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Em busca da felicidade

Mais uma greve de táxis supimpa!

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“Olhe eu só fui à manifestação porque o meu patrão me mandou ir. Isso da Uber não nos incomoda nada. Pelo menos à malta que anda aqui pelo meio da cidade. Sabe, isso é mais chato é para os colegas que estão no aeroporto. Aqueles que quando um cliente quer ir da Portela a Cascais passam por Alverca. As pessoas já sabem que isso acontece e com os Uber pagam preço fixo.”

                                                                                     Taxista que me guiou numa corrida curta de Benfica ao Marquês e entabulámos conversa acerca de outra manif de táxis.

 

Tenho poucas informações para avaliar se os taxistas têm ou não razão. Se estão ou não a ser dadas vantagens a outras empresas que prestam um serviço de transporte similar, sendo obrigadas a menos exigências. Nunca usei os serviços destas empresas (Uber e/ou Cabifly) e só pontualmente uso o tradicional táxi. E neste caso, confesso que prefiro aquela coisa de quem finge que está no meio de Nova York e chama “Táxi”, em busca de um qualquer amarelinho que me deixe rapidamente onde preciso de estar.

Mas, compreendo quem começa a preferir ser conduzido pela Uber, porque a verdade é que:

1 - a maioria dos taxis não usa ambientador;

2 - há taxistas que parecem ter acabado de sair da presidiaria (houve já uma situação em que pensei que o senhor me iria fazer falecer antes de chegar ao destino);

3 - que nos indrominam com o caminho assim que percebem que não sabemos o mais rápido;

4 - ficam sempre à espera de “gorja”, mesmo quando a corrida é de 3,50 €. Quando sacamos da nota de 5 € ficam naquela de que vamos dizer “fica assim!”. Quando não dizemos bufam por todos os poros. (Era o que faltava dar euro e meio de gorja por uma corrida de 4 km. É que com esse dinheiro tomo à vontadinha o pequeno almoço em muito hipermercado (bica + pastel de nata)).

(podia continuar pontos até amanhã. mas já não me apetece mais e tenho outras coisas para fazer, entretanto).

 

Olhando bem para as coisas quer-me fazer crer que em, boa verdade, nós até recebemos mais do que damos. É que uma pessoa passa sempre parte da vida no mundo dos sonhos, sonhos esses passados em Nova York, a apanhar táxis entre avenidas, de loja em loja. Depois, na realidade, podemos não ir para Times Square, nem mesmo para as lojas caras da Avenida da liberdade, mas quando a malta call’s a cab, recebe algo muito semelhante ao que eles p'a lá têm. Se calhar não um paquistanês acabado de chegar com um táxi cheio de luzinhas e bonequinhos que abanam a cabeça, mas uma estrutura a que chamam de viatura que range por toda a parte, uma criatura sedenta de sangue por detrás do volante, que quase nos dá a sensação de que estamos a movimentar-nos no complexo transito de Banguecoque E temos ainda a inexistência de um ambientador (para ajudar a suprimir os odores corporais de uma alma cujo escritório á tal espaço ambulante).

 

Tentando ainda assim imprimir (faça-se silêncio) uma nota mais séria à coisa. Não haverá espaço para todos? Não haverá outra forma de “combater” a existência de concorrência sem ser com manifestações que prejudicam quem nada tem que ver com isso? Não haverá uma forma diferente que não passe por agir como homens da caverna e destruir carros daqueles que trabalham para a concorrência?

Parece-me que ignorância e agressão não serão certamente o caminho. Aliás, faz apenas com que a ideia que as pessoas têm dos taxistas, vulgos “fogareiros”, se torne ainda pior.

E se, ao invés de irem com um aspeto de meter dó gritar para a rua, tivessem antes levado os carros ao Elefante azul, os tivessem limpo e aspirado, comprassem um ambientadorzito, tivessem os senhores condutores – eles próprios/eles mesmos – passado o corpito por água com vista à eliminação de odores nefastos que desagradam ao cliente!? Hum, não seria melhor? Pergunto. E, se ao invés, assim numa ideia louca minha, hã, levassem os passageiros ao destino desejado pelo caminho mais curto, ao contrário do que fazem na maioria das vezes?! Humm, brilhante, não!?

 

Não. Gritar é mais fácil. Barrar novas ideias, mais confortável. Impedir que se progrida e até mesmo, arrisque-se, retirar serviços desejados pelas pessoas que, vendo essas empresas impossibilitadas de operar são obrigadas a apanhar um táxi e quem sabe ter se ser transportadas por um ser idiota como o que disse isto:

 

“As leis são como as meninas virgens, servem para ser violadas”

 

                                                                    Taxista otário que devia passar uma semana a levar com um barrote bem largo pelas costas arreado por um tipo descansado pai de uma menina virgem

 

(e segunda-feira à mais)

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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