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Em busca da felicidade

Já não aguento mais este frio

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Sim, sei que sou muito portuguesa e que para mim podia haver um fado.

Não me queixo de tudo e de nada, mas queixo-me da temperatura.

Ou tenho dias em que me dá para o queixume, vá! E nesses dias até me queixo dos níveis de O2 e da cor do céu que podia variar para não ser sempre azul. Já não surpreende.

No verão o calor em excesso dá-me conta da tensão, que é muito baixa (pareço uma velhota). É que se fico ao sol ali na torreira quando me vou a levantar alguém tem de me desgrudar do chão.

No Inverno o frio dá-me cabo das articulações, toda eu gelo (ó p’a mim velhota de novo). Não sinto as mãos nem os pés e a pele fica mais frágil. Passo o tempo com os músculos tensos e rezo por uma boa massagens para me aliviar o lombo.

 

A minha casa está fria. Na rua está um gelo. Na minha terra, que parece ser uma porra de um microclima, está de cortar à faca. Parece que moro na Serra da Estrela, mas sem a serra e sem a neve. Só com o frio.

No ano passado comprei uma placa para aquecer a divisão mais fria da casa, a sala, mas não funciona. Quer dizer, funcionar, funciona, mas tinha de estar em casa 3 horas antes do jantar para ligar o aparelho e garantir que aquilo lá ia fermentando um calorzinho agradável.

Em vez disso, e porque o quadro não aguenta com o forno, lá vou fazendo uma ginástica de eletricidade para tentar aquecer a sala e tratar dos outros afazeres da lida doméstica (esse meu part-time pro bono do qual não me vejo livre).

Com tudo isto chego à sala e janto com 2 camisolas polares e um casaco de malha vestidos. Ainda assim, tremo.

Vale-me mais ou menos o ventilador pequenino. Mais ou menos porque os trafulhas dos cães se metem em cima dele, ou melhor, quase dentro dele, e ficam com o calor todo.

Chego ao quarto para penar outra vez. E nem se fala no banho, que me sabe tão bem com a aguinha quente nos costados. No Inverno não consigo ir ao encontro da Quercus. O medo de sair ganha sempre. Saio a tremer, espremo-me para dentro do pijama e raras vezes me besunto com o creme hidratante que tanta falta me faz que a idade não perdoa.

Estou fartinha deste frio.

 

Pronto, já me queixei e agora posso ir à minha vida mais aliviada.

 

Boa segunda-feira!

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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