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Em busca da felicidade

Off the grid

 

Gosto muito, mesmo muito de ver o House Hunters. Um programa em que pessoas, das mais variadas nacionalidades, sozinhas ou em familia, decidem dar uma volta de 180 graus à vida e mudar de país. Algumas vezes para realidades completamente diferentes das que conhecem.

Ora e foi exatamente por causa deste programa que fiquem a matutar e me lembrei de escrever este post.

No ultimo programa que vi este fim de semana, um casal australiano, com dois filhos pequenos, decidiu que estava cansado da vida de todos os dias e decidiu comprar uma casa nas ilhas Fiji onde não há praticamente nada. 

Sem televisão, sem net, sem rádio, sem mercado (muito menos supermercado) - tinham apenas uma especie de loja de conveniência, muito, muito arcaica - sem hospitais (os cuidados de saude só apanhando uma avioneta ou de barco até outra ilha (24 horas de viagem neste caso). Enfim, sem muitas das coisas que consideramos hoje como necessidades básicas.

A casa tinha um gerador que durava mais ou menos 2 horas por dia, o que permitia cozinhar e pouco mais.

Isto levou-me a uma questão:

Cátia Maria, serias tu capaz de viver assim, filha?

A resposta é: Não.

Ainda pensei que, um dia, mais velha, com o filho criado, reformada e com pouco para fazer, fosse uma opção. Mas...depois de ponderar, não. Não me parece.

Passar o dia debaixo de uma bananeira, pescar sempre o mesmo peixe para o jantar sem ngredientes para o cozinhar de forma diferente. A televisão despenso, mas, sem acesso à net!? Como é que vinha aqui escrever coisas para vocês, pessoas boas?!

Sem computador para escrever?!

Não me parece.

Durante um mês. Dois ou três....talvez. Agora em definitivo, não me vejo.

Sou aquela pessoa que, quando vai à praia, começa a ficar em ansiedade se estiver parada muito tempo na toalha. Mais prefiro passar 4 horas a andar à beira mar, de lá para cá, de cá para lá e assim por diante. A jogar raquetes, cartas, o que for.

Para mim, ao contrário da maioria das pessoas que conheço, levar o meu filho para a praia é uma benção, e quanto mais vezes ele me pede que vá encher o balde de água, mais feliz eu fico.

Considero-me entretida.

Para não falar só no tédio que poderia ser. Viver num espaço onde não há condições minimas de saude é uma coisa que me assusta um pedaço.

Por isso lanço-vos a pergunta:

E vocês pessoas boas, eram capazes de viver assim? No meio da natureza, sem acesso a luz (à vontade), net, televisão, peixinho e chichinha. Enfim sem as comudidades básicas que hoje conhecemos?

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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