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Em busca da felicidade

Meia-Maratona de Lisboa 2016

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Então que tal correu a meia-maratona? Não sei. Não faço a menor ideia. Neste preciso momento a única forma de eu fazer mais de 20 km é de carro. De motas tenho medo, bicicleta não sei andar e correr, nada mais que 10 km. De qualquer maneira pareceu-me que a coisa estava a andar bem, muita gente feliz por todo o lado.

Não fui à meia, mas fui à mini, que sempre é qualquer coisa. 

Assim hoje foi dia de levantar cedo, dar o biberão ao campeão, ir entregá-lo aos avós e seguir viagem. Deixámos o carro no Parque da Paz e toca a subir tudo até à entrada da ponte. Nasci em Almada e fui criada em Corroios, ou seja, toda a minha vida passada deste lado da margem, e hoje, aos 32 anos, a caminho de uma corrida, passei por sítios do Pragal que não sabia que existiam. Fan-tás-ti-co!

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Quando chegámos ainda faltavam 40 minutos para começar, o que para mim é uma eternidade, o ideal é chegar e dispararem a partida, isso sim é serviço. Adoro estas provas, mas detesto a espera. Talvez por ser uma pessoa com um nível de paciência acima da média. Lá tirámos umas selfis totós, filmámos a multidão, bailámos de um lado para o outro a fingir que aquecíamos, fizemos um xixi naquelas caixinhas coloridas e o tempo não havia meio de passar. Quer dizer, pelo menos no meu relógio. A ansiedade acumula-se e a tola começa a questionar se não tinha ficado melhor em casa. 

O sol começou a aquecer e materializou-se em mim que não tinha levado o meu boné, coisa de que até me lembrei mas que o descontraído lá de casa achou desnecessário uma vez que por regra dão bonés da EDP a caminho da corrida.

- Não tenho boné, afinal não vejo aí ninguém a distribuir. - Digo eu, como que a modo prometeste e agora a coisa não se está a dar. Procurámos e não tendo sucesso lá questionámos um senhor amável da Securitas que nos disse que essas coisas só lá muito para trás ao inicio do caminho para a ponte. Fiquei possuída. Eu, que tinha tudo arranjadinho, que até me tinha lembrado de ir buscar o meu boné para ver se não fritava o miolo em caso de sol, agora corria o risco disso mesmo. É que a minha cabecinha cheia de cabelo não se dá muito bem com o sol a bater de chofre e depois ou me dá para a quebra de tensão, ou fico mal disposta ou me dói a tola. Podia-se dizer que amarrei o burro, mas a verdade é que o prendi com um cadeado dos fortes, fechei as trombas e pensei, quero é ir-me embora depressa. E depressa começou a prova.

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Primeiro fiquei parada, depois tentei andar, lá comecei a conseguir dar mais una passinhos, desmarquei-me aqui e acolá e finalmente ao fim de 1 km conseguimos começar a correr. Havia tanta gente, mas tanta gente que mal conseguíamos sair do mesmo sitio. A ponte como sempre abana que se farta o que dá para ficar sempre na duvida se é uma pessoa que tá a ter um fanico ou se é a ponte que se está a escangalhar toda.

Lá corremos por entre aquele mar de gente, sempre no campo do desmarcar e do evitar placar alguém pelo caminho. Ao fim de 2 km de corrida lá começou a tola hipocondríaca a trabalhar, se seria melhor parar um bocado, andar um nadinha e correr mais um tanto, a ver se chegava ao fim sem ter nenhum treco. Mas hoje não estava para lhe dar ouvidos, que isto o corpo é capaz de praticamente qualquer coisa, a nossa mente é que muitas vezes não confia o suficiente e faz-nos acreditar que não somos capazes. Nesta onda digo para mim, Cátia Filipa, ou cais aqui pró lado como um carapau seco ou acabas esta porra a correr! Pus a minha musica de guerra (vá podem rir à vontade), a minha Katy Perry e o seu "Roar" e toca a dar fogo na nalga. Muitas vezes tive para perguntar ao Nuno quantos kms faltavam, mas não, se só ia parar quando chegasse à meta não valia a pena perguntar, tinha era de correr. Assim fiz e acabei. Corri tudo (menos o primeiro km). Fiquei tão satisfeita comigo mesma que me pisguei logo até à bancada da Olá, havia os gelados recomendados pela nutricionista, mas também havia Magnum de amêndoas e eu hoje merecia.

Soube-me pela vida.

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De gelado na mão seguimos caminho para apanhar um táxi e, com uma sorte que raramente temos, apareceu um ao fim de 2 ou 3 minutos.

- Campolide faxavore!

Satisfeitos connosco próprios chegamos a Campolide e está um comboio na estação, pagamos à pressa e corremos para o apanhar. Assim que chegamos à porta apita e arranca.

Dissémos algumas coisas que não se devem dizer e sentámos em resignação. Íamos ter de secar um bocado. Foi aí que o Nuno me perguntou se eu tinha o telemóvel dele. Não tinha. Na pressa de ir apanhar o comboio tinha deixado cair o telemóvel dentro do táxi. Ficou danado, mas não tanto quanto eu por causa do boné. Surpreendente! Tentámos ligar inúmeras vezes para o telemóvel na esperança de o taxista ouvir e voltar para trás para nos trazer o dito. Pagaríamos a corrida como é bom de saber.

Nada.

- O teu telemóvel tá perdido. Também já querias comprar outro mesmo. Pensa nisto como um sinal do Senhor a confirmar que tens mesmo de seguir em frente com um aparelho novo.

Não tive resposta a tal observação, ainda que a minha intenção fosse a melhor.

Apanhámos o comboio e andámos mais não sei quanto de volta ao carro. 

No caminho o Nuno chegou à conclusão que íamos comprar um telemóvel em condições para cada um de nós e que o meu velhote ficava para as corridas. Bastava levar um.

- Mas assim como é que ouves musica? - pergunto eu que de outra forma se me congelam as pernas.

- Eu nas provas gosto de ir a escutar a minha mente. - Bonito, pensei eu.

Pois pra mim tem de ser com música. Se eu escutar a minha mente ela vai dizer-me que estamos no século XXI e que há outras formas de fazer 22 km sem me cansar tanto, que o melhor que tenho a fazer é encostar e comer um pastel de Belém. Por isso tenho de lhe dar musica, a ver se fica mansa.

Eram quase duas da tarde quando chegámos aos meus sogros. O que vale é que tínhamos já combinado que comíamos qualquer coisa por lá. Poupámos esse trabalho.

E foi assim, em jeito de resumo. Foi giro e espero que para o ano leve um dorsal da Meia comigo.

 

Nota importante: Entretanto o senhor do táxi deu pelo telemóvel e, porventura pensando que eu sou uma perseguidora perigosa que liguei para este número mais de 25 vezes, procurou o contacto de um familiar e ligou para o pai do Nuno. Disse que tinha o telefone e pediu para lhe ligármos e combinarmos um sitio para nos entregar. Isto às vezes é preciso é ter calma que tudo se resolve. O Nuno entretanto com esta reviravolta já repensou a questão dos telemóveis, como é bom de imaginar (mão de vaca).

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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