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Em busca da felicidade

O meu cabelo está uma m....piiiiii!

(farto-me de explicar ao meu cabelo que era assim que ele devia ficar)

 

E eu já não sei que lhe faça. Aliás. Auto-correção. O meu cabelo É uma merda e eu já não sei que lhe faça.

Sou detentora de uma quase carapinha que se encaracola mais nuns sítios que noutros. Que tem uns pedaços sinistramente lisos e que é do mais fino e quebradiço que se pode encontrar.

Nada contra cabelos encaracolados. Aliás gosto muito. Daqueles de fio grosso, densos, cheios de volume e com caracóis tão apertados que o mais valente dos pentes se parte à passagem. Daqueles que uma pessoa para prender só consegue dar duas voltas ao elástico.

Meus caracóis são diferentes!

Consigo ver o meu próprio couro cabeludo. Denso escala zero. Se não lhe dou com espuma + difusor fica acachapado na cabeça e quando seca fica alvoraçado nas pontas. Qualquer coisa como uma espécie de efeito cogumelo enroladiço.

Já tive o dito abaixo do rabo (depois de esticado entenda-se, senão tinha de o ter pelos joelhos e isso era uma mensalidade só em shampoo), depois cortei pelas orelhas (penteado que não foi propriamente bem pensado, cortado por uma senhora que há mais de 15 anos só fazia mises a senhoras com 80 e tal anos, míopes). Cortei por uma situação nobre. Três primas gadelhudas juntam-se para cortar o cabelo porque a quarta prima vai passar por um momento difícil com o monte de esterco do “C”.

Depois dessa razia não mais voltei a envergar tamanha trunfa. Antes fui-me fartando e cortando, fartando e cortando. Mas tentava sempre manter a coisa de forma a dar para prender o bicho com um elástico.

Anos mais tarde, depois de uma visita ao cabeleireiro mega in do colega do trabalho lá fiz um corte que se diria fashion. Durou pouco.

Cortes sempre iguais e aborrecidos para a frente e para trás. Sem nunca saber bem o que fazer com esta coisa que Nosso Senhor me deu para chamar de cabelo.

“Ai tens uns caracóis tão lindos”, nunca percebi se me dizem isto porque não têm nada melhor para elogiar (o que é lixado, porque se o cabelo é uma merda, o resto fica então abaixo do esgoto), se é porque há malta em torno de mim com um gosto de meter medo.

Porventura um cocktail de ambos.

O sôtor nasceu e eu, num dia de fúria, entre leite que se largava a sair das meninas, cocó que se espalhava para sítios errados derivado dos cabelos nos olhos e de eu não estar a ver o que fazia. Num dia de afrontamentos e calores, desço ao cabeleireiro da vizinha, sento-me e “as pontinhas?” “não, tudo. Curtinho à rapaz”.

A mulher ficou de boca aberta. Juro que vi uma mosca entrar.

“Corte mulher! Não tenha medo!”

E cortou.

De acordo com a minha sogra nunca estive mais bonita! Mas isso também foi pela altura em que lhe disse que ia ficar a tomar conta do neto, sonho de há muito, pelo que se nesse dia envergasse eu uma poia tola acima, a mulher me viria como a princesa Diana, mas em melhor.

Decidi deixar crescer. A minha mãe sempre teve um cabelo lindo, grande. Depois de o meu irmão mais velho nascer foi “convencida” por sogra, tias-sogras, cunhadas e mais uma cambada de gente que lhe invejava a beleza (porque era linda a minha mãe, foi a primeira coisa que meu querido marido me disse quando viu uma fotografia da minha mãe “era uma mulher muitíssimo bonita”) a cortar o cabelo curto. Assim é que era. Coisas de gente que achava que depois de casar era vestir camisolas até à goela e limpar sanitas para quem mora lá em casa. Trabalho de mulher era parir e cuidar, dos filhos e do marido.

Mas dizia (antes que se me subam os azeites), que a minha querida mãe cortou o seu cabelo maravilhoso e nunca mais na vida voltou a tê-lo comprido, para sua grande infelicidade. Perdeu a paciência. Depois veio o cabrão do “C” e caiu, e voltou a cair.

Eu não quero repetir a história. A da mãe que corta o cabelo e não mais volta a envergar um rabo de cavalo, pelo que ainda que às vezes tenha é vontade de pegar na máquina do Nuno e rapa-lo máquina zero. Fecho os olhos. Ganho coragem. Aguento.

Só que a porra do cabelo está cada vez mais desmilinguido. Não sei que lhe faça.

Já pensei no alisamento Japonês (ou lá o que é), mas diz que o cabelo tem de ter alguma espessura, de outra maneira corro o risco de ficar como uma espécie balofa de ratazana do esgoto.

Já pensei em comprar uns shampoos mais vitaminados. Mas quais pessoas? Que sou pessoa agarrada ao guito e me dá nos nerves gastar dinheiro e depois não ver resultados!

Enfim, desabafo que aqui fica, vou agora ali prender esta porra num instante e rodear a cabeça com 25 ganchos para prender as pendurezas que não chegam ainda ao elástico.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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