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Em busca da felicidade

O post do atendimento prioritário ou sobre as coisas que mexem com os nervos das pessoas

O mês passado escrevi este post sobre o atendimento prioritário. Um texto que não é nada de especial, na minha opinião. Pretende rir do que nos chateia todos os dias. A falta de civismo alheia e de como existe a necessidade de leis para regular os comportamentos de pessoas crescidas e que se queriam educadas.

Esse post teve todos os destaques possíveis. Na página de blogs, na página principal do Sapo e até foi partilhado no facebook do Sapo. Uma total novidade para mim.

Largas dezenas de comentários. De pessoas a manifestarem a sua opinião sobre o tema, outras a sua indignação, algumas apenas a ser tolas. Mas lá está, essa é também a minha opinião. Desde que foi publicado continua, todos os dias, a ser um dos posts mais lidos e de quando em vez, ainda que já tenha passado um mês lá recebo mais um comentário. Normalmente mais um anónimo indignado, não com o texto, mas com a perspetiva de outra das pessoas que comentou.

Eu aprovo, mas já não me meto.

Este post é uma espécie de filho crescido que já ganhou asas. Não o vou proteger mais.

Sabia que este era um tema que mexia com o nervoso miudinho das pessoas. Mas nunca pensei que fosse tanto.

Imagino uma senhora bem vestida a ter de dar lugar a um velhote coxo (que por ser velho e coxo acumula 2 vantagens). Indignada por ter de lhe dar o lugar. Liga o telemóvel e escreve no Google “atendimento prioritário” e pumbas, lá está o post. Lê o texto. Lê os comentários e dana-se com um.

Eu cá estou. Tranquila deste lado. A aprovar.

 

Por falar nisso, no outro dia um colega meu chegou ao trabalho a contar que tinha acabado de poupar 1000 euros. Ao que parece estava na fila quando começa a ouvir pessoas a discutir. Pelo que entendeu um velhote chegou à fila e disse que queria passar porque tinha direito. Viram-se, não uma, mas duas grávidas.

- Você é velho e nós estamos grávidas. Se nós podemos esperar como os outros você também pode.

Lançam-se em voo rasante uns aos outros.

O velhote desiste.

O meu colega insiste em dar passagem às grávidas.

 

A minha opinião? As grávidas não tinham razão. Se não querem usufruir do direito que têm, não usufruem. É outro direito que têm. Agora impedir outro de usar só porque não querem ou não concordam é outra fruta.

Lá está, a mania de que sabemos tanto da vida dos outros.

Sabemos lá nós da vida dos outros.

Se calhar o velhote tinha um problema de saúde. E se calhar teve de ir às compras porque não tem quem as faça por ele.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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