Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Em busca da felicidade

O conceito de gene oprimido

 

O nosso rebento tem o cabelo ainda mais encaracolado que o meu. Tem os olhos castanhos bem escuros, como os meus. A pele morena, como a minha (que está mais branca pela falta de exposição solar adqueda há mais de 10 anos). Tem pestanas longas e olhar expressivo. Como diria o pediatra quando ele o fita no final da consulta O seu filho é uma criança muito expressiva. E é! Ele sabe o que quer. O que gosta. O que aceita e o que não lhe agrada. Sabe melhor que eu às vezes.

Come como deve de ser, mas tem de seguir alguns preceitos. Só abre o bico para a colher entrar se estiver a ver na televisão o que lhe agrada (como eu), não aceita que lhe dêem comida à boca (como eu) e desconfia sempre de quem não conhece (adivinhem, como eu!).

O Nuno diz que os genes deles foram oprimidos.

Que enquanto a criança se desenvolvia na minha barriga os meus genes barricaram os dele num canto qualquer daquele pequeno ser em desenvolvimento e lhes disseram podemos fazer isto a bem ou a mal, como é que querem. E desde então os genes dele vivem de cabeça baixa. Qualquer tentativa de se manifestarem é completamente oprimida pelos genes poderosos da mãe. Nisso resulta a insistência para que goste de frango, mas ele prefere o peixe. Ou no ultimo desgosto quando o pequeno sôtor começou por se recusar em provar o pudim de ovos, pelo qual o pai baba que nem um louco. E quando o pai lhe deu para a mão um pedaço, fez um esgar de nojo. Parecido com o meu, quando o aspecto do que me dão a comer não vai ao encontro do que as minhas células de triagem cerebral aceitam.

E é assim que se cria todo o conceito de gene oprimido.

------ Gostar da Página ------

----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

------Blogs de Portugal------

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

------- Mais sobre mim -------

foto do autor

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D