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Em busca da felicidade

Livro: "O Deus das Pequenas Coisas" de Arundhati Roy

 

Há livros, livros e depois há livros. 

Há histórias de encantar. Romances. Policiais. Ficção Cientifica. Mundo encantado. Histórias de vida e baseados em factos reais.

Depois há histórias contadas numa espécie de relato encantado, que nos transporta por toda a história como se fossemos assistentes de toda aquela trama. Há narradores que nos permitem parar para absorver os mais pequenos fragmentos do momento. Não só para que passe a ser nosso também. Mas para que o pensemos. Para que lhe possamos dedicar o tempo que merece.

O livro «O Deus das Pequenas Coisas» foi escrito há 20 anos pela Arundhati Roy. Foi o seu primeiro romance e foi vencedor do Booker Prize em 1997. 

A autora só voltou a publicar ficção 20 anos mais tarde. Este ano.

 

Ao ler a contracapa do livro, verão na descrição que «O Deus das Pequenas Coisas» nos conta a história de três gerações de uma família do Sul de Kerala.

O que é verdade.

Mas tal como acontece com as musicas, que depois de ouvirmos passam a fazer parte de nós; o arranjo diz-nos algo de especial, a letra faz sentido para determinado momento da nossa vida. Também as histórias são por nós percecionadas de formas independentes.

Para mim conta a história de três gerações de uma família do sul da Índia. Conta uma história de preconceito entre pessoas da mesma cor e da mesma nacionalidade. Conta uma história de desrespeito e preconceito baseado na condição social. Conta a história da hipocrisia vivida por quem se alimenta das aparências. Conta a história da maldade humana. Da crueldade. Da frustração direcionada ao animal humano mais próximo. Mais frágil. Conta, como na vida real, o facínora fica tantas vezes impune. 

Conta uma história de amor. De como o amor pode acontecer. De uma forma tão diferente daquela que os filmes nos transmitem.

Não gosto de marcar passagens de livros. Guardo comigo a viagem de o ter lido e a mensagem que me transmitiu. Mas neste caso tive de guardar algumas passagens, porque há palavras que colocadas em conjunto criam uma harmonia perfeita e dizem mais do que a frase que compõem. Neste livro são tantas, mas tantas, que tive mesmo de marcar.

Estas foram as passagens que marquei (havia 1000 outras):

«Que besta em particular, o Camarada Pillai não disse. À procura do homem que vive nele, talvez fosse o que queria dizer, já que decerto besta alguma jamais experimentou a ilimitada e infinitamente inventiva arte do ódio humano. Besta alguma o consegue igualar em alcance e poder.»

«Não foi inteiramente culpa sua viver numa sociedade onde a morte de um homem pode ser mais lucrativa do que a vida alguma vez foi.»

«O impulso subliminal do homem para destruir tudo aquilo que não consegue subjugar ou deificar.»

 

Ficou ainda para mim a história cómica do homem que tinha dois gémeos. Mas essa meus caros, se a querem saber, têm de ler o livro.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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