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Em busca da felicidade

Larailailai, fui à terapia quântica, lailai!

Cada vez mais me começo a convencer dos benefícios das medicinas alternativas. Por mais que se tentem descredibilizar, a verdade é que uma pessoa quando faz um tratamento se sente melhorzita e nem é preciso espetar agulhas por uma pessoa acima (quer dizer, tirando aquela altura em que me cravejavam de uma espécie de alfinetes na acupuntura).

De maneira que um destes dias proporcionaram lá no sitio onde trabalho uma semana da saúde. Nesta estavam incluídas muitas atividades, sendo que aqui a menina vai de se inscrever para tudo o que não cansa (aulas de zumbas e TRX e coise deixem lá estar) e que tivesse nome de coisa que não conhecia.

Primeira etapa – Terapia Quântica.

Não sabia nada do que se tratava e de acordo com um dos colegas devia ser certamente a capacidade do terapeuta para apontar de quantas maleitas padeço, o que, no meu caso enquanto hipocondríaca assumida, custaria ao desgraçado que me atendesse bloco e meio de notas e um calo no dedo.

 

Chegada à consulta encontro uma senhora vestida de rosa e com um sorrido aberto. Em cima da mesa um PC portátil, uma espécie de um autorrádio, daqueles antigos que uma pessoa tirava antes de sair do carro e guardava à socapa no banco de trás do condutor para ninguém partir um vidro e gamar. Agarrados a essa geringonça estavam uma parafernália de cabos que tinham no fim umas fitas com velcro.

Pensei “eletrochoques, vou sair daqui torradinha da mona!”

Sento-me, a senhora passa uma banda pela minha cabeça por forma a ficar com uma espécie de 3 moedas na testa e depois mais uma em cada pulso e outra em cada tornozelo.

Isto é tosta completa, quando a tipa clicar em OK frito!

- Sabe o que é a terapia quântica?

- Li o vosso PPT.

- Quer uma breve explicação?

- Pode ser.

Lá a senhora explicou que aquela geringonça tinha sido inventada pela NASA e que era usada para manter a saúde dos astronautas no espaço.

Bom, realmente nunca ouvi falar de um que tivesse quinado lá p’a cima, de maneiras que até pode fazer sentido!

A senhora senta-se e começa a fazer o questionário. Uma porrada de perguntas, desde se me tinham tirado algum órgão, ao stress do trabalho e em família.

Terminado o teste a senhora recebe os resultados.

Primeira conclusão:

- Bons resultados a nível intelectual. É uma pessoa extremamente inteligente.

OK, tá visto. Agora diz que sou inteligente e daqui a nada está a dizer-me que fico ainda mais genial se levar choques da geringonça 2 vezes à semana!

Lá continuou a senhora com os níveis emocional e mais outro que não me recordo e vai que desata a acertar nas coisas. Eu sem saber o que raio se estava a passar.

Vira o computador para mim e vejo uma catrefada de linhas coloridas.

- Está a ver estas linhas? As que estão a vermelho são aquelas em que tem mais problemas.

Todas certas diga-se de passagem.

- Vou limpar estes problemas.

Eu cá preparo-me para os choques. E vai que a terapeuta clica num botão da aplicação, dá OK e ao fim de segundos a aplicação diz “Excelent!” Assim, em estrangeiro.

Uma maravilha, sem análises, sem prescrições médicas, sem injeções nas nalgas, nada. Só assim!

Mas, como em tudo o que meto as unhas, lá começou a dar p’ó torto porque a pessoa em análise não vai bem ao encontro dos resultados intelectuais.

- A máquina está-me a dizer que se passou alguma coisa na sua vida quando era muito pequena.

- Não tenho grandes memórias, acho que a coisa mais antiga de que me lembro foi quando me tiraram as amígdalas.

- Tiraram-lhe as amígdalas?

- Sim.

- Então mas eu perguntei-lhe se tinha ficado sem algum órgão!!!

Fiquei sem saber o que dizer, depois balbuciei…

- Quando falou em órgão pensei numa coisa que fizesse falta, como um rim, um pulmão, metade do fígado. Agora as amígdalas não servem p’a nada….

- Não é bem assim, mas vamos avançar…

Lá continuou, acertando em tudo o que dizia.

- Tem de ter cuidado com o estômago, como é nervosa pode vir a ter problemas com ulceras.

- Por acaso já tive mais de uma.

- Teve?

- Sim.

- Mas eu perguntei-lhe se tinha tido alguma doença…

- …grave! Perguntou por alguma doença grave e uma ulcera não é grave. Pelo menos para mim não é.

- Mas é uma doença e há pessoas que morrem disso.

Calei-me e deixei continuar. Que mais teria eu feito de errado.

Continuamos a falar e a senhora a acertar.

- Vamos ver os seus chakras.

- Bora.

Estavam cheios de manchas e a terapeuta não só me limpou a porcaria como os alinhou (tudo no sitiozinho) como ainda por cima lhes deu uma corzita.

Final das contas…fiquei toda alinhada e agora já ninguém se mete comigo, assim com os chakras no sitio.

 

Dito isto que até parece tudo uma grande piada, a verdade é que eu me senti bem quando de lá saí e é também bem verdade que através lá da geringonça a terapeuta foi dar com coisas de maleitas minhas que eu nem me lembrava já.

Em conversa com outra colega que também foi, aconteceu o mesmo, acertou em tudo.

Uma pessoa dá-lhe p'a rir e diz frases como “andam os médicos a estudar durante anos…” mas ainda chega um dia que se confirma que é tudo verdade e funciona mesmo. Afinal de contas já houve quem acreditasse que a terra não era redonda e mandaram pra fogueira o gajo que insistiu que sim!

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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