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Em busca da felicidade

O teu primeiro corte de cabelo

 

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Podia ter registado este momento num livro próprio. Num daqueles que são feitos para contar as primeiras vezes de tudo. O primeiro passo, a primeira palavra, a primeira queda. Mais ou menos como o que comprei para ti. O que vou completando aos poucos, mas que já tem informação e falta. Sabes, é que tem espaço para registar a data, duas linhas para descrever o que aconteceu, mas faltam linhas para descrever o que esse momento significou para mim. Para o pai. Para nós. Cada pequena coisa uma conquista do tamanho do universo. O livro não tem espaço para isso.

Por isso registo aqui. Aponto o que quero lembrar. Sem ter que me preocupar com o espaço, sem ter que me preocupar com a letra cada vez mais ilegível. A letra destas mãos mais habituadas aos teclados que às canetas.

Hoje decidimos que te cortávamos o cabelo. Estava fora de questão levar-te à cabeleireira, jamais deixarias que alguém estranho te lavasse a cabeça, te passasse um pente, fizesse o que fosse. 

Tinha de ser eu. Com muito ou pouco jeito. Tinha de ser eu.

Um trabalho de equipa, tu na banheira, o pai no entretenimento e eu, depois de debater contigo com quem ficava o pente, eu lá te consegui aparar os caracóis.

O pai de coração nas mãos. Não me cortes demais o cabelo ao miúdo. O avó em aflição. Cortem, cortem, mas não muito. E eu, a ter de ouvir esta conversa sendo aquela que sempre disse que ninguém te tira os caracóis, só tu, um dia quando fores mais velho, e se quiseres.

No fim aconteceu o impossível, achava que não era possível ficares ainda mais bonito, ainda mais perfeito. Ficaste. O que deu uma grande ajuda ao meu trabalho desajeitado.

Agora andas aqui de um lado para o outro. O pai atrás de ti. Eu a escrever para não esquecer. Todos a fazer tempo porque já lanchamos tarde. O pai de máquina fotográfica na mão. Depois de telemóvel. É preciso registar em todo lado que os teus caracóis têm menos 2 dedos.

O amor é assim filho. Faz de nós tolos.

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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