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Em busca da felicidade

Nós e a marmita

 

Sou pessoa que começou a trabalhar cedo e com pouca consciência do que é isso de andar com a marmita atrás. Senhor meu pai sempre foi homem que quis ser mais fino que a própria carteira de maneira que ninguém o convencia a sair de casa com a caixinha do almoço debaixo do braço.

Quando lancei os meus costados a sério no mercado do trabalho tinha um único propósito, ter bago para pagar o curso (e todas as despesas inerentes ao mesmo). Por isso, mal estava em casa, quanto mais ter tempo para arranjar marmita, valha-me Deus! Ainda assim, como não havia dinheiro a rodos, no inicio (onde ainda hoje trabalho) lá me orientava com um arrozinho cozido e ovos mexidos.

Acabou o estágio e ofereceram-me um posto. Mais uns tostões. Mais estabilidade. A marmita ficou para trás. Todos os dias comia fora. Pequeno almoço e almoço e lanche e qualquer outra trampa que me apetecesse.

Depois...

Depois senhor meu marido entrou na minha vida e tudo isso mudou. Ou melhor. Tudo isso ficou organizado.

Ainda não vivíamos juntos e já senhor meu marido levava a marmita para a amada. Eu fui-me habituando.

Fomos viver em pecado (que é como quem diz, viver juntos sem a aprovação do Estado ou do Senhor), juntaram-se as responsabilidades e os dinheiros e senhor meu marido fez-me ver tudo o que eu podia comprar com o que poupava em almoços fora.

Luziu-me a vista, confesso. Vi-me com saco para o tupperware da Gucci. Uns talheres debruados a ouro com as minhas iniciais gravadas. Umas botas magnificas no lugar de 15 bifes da Portugália.

Eu carregadinha de swarovski crystals. Um regalo.

Depois acordei e percebi que o homem estava mais era a referir-se às compras em lojas de renome como o Continente ou o Jumbo. Mais viveres, portanto!

Forreta que só ele benzódeus. Sim porque se não é Deus não sei quem é, c'a mim só me dá vontade de lhe pregar um valente banano quando me olha para a etiqueta de umas calças antes de dizer se acha que são bonitas ou não.

Mas lá está, a otária sou eu, que o devia deixar em casa, sem acesso à net, para o desgraçado não me estar a controlar os gastos via Homebanking.

De resto, hoje a coisa está instalada. O pequeno almoço é em casa. O snack da manhã, o almoço, o lanche, vem tudo numa malinha maravilhosa, daquelas lindas, comprada num hipermercado, com riscas, pintas e umas alças lindas em co-dô-rosa.

E é isto. Só. Fui.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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