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Em busca da felicidade

One fine day

Os ouvidos às vezes escutam o que o coração preferia não saber. Mais uma prova de que aqueles que nos deveriam querer mais perto preferem esquecer a nossa existência.

"O tempo é pouco e não dá para tudo."

O meu também é curto. Mas o meu pode sempre esticar. Afinal de contas a ovelha negra nunca foi branca e o mal assenta-lhe tão bem.

Os sonhos incongruentes são uma constante. Volta para um lado. Volta para o outro. Agora tenho metade da cama daqui a nada pouco mais de dois palmos. O pequeno não queria dormir sozinho e mais vale no meio de nós que o pai sempre acordado para lhe dar o aconchego que falta.

O sábado passou sem que ninguém o visse. Esta porra dos dias de fim de semana serem sempre mais curtos que os outros.

O despertador toca às 07:45.

"Foda-se"

É domingo, mas é dia de natação. Aquela que o faz tão alegre. É preciso levantar, vestir, arranjar malas, dar-lhe de comer, comer, enfim....

Parece que a noite nem passou. Só mais 5 minutos. Não! Não podes o miúdo tem de ir à natação e hoje és tu. Levanta-te estúpida.

Arrasto-me para fora da cama. Arranjo os iogurtes.

"Nuno já tomaste o comprimido?"

"Ah...não, ainda não"

Porra mais ao homem e esta merda de andar a tomar conta que toma as coisas. Mas estou a reclamar do quê!? Ele até se lembra. Lembrei-me hoje. Mas logo hoje que dormi mal e estou sem paciência e tenho de o lembrar e só podemos comer daqui a 20 minutos e vamos chegar atrasados outra vez por causa disto.

A neura.

Arranjam-se malas. Vestem-se adultos. Preparam-se biberons. Bebem-se biberons. 

Arrancamos.

Antes de sair mais um comentário no blog.

"Outro...outra vez a merda do Fidel"

Foda-se que já estou farta do post. Se já não gostava do homem agora ainda gosto menos. Esta porra de quando se morre já se ser bom. Ou esta porra de "porque eu gosto hei de te convencer a gostar e tu não estás a entender e tens de saber a história" e mais essa porcaria toda.

Eu não quero saber a história. Se quisesse já a tinha lido. Não gosto do homem. Nunca gostei. Não gosto de ditadores. 

As pessoas as vezes esquecem-se que há ditaduras fora de países. se calhar deviam ter vivido numa.

Vamos para a piscina e chegamos em cima da hora.

Diverte-se.

Divertimo-nos.

Saímos da piscina e vamos fazer as comprar. Que com uma criatura de 20 meses é sempre um desafio.

Pelo caminho um desentendimento matrimonial por causa da porra de um desodorizante. Ou por causa da capacidade ou incapacidade de o comprar.

Desentendimentos que acontecem quando duas cabeças estão mais cansadas do que deviam. Quando a capacidade de tolerar é ínfima e qualquer coisa é um gatilho.

Saímos e chego ao carro para mais um comentário.

Já estou mesmo farta disto. Porra!

Agradeço e mando beijinhos. Não quero continuar a conversa. Cada um tem os seus ideais. Eu tenho os meus e expressei-os em espaço próprio. O blog onde assino com o meu nome e onde dou a minha cara.

O que aqui digo diria em qualquer circunstância.

Chegamos na hora certa para o banho.

Mas antes há máquinas de roupa para fazer, roupa para estender e máquinas de secar para preparar. Tudo ao mesmo tempo, que a semana que passou foi um desastre com a chuva e eu ainda não me orientei para este tempo de inverno.

Olho para o relógio e os minutos parecem estar a correr.

Banho do pequeno tomado, falta fazer a massa para o pão doce com maçã. Lá me convenceram e até me compraram a farinha e eu, num fim de semana que se esperava mais chuvoso do que foi, meti-me nessa empreitada.

Massa feita. Dúvidas na cabeça. Aquilo não se estava a parecer com a foto vista. O pequeno adormeceu e o Nuno fez o almoço.

