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Em busca da felicidade

Mindfulness

 

Já tinha ouvido falar. Já tinha lido artigos. Já tinha visto entrevistas na televisão. Mas a verdade é que nunca tentei aprofundar o tema. Sim já tinha percebido que tem que ver com aquilo que é um dos maiores responsáveis pela minha ansiedade, a minha tola pouco organizada, mas ainda não tinha prestado a devida atenção ao tema.

Na sequência de esta ser a Semana no Coração, no trabalho criaram algumas iniciativas muito porreiras para as quais me decidi inscrever. Uma delas foi o Mindfulness. Ia um bocado de pé atrás, podia ser assim uma coisa a atirar para o exotérica, do acredita aqui nisto porque eu estou a dizer, mas diz que não.

O formador, Gonçalo Pereira, foi espectacular, corroborou tudo o que disse numa base cientifica e mostrou que até as mais altas patentes da investigação mundial, como Harvard Medical Scholl ou Stanford estão atentos a este movimento, aos seus benefícios e impactos para a nossa qualidade de vida.

Diz então que tudo se prende com a nossa atenção, com a nossa capacidade de treinar o musculo que está dentro desta bola que temos em cima do pescoço e tentar que não ande “perdida” entre pensamentos dispersos. Principalmente se os bandidos forem do tipo previsão macaca do futuro ou revivências do passado. Daquelas memórias que nos trazem a ira ao de cima, nos deixam a espumar da boca e a dizer “para uma próxima vais ver o que é que vou fazer, vais ver…!”.

Reconheci tudo o que nos foi dito e revi-me na maior parte dos exemplos, da pessoa que se apercebe várias vezes ao dia que tem a cabeça em pelo menos 3 sítios, da pessoa que começa a espumar só por se lembrar de uma porcaria que já lá vai há mais de 4 anos, da pessoa que tem dores físicas de tensão porque começa a resolver problemas que ainda não existem, se é que alguma vez vão existir.

Senti-me tola. Depois compreendida. Depois acompanhada. Por fim aceitei que afinal se calhar, só se calhar, não tenho assim tantos defeitos, tenho é a cabeça assoberbada como a maior parte das pessoas.

Inteligência emocional. Diz que é essa bendita que temos de desenvolver. A que tenho em falta. Tenho dias em que acho que me falta a inteligência. Ponto. Nem vale e pena começar com a subdivisão. Mas noutros acho que de facto me falta a dita apenas para algumas coisas. Retenho tanta informação que não faz falta a ninguém à face da terra, porcarias de um qualquer documentário que vi há 2 anos, mas não sou por vezes capaz de me desconcentrar da ideia de que uma pessoa pode ter um pilipaque a qualquer hora do dia. “E se me dá um?” E se não der?! Estúpida.

Fizemos um exercício com 2 passas, muito mais fixe do que esta simples descrição pode fazer parecer. Percebemos que como "gastar" bem 2 minutos do nosso dia a saborear o momento pode influenciar o ritmo de todo o dia.

Terminamos com um exercício de respiração. Para mim foi mais ou menos o mesmo que ir passear os meus cães. Passei o tempo a chamar “anda cá”, “aqui”, “fica lá quieta”. Cansativo. Que a minha tola assim que se apanha sem nada para fazer divaga logo. Era suporto estar a dar atenção à respiração e de repente, texto para um e-mail, “anda cá”, volto a dar atenção à respiração e toma lá, o que vai ser o jantar. Coisa que faz sentido porque ainda nem tinha almoçado.

Mas bom. No fim fomos esclarecidos que não é fácil e que é normal. É preciso treino todos os dias, só dessa forma chegamos a algum lado. Se fosse fácil a nossa tola não se perdia literalmente no meio da merda.

No final de tudo retenho o provérbio que aprendemos, com imagens do Kong Fu Panda – algo muito apropriado à minha pessoa:

“O passado é uma história, o futuro um mistério, o hoje é uma dádiva. Por isso é chamado presente!”

 

Agora a ver se vou ali ao AKI e compro uma serie de mini placas, mando gravar este provérbio, e ponho os meus neurónios a afixar isto cá dentro. E assim pode ser que se capacitem disto de uma vez por todas.

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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