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Em busca da felicidade

O RAP, eu e mais não sei quem entramos num bar

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- Então e Ricardo?

- Como assim Ricardo?

- Sim, se deixássemos cair o João e se se chamasse só Ricardo?!

- Achas?

- Sim. Na pior das hipóteses cresce para ser um palerma.

 

Foi assim que ficou escolhido o nome da pessoa mais importante da minha vida, sôtor meu filho. Depois de ouvir o genérico da Mixórdia de Temáticas ficou escolhido o nome Ricardo.

(importa contudo deixar uma nota, é que se caro senhor RAP calha a chamar-se Asdrubal ou Quim Tô, tal não se teria dado)

 

Não sou pessoa de grandes admirações. Não me imagino a tirar fotografias a ninguém na rua, nem a abordar mesmo que seja para dizer "gosto do seu trabalho". Sou - apesar de às vezes poder não parecer - uma pessoa que atira para o acanhada e que, numa situação dessas, tem muito medo de dizer merda.

Contudo confesso que se calhamos a dar boleia ao RAP na nossa Scenic (coisa que tem fortes probabilidades de acontecer), me será muito difícil desfazer-me do carro. Diz que tenho algum apreço pelo senhor. É, para mim, uma espécie de Eusébio das palavras e das gargalhadas.

Se eu pudesse escolher ser alguém diferente do que sou, coisa tão provável como ter um pónei cor de rosa com asas que me permitisse sobrevoar a 25 de abril de manhã, escolheria sem dúvida ser uma gaja boa, uma Jennifer Lopez ou uma Charlize Theron. Sendo esta hipótese inviável, se pudesse escolher era o Ricardo Araújo Pereira em versão gaja. Inteligente, culta e com altura suficiente para alcançar aquela ultima embalagem de Tide que os senhores do hipermercado insistem em pôr na prateleira mais alta.

É que ele pode até nem achar que rir é o melhor remédio, mas eu por acaso até acho que está bem próximo de ser. 

Assim.

Na sexta-feira fui à FNAC de propósito para comprar o livro, não fosse a coisa esgotar. Aproveitei e comprei a visão que trazia um senhor de extintor na capa. Normalmente leio online, mas a cena do extintor fez-me gastar aqueles 3 € do orçamento da semana. De maneiras que, Visão, devem pelo menos comissão de 3 € ao Ricardo. Ontem, como seria de esperar, vi o Alta Definição. Não estava à espera de lágrimas, estava à espera de uma entrevista com um homem culto e eloquente. Mas não foi só isso. Foi mais do que isso.

A capacidade que tem para tocar no tema família para fazer uma graça mas nunca deixar que o tema família seja assunto, é brilhante. Tiro-lhe o meu chapéu. 

É claro que me comoveu a história da avó (tal como o comoveu a ele). Seja pelo amor que percebi existir, seja porque nunca soube o que era ter uma avó que me fizesse batatas fritas moles.

À senhora D. avó do RAP se pudesse agradecia com todo o gosto, porque tem ali um neto, como é que eu hei-de dizer?! Supimpa.

 

De modo que, a revistinha já cá canta e tem a entrevista lida. Gostei muito, muito obrigada. Do livro li o primeiro capitulo, que isto a vida de uma mãe que está fora mais de 10 horas por dia e ainda anda a brincar às escondidas até às dez e tal da noite não é fácil.

Agora tenho ver se despacho "a bacana do comboio" para ler este com a atenção que merece.

Tendo em conta o titulo do livro ocorreu-me que:

O RAP, eu e mais não sei quem entramos num bar e eu digo-lhe:

- Obrigada. Obrigada por me fazeres rir mesmo quando não tenho vontade.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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