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Em busca da felicidade

Mais uma sessão de clube de leitura e os meus livros de Julho

Este mês consegui acabar dois livros (yuppiiiii), o que, para uma mãe com um filho de 2 anos e um emprego a tempo inteiro não é nada mau.

Na 6ª feira passada fui mais uma vez ao Clube de Leitura da Cocó, organizado pela Sónia Morais Santos, autora do blog Cocó na Fralda, e posso adiantar que foi muito divertido.

Mas começando pelos livros. Digo desde já que amei ler os dois e que me ri muito com ambos, mas....o "E a louca sou eu" vai guardar um lugar especial no meu coração. "Tati Bernardi, bates forte cá entro!"

 

O Centenário que fugiu pela janela e desapareceu

Este livro podia ter tudo para ser um livro tolo, mas a verdade é que engloba todos os ingredientes para ser um excelente livro. Descreve-lo-ia como: inesperado, hilariante e criativo. 

Allan é um senhor com cem anos que, no dia em que celebra essa maravilhosa idade de 3 dígitos, decide fugir do lar e desaparecer. Não tem propriamente um destino, sabe apenas que está na altura de mudar de ares. No curso na sua fuga - e enquanto a policia faz tudo para o encontrar - há um gang que se desintegra após a morte de dois dos seus elementos, há um homem com mais de 20 cursos superiores que vende cachorros quentes, há uma mulher que tem uma elefanta como animal doméstico e há um velho trapaceiro que rouba eletricidade aos vizinhos. A fuga de Allan é hilariante e não nos permite prever nenhum passo.

A par com a trama desta fuga é contada a história de vida de Allan desde o dia em que nasceu. Um pouco à semelhança do que aconteceu com Forrest Gump, também este personagem marcou a história mundial e até participou na criação da bomba atómica.

Do livro ficou a história divertida e a frase "as coisas são o que são, e serão o que forem". Esta frase marcou a vida de Allan, não valia a pena perder muito tempo a pensar na vida, afinal de contas o que tiver de ser, será.

Aconselho vivamente.

 

Nota: o pé que aparece na foto não faz parte da capa...é meu!

 

20170730_223236.jpg

 

E a louca sou eu

Não fosse a vasta experiência que a autora tem com medicação pesada, e este livro podia ter sido escrito por mim.

Um livro tremendamente divertido, escrito por uma roteirista e cronista brasileira que, ao longo de toda a sua vida se debate com problemas de ansiedade extrema, medos e ataques de pânico. Mas a autora decidiu "fazer pouco" desta condição. Afinal de contas pouco mais há do que rir daquilo a que a nossa própria cabeça nos sujeita.

Muitíssimo bem escrito, fez-me dar imensas gargalhadas, daquelas que até fazem os olhos lacrimejar. Isso e uma inveja tremenda por não ter sido eu a escrever. 

Está fantástico.

Há presente data apenas há este livro da Tati Bernardi em Portugal e está editado pela Tinta da China. Tenho todo o interesse em comprar os restantes...mas esses vou ter mesmo de mandar vir.

Aviso já que o livro está escrito em português do Brasil, até porque, de outra forma, perderia toda a graça.

 

Nota: Também aqui o pé não faz parte da capa do livro

  

20170730_223224.jpg

 

O Clube de leitura

Este mês éramos - se não estou em erro - 14 pessoas; parece que o resto da malta foi de boa-vai-ela de férias, e fazem muito bem, sim senhores. Desta vez eu e o Nuno não fomos os primeiros, não: fomos os últimos! Toma lá que é para aprenderes! Em Junho com a conversa que te punhas lá mais depressa que os outros porque moras perto e desta vez está-se a ver como é!

Pois que não foi desleixo, não-não! Foi uma colega que apareceu com uma questão urgente 5 minutos antes de a pessoa mai linda que escreve sair. Foi o assunto ter demorado 25 minutos e foi a pessoa ainda ter ido bater com os costados a Alfragide para ir buscar o carro à oficina.

Quando chegámos ao Clube de Leitura eu já deitava os bofes pela boca.

Como estava assim meio acelerada, vai de me oferecer para começar a falar, o que é bom, porque é mesmo nesses momentos que pouca coisa de jeito me sai boca fora (só os bofes).

Descrevi o primeiro livro em qualquer coisa como duas frases, creio que a maior parte das pessoas ficou a pensar que eu só li a capa. Do segundo livro, falei que eu, tal como a escritora, sofro de medos e fobias e ansiedades e ataques de pânico, o que, a uma distância segura, me faz ter algum nível de certeza que as pessoas começaram a questionar a minha sanidade mental (existe um máximo para a chalupice que uma pessoa aguenta). De todas as partes do livro que podiam justificar o quanto gostei dele, optei pela que fala de casamentos (e de como são uma chatice) o que é sempre bom numa roda de mulheres que (muito provavelmente): a) fizeram casamentos lindos com os homens que amam; ou b) planeiam fazer casamentos lindos com os homens que amam.

Enfim, não há nada como ser "eu própria, eu mesma."

Colocando de parte este momento brilhante celebrado por esta que vos escreve, bem como outros em que, não conseguindo controlar o meu impulso de matraca, acabei por opinar sobre as escolhas dos outros ("Graças a Deus sempre para bem!), arriscaria dizer que gostei mais deste do que do mês passado.

Muitas das caras presentes já se conheciam da sessão passada, pareceu-me que estava toda a gente mais descontraída, e as coisas fluíram com naturalidade.

Dos livros apresentados fiquei de olho em 4, eles são:

1. Os interessantes;

2. 1984 (este até tenho em casa);

3. Nada a temer

4. Pai Nosso

 

Para quem ainda não participou e que tenha possibilidade de participar, aconselho vivamente a faze-lo. Se não neste, noutro clube de leitura: é muito divertido ter com quem falar sobre livros, gostemos ou não deles.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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