido agora não ia dizer, nê!?

 

Agradeço o convite do João. Teria todo o gosto em nomear alguém, mas a pessoa que me ocorreu já fez e os tempos não andam faceis, pelo que não tenho tempo para procurar alguém que não tenha feito.

Fazemos assim: quem ler e quisee, é pegar e levar! Boa?!

 

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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