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Em busca da felicidade

Jornalismo ou a necessidade de vender jornais?

Há ano e meio dois terços do mundo indignava-se e sentia a dor profunda de qualquer mãe ou qualquer pai que perde um filho. Há ano e meio dois terços do mundo manifestou a sua indignação em palavras soltas, sentidas ou não em redes sociais, crónicas, blogs, o que for. O motivo, a fotografia de uma criança morta à beira mar, de bruços. Uns calções e uma t-shirt, uns ténis pequeninos. Um tom de pele que se assemelha ao nosso e o sentimento de que “e se fosse meu?”.

O mundo chocou-se, como é natural. Chocou-se e sentiu a dor de algo que lhe poderia ser próximo. Porque a dor tolda a visão e de repente, de noite, nos nossos sonhos suamos frio e vemos na criança à beira mar o rosto de quem mais amamos.

Passamos dias a pensar na imagem. Abraçamos os nossos filhos e choramos quando os nossos olhos pousam uma e outra vez na mesma imagem.

Voltou a acontecer com um menino salvo de um prédio alvo de ataque. A falta de esperança no seu olhar vazio, chocou-nos a todos.

Afinal de contas as semelhanças físicas (aceitemos essa realidade ou não) fazem com que se aproxime de nós.

Hoje mais uma capa de um jornal com um bebé, que provavelmente não tem um ano de idade. De bruços, sem vida, no meio de escombros.

No cabeçalho de um jornal.

Todos temos a obrigação de compreender os males de uma guerra. A informação está por todo o lado. Por isso pergunto, para quê estas imagens gigantes nas capas dos jornais? Para chocar, para indignar, para ferir, para agarrar quem passa ao choque na imagem e comprar das bancas aquele pedaço de papel.

Porque nada muda com aquela imagem, um dia de tiragem e voltamos ao mesmo.

Serve para indignar, para atormentar, para sensibilizar quem passa e depois, depois passa.

Passa como as fotografias de meninos com fome e de animais abandonados trocadas no facebook, cheias de corações partidos e com o pedido de partilha, “porque quem partilha se preocupa”. Mas quem partilha a seguir faz um like no tipo que cai de bicicleta e a vida continua.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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