Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Em busca da felicidade

Maré de azar...

aliana.jpg

 

O Nuno anda em maré de azar. Esta semana que passou devia ter sido de maior descanso do que conseguiu que fosse. Primeiro o stress da Tulipa ir tratar dos dentes, e sim, somos uns nhonhoquinhas com os cães.

Depois, na 6ª feira acordou com uma valente dor de estômago. Nem sabia como havia de estar. Fomos ao Fórum comprar mais uma cadeirinha para o carro, desta vez para o carro dos avós a ver se a criança vai dar passeios mais longe durante a semana, que isto de ir sempre ao jardim é muito igual.

Aproveitámos para almoçar e comemos um polvo à moda de Sesimbra que é uma maravilha, bem carregadinho de azeite e alho.

Caiu-lhe mal e ficou ainda pior.

No sábado já estava melhor, mas ainda agoniado. Ao final do dia, depois de sôtor acordar da sesta decidimos ir dar um passeio a Sesimbra antes de anoitecer. O pequeno gosta de praia, fica radiante a brincar na areia e nós gostamos de o ver feliz. Para além disso estar sempre fechados em casa é coisa que não agrada. Está a chegar o Inverno e hão de haver certamente muitos fins de semana que não temos outra sorte porque chove lá fora. Com o frio é diferente, veste-se mais um casado, dois se for preciso, mas saímos na mesma.

Até criamos mais defesas.

Tentámos ir lanchar a um espaço vegetariano na Cotovia, mas já estava a fechar, proximo sábado voltamos a tentar mas temos de ir mais cedo.

Acábamos a lanchar na pasterlaria do costume. Dois croissants com fiambre, um sumo natural para a menina, um Ucal para o menino e umas linguas de viados - que estavam uma delicia - para o pequeno terror.

Passeamos os cães antes de subir para o banho e sopinha do artista.

Revesamo-nos sempre para dar a sopa ao pequeno, quando um dá o almoço o outro dá o jantar. Assim o que está livre tem uns minutos para fazer alguma coisa que lhe apeteça, ou apetece-lhe ir fazer a refeição dos crescidos.

Estava eu a acabar um post para hoje quando ouço:

- Amorzinho podes vir aqui!

O homem em aflição. Note-se que normalmente os comportamentos de pouca calma e aflição são meus.

- Siiim!

Eu já a pensar que o pequeno tinha espirrado com a boca cheia ou que tinha se tinha vomitado todo e o pai estava atrapalhado.

Chego à sala.

- Viste a minha aliança?

- Deve estar na tua mão.

- Não sei onde está a minha aliança.

- Deves ter tirado para fazer alguma coisa.

- Eu nunca tiro a minha aliança para nada!

O homem estava agastado. Coitado. Até se esqueceu por instantes que estava a dar a sopa ao pequeno e queria era ir procurar a aliança.

Virámos a casa do avesso. Procurámos no carro. Foi ao jardim, onde passeamos os cães, a ver se a tinha lá deixado cair.

Nada.

Ontem continuava agastado.

- Não te preocupes com isso homem. Sabes que não dou valor nenhum.

E não dou.

Vivemos juntos há 8 anos, casámos em 2014 porque achámos que devíamos "legalizar" a nossa relação e porque existem vantagens e "garantias" para pessoas que estão casadas.

Quando descobrimos o valor do divórcio, e fuinhas que somos (ambos os dois) tivemos a certeza que não nos separamos, arranjaremos forma de lidar um com o outro (é muito caro!).

Quando decidimos casar, após meu rico esposo, num poema lindo me ter pedido em casamento, disse-lhe que não tínhamos de usar aliança. Para mim não tem qualquer significado.

Quis. Que se estávamos casados, então era de aliança no dedo.

Para mim não muda nada. Ele sabe disso (tu sabes disso).

Assim, para os que leem aqui a chafarica e nos conhecem, fica a informação em primeira mão que senhor meu esposo não se largou de mim (para seu proprio mal, que podia arranjar uma melhor da mona), não cavou para terras melhores, senhor meu esposo teve o azar de perder a sua aliança.

E sim, perdeu, que no período em que a dita deu chá de sumiço o homem estava sob o meu olhar controlador, por isso não o fez no seguimento de uma conquista de senhora jovem, jeitosa e desprovida de problemas existenciais.

Agora falta saber se compramos outra para ele, se duas novas para nós.

Falta também que dias menos azarentos venham para senhor meu esponjo. Diz que é boa gente e que até simpatizo com ele, pelo que peço aos santinhos por dias mais azul bebé e menos cinza escuro.

 

Nota: Muito provavelmente a aliança (que lhe estava larga, na sequencia de estar mais "largo" há data do casorio, em resultado de participar ativamente ne comezaina com senhora sua esposa que comia literalmente por dois) terá caído quando fomos passear os pequenos e senhor meu esponjo foi apanhar os cocós, porque aquilo (o saquinho) leva um nó no fim. Eu sabia que isto de apanhas cáca um dia ainda ir dar bosta!

Vai-se a ver e é por isso que há malta que não apanha...deve ser isso!

 

16 comentários

Comentar post

------ Gostar da Página ------

----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

------Blogs de Portugal------

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D