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Em busca da felicidade

O desmame da mãe

Ando em processo de desmame. Não o pequeno. Acho que o desmame da parte dele tem sido levado com muita tranquilidade. É um miúdo cauteloso mas confiante. Sabe que tem gente boa que o ama e vive na confiança que aparecemos sempre para lhe dar um abraço e um beijo, mesmo que seja só ao final do dia e depois de muitas horas sem nos vermos. 

Aqui a mãe é que tem tido mais dificuldade nesta coisa de fazer o desmame da cria. Nesta coisa de aprender a ter vida para além do bebé, nesta coisa de aceitar que também deve ser pessoa. De ser pessoa que deve descansar, passear, cuidar de si e que existe vida para além do papel de mãe.

Andamos nisto, e digo andamos, no plural, porque nisto de fazer com que aqui a mãe galinha perceba que a vida é mais do que ser mãe é preciso muito apoio, e esse felizmente não me falta cá em casa. Até porque o maridão já para cá andava muito tempo antes de decidirmos fazer uma criança linda e continua a querer ser pessoa e a querer estar casado com uma mulher, não com uma mãe. 

Nisto de aceitar que para além de cuidar do filho tem de haver tempo para cuidar de mim, para sair, para jantar fora, tenho precisado de algum convencimento, de muitos "também faz falta", "também precisas", para ir aceitando que outras coisas acontecem. Já começo a sentir-me bem no momento, mas ainda não consigo livrar-me da culpa do depois, não consigo livrar-me do pensamento de que desperdicei aqueles cagagésimos de segundo com coisas menos importantes que o meu maravilhoso filho, que não volta a ter 14 meses e que um dia vai à vida dele e eu vou arrepender-me profundamente por não ter aproveitado ontem às 21:29 para estar com ele.

Temos aproveitado estes fins de semana grandes para o campeão ficar a dormir com os avós e nós podermos ser um casal nem que seja só por umas horas. Como hoje tirámos o dia de férias, ontem o herói ficou a dormir nos avós. Nós fomos jantar fora, voltámos para casa e quase adormecemos a ver uma serie de televisão. O Nuno dormiu as horas que precisava, muito menos que eu, eu dormi até às 09:20 e a determinada altura o Nuno começou a pensar que eu tinha entrado em coma. Dormi mais de 9 horas. Quando acordei senti uma alegria bruta por ter descansado, por não ter afazeres imediatos, 10 nanossegundos a seguir enchi-me de culpa porque ainda não tinha ainda ido buscar o meu filho, já o devia ter ido buscar, pelo menos às 8 horas. Logo a seguir seria de pensar que teria tido uma conversa séria comigo mesmo para não ser parva, mas não, a seguir senti-me uma bosta de mãe porque em vez de o meu primeiro sentimento ao acordar ter sido a saudade pelo meu filho, foi o de alivio pela não existência de afazeres, biberões e fraldas. Algumas pessoas hão-de achar que mãe que é mãe pensa sempre assim, outras acharão que tenho mesmo de resolver estas cácas na minha tola. Concordo com as ultimas, mas a minha tola é atrofiada de nascença, ainda não foi formalmente diagnosticado mas acho que é uma doença crónica.

Agora já estamos todos em casa e eu estou para aqui a anotar estes pensamentos, como forma de me ver livre deles e começar mas é a aproveitar o dia. Ainda que literalmente ranhosa e com a consciência de que apesar de até estar um dia simpático o melhor é ficar aqui fechadinha para ver se a porra da constipação se põe na alheta.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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