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Em busca da felicidade

Na vida real os heróis temos de ser nós...

Acordar de manhã para ligar a televisão e ver as noticias sobre mais um atentado. Mais uma vez o fim de dezenas de vidas sem justificação, só porque alguém tem uma opinião diferente de como os outros devem viver. Ou pelo menos é isso que dizem. Infiéis. São infiéis. Somos infiéis. Não têm, não temos, direito à vida porque optámos vive-la. 

É triste. É arrebatador. Sair de casa para trabalhar. Um dia normal como os outros, dar um beijo aos filhos, dar um beijo aos pais, despedir-se do seu amor com um até mais logo, um jantar combinado, um almoço com os amigos, uma viagem de metro porque os transportes públicos são a forma mais rápida e barata de chegar ao emprego, um louco com uma bomba presa à cintura e a vida acaba. Quem me explica isto? Ninguém. Porque não há explicação. Como se já não chegassem todas as outras coisas que podem a curto ou médio prazo levar-nos para outro lado, aparecem estes... estes... não sei o que lhes chamar, para mim não são seres humanos, recuso-me a considerá-los como tal, e terminam com a vida de alguém inocente que só estava a viver, sem interferir com a vida de mais ninguém. Se eram boas ou más pessoas não sabemos, nem interessa, eram pessoas que não estavam a fazer mal a ninguém, eram pessoas cuja vida terminou só porque sim.

A nossa fragilidade. A facilidade com que nos podem tirar tudo. Fez-me lembrar uma frase de um amigo querido, que, há mais ou menos 6 anos atrás face a um problema sério no pâncreas (que felizmente venceu) nos disse, a mim e ao Nuno quando o visitamos. 

- Vivam, vivam muito. Que alguém pode de um dia para o outro chegar e levar tudo o que têm, mas ninguém pode tirar o que os vossos olhos já viram.

Trago esta frase comigo desde então, alguém pode levar tudo o que tenho, mas ninguém pode tirar o que os meus olhos já viram, o que o meu coração já sentiu, o que eu já vivi.

Por isso, vivo todos os dias com vontade de viver, faço questão de dar um beijo aos que mais amo, de lhes dizer o quanto os quero, de lhes dizer que gosto de lhes ouvir a voz. Vivo porque de outra forma sou prisioneira e já se lutou tanto para que fossemos livres, não podemos agora deixar que meia dúzia de badamecos nos venham atormentar. É isso mesmo que querem.

Às vezes penso que vivo num filme de super heróis em que há sempre o mal para fazer alguma atrocidade e precisamos todos de um salvos, a grande diferença é que nos filmes lá aparecem eles com capas cheias de cor e bem penteados, uns voam, outros têm carros que sobem prédios e ainda há os que deitam teias de aranha pelos pulsos. Na vida real os heróis temos de ser nós, sem capas, sem carros fantásticos, sem teias de aranha a verter pelos pulsos. Só nós e a nossa coragem de sair de casa para enfrentar os dias com todas estas coisas à nossa volta.

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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