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Em busca da felicidade

Marginal à noite

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Não me ia inscrever. A maior distância que corri desde a gravidez foram 5 km e sentia-me pouco confiante para me inscrever para 8 km. Já tinha tirado isso da ideia. Mas apareceu um post no blog Dias de uma Princesa a oferecer inscrições para um número de participantes. Era apenas preciso dar o nome e o e-mail.

Nunca ganhei nada destas coisas na vida, e, com a sorte que tenho estava certa que não me calhava nada. Mas, tal como com o Euromilhões tentei a minha sorte.

Ganhei.

Dia e meio depois de participar recebo um e-mail da Catarina Beato a dizer que tinha ganho uma das inscrições.

Nem me queria a creditar e o medinho começou a instalar-se.

Faltava agora o Nuno inscrever-se. É o homem das corridas e o meu "amuleto da sorte". Azar. Já não havia vagas. Tudo esgotado.

Ora se já estava borrada de ir fazer os 8 km com companhia, mais fiquei quando percebi que ia sozinha. Tive para desistir, mandar um e-mail a dizer que se calhar era melhor dar a inscrição a outra pessoa mais capaz, mas depois...depois pensei que se tinha ganho tinha de dar o corpo ao manifesto e tentar fazer o melhor que conseguisse.

Ontem lá estava, calada que nem um rato. Ansiosa como sempre. Porque tenho receio de não conseguir. Porque receio de me dar um treco. Porque não sou a melhor pessoa para andar no meio da multidão.

Faltavam 10 minutos para começar e caminhei para o mais próximo possível da linha de partida. Com ship, ainda por cima vai ficar gravada a minha desgraça de tempo.

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 (à espera que dessem sinal de partida) 

 

Quando passei a partida já a prova ia com 4 minutos. Andei para me desviar do maranhal de gente e aproveitei para ligar o youtube, é que sem musica as pernas não funcionam. 

Aprendi uma coisa. Se vou correr o melhor é levar musicas no telemóvel ou no MP3. É que a confiança que às vezes não tenho em mim deposito em grande escala na net. Neste caso no youtube, e esse, deixou-me agarrada. Aquela porra não havia meio de funcionar e eu sem musica não corro. Ponto final!

Pelo caminho encontro o meu salvador. Não conseguiu inscrever-se, não podia acompanhar-me na partida nem chegar à meta comigo, mas podia correr a meu lado ao longo da Marginal.

Foi isso que fez. Até a net começou a funcionar.

Confesso que tive mesmo para desistir, sem net e cheia de medo, era uma desgraça. A neura minha gente!

Não sabia se ia conseguir correr tudo, mas consegui. A cada km que passava só pensava, só mais um, só mais um.

Cheguei à meta com 1 hora e 7 minutos. Não achei para aí pior, considerando que passei a partida já contavam 4 minutos e que só consegui começar a correr depois de 800 metros.

É claro que quando ouvi que a pessoa que acabou em primeiro lugar fez a prova em 24 minutos fiquei com a sensação que das duas uma, ou a pessoa foi de mota ou eu fiz aquilo de gatas.

Isto só pode ser malta que treinou no Quénia a correr è frente de leões. 24 Minutos!!! É de loucos!

Quanto à prova em si. Merece ser feita. Correr a Marginal à noite é algo de maravilhoso. Para quem não possa, não queira ou não goste de correr, pode sempre caminhar. Vale bem a pena. Começa com um fogo de artificio bem giro, mesmo em cima do mar, e depois, correr à beira mar. Ah! Que maravilha!

Isto para não falar na organização. Excelente!

Se vou para o ano? Não sei. Vamos ver qual é o espírito. Se estiver menos receosa da distância, mais alegre com a minha participação e com ansiedade de correr e não com a receio do resultado. Aí sim! Sem dúvida que vou.

Pelo menos é esse o acordo que tenho. Comigo e com o senhor que mora cá em casa. Participar sim, mas para criar felicidade e não anseio. Que de coisas más a vida já está cheia, o que nos faz falta são momentos que nos façam rir e sorrir.

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 (depois de a corrida ter acabado e com praticamente 8 km feitos)

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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