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Em busca da felicidade

O gene humano está a morrer

Somos primariamente animais. Temos instintos. A sobrevivência da espécie.

Mas algures no percurso entre o símio que em tempos fomos e o homem que dele desenvolveu foi criada uma estrutura de sentimentos, uma esperada compaixão pelo outro, um sentido de sociedade.

Mas essa sociedade vai morrendo, aos poucos definha, desintegra-se, desmorona como um prédio devoluto. Interessam os números, as normas, a rentabilidade.

«O teu filho ficou doente? Foi operado?», pouco importa, apresentaste o documento certo ou não? És dedicado? E então?! Apresentaste o documento certo ou não? Existe aqui esta formatação, que se formos a ver bem até nem é assim tão má, ora repara tu bem! Mas tu não apresentaste o documento certo? Foi operado é a vida. Está doente é a vida. Aqui temos um barco que navega por sua conta.

A consideração humana enfia-se numa caixa, estrafega-se sem dó. A consideração humana dá trabalho. Faz pensar. Dá um certo gene humano à pessoa e isso é tão humano que é chato.

Caminhamos para máquinas. Caminhamos para a aniquilação da consideração e compaixão social. Caminhamos para o mundo do que é esperto. Do que se ri para quem deve. Do politicamente correto. Do agir de acordo com o que é esperado por aqueles que aumentam o tamanho dos bolsos todos os dias.

É o mundo em que vivemos, em que as classes se apartam como as águas de Moisés, a diferença está na oposição entre cada uma das partes, uma cada vez maior, outra com cada vez menos.

É o gene da rentabilidade que entra pelo corpo e aniquila o gene humano, transforma as pessoas em números e os lugares em cadeiras que se ocupam da forma que mais aprouver.

Tempos tristes estes em que vivemos.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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