Suspiro quando me sento à mesa enquanto tento afastar da cabeça as 1001 coisas que ainda tenho para fazer quando só me apetece é enrolar-me numa manta e adormecer a ver televisão.

Sento-me para ver mais um pedaço do filme "A modista". Nunca conseguimos ver um filme de uma só vez.

O pequeno acorda ainda falta meia hora para acabar e sei que gozei os únicos minutos de descanso do dia.

Acaba a massa do pão. Lava loiça. Põe pão no forno.

Plim.

Olha, comentário no blog.

"Mas que me..."

Outra vez o Fidel. Tou aqui tou a apagar aquela porra. Mas que merda mais isto. Falo de qualquer coisa que interesse mais aos dias de cada um e pouco há a dizer. Falo de um ditador que morava do outro lado do oceano e toda a gente me vem tentar dar lições de história sobre o Fidel e os EUA e o diabo a quatro.

Sou meio parva, mas quem disse que não sei quanto baste para ter a minha opinião?!

"Há ditadores e ditadores" É uma questão de dizerem isso ao meu pai, que viveu sobre o jugo de Salazar, que foi mandado para o Ultramar, que não viu o filho nascer e que o conheceu já com 3 anos.

Vão lá perguntar-lhe o que é que ele acha de ditadores.

Respondo o mesmo bla bla bla que já tinha respondido.

Sigo à minha vida. Roupa para lavar, estender e arrumar. Casas para aspirar. Pão no forno, pão fora do forno. Loiça para lavar. Lixo para despejar.

Plim.

Se é mais um por causa do Fidel vou mandar esta merda às urtigas.

Lá lá lá e lá lá lá.

Chega. 

Fartei-me.

Ele é malta que não comenta. Não gosta nem desgosta mas manda mail a dizer que me enganei no titulo. Ele é malta que fica com urticária porque me engano em factos futebolísticos (como se esta merda fosse a porra do Record) e agora é estarem-me a dar conta da mona por causa do Fidel.

Não me lixem que tenho mais com que me preocupar.

Fiquei triste. Já estava mas fiquei mais.

Foi um post de ontem. Colocado para me lembrar mais tarde do que pensei no dia que soube que o Fidel tinha morrido.

Hoje tinha colocado outro post, mas pouco interesse teve perante esta minha magnanime dissertação.

Criei isto para buscar alguma alegria (vide titulo) e não para me sentir triste com esta porra.

Durante uns tempos vais dar um espaço aquilo. Se não está a ser bom. Então não faz falta.

Sigo para o resto da tarde. Entre brincadeiras, internet e o ocasional ralhete. Que os cães servem para ser cuidados e as brincadeiras não podem ser brutas.

Ia dar uma corrida. Mas não fosse este um dia de merda dentro de um fim de semana de bosta, quando olho para o relógio são 19:30. 

Se vais correr chegas depois das 20, depois vais tomar banho, o Nuno vai tomar banho, fazes jantar já depois das 21 e com sorte por volta das 22:30 estás a jantar.

Volto a vestir as calças. Entre a raiva e a tristeza seguro a lágrima que quer cair.

Pego nos cães e saio.

Dou a volta ao quarteirão.

Regresso para mais uma hora de cozinha e para me lembrar que há dias de semana em que descanso mais que nestes.

 

E toda esta lenga lenga para quê? Para dizer que no dia em que me propus a criar este espaço fiz um compromisso comigo. Podia não escrever todos os dias. Podia não me dar nada. Podia levar mais a sério ou ser um hobbie quizenal. Podia ser o que quisesse desde que service para me fazer sorrir. Não para me chatear. Para me deixar triste. No dia em que isso acontecesse, era o dia em que tinha de parar para pensar se vale a pena.

Porque isto dá-me trabalho. Requer alguma dedicação. E para me dedicar ao que me dá chatices já me chegam os "tem de ser" e o ganha pão.

Já andava farta do nome. Depois vem um desafio, que podia ser tonto até, mas respondi de bom grado a quem me convidou - não intimou. E eu convidei, não intimei. Só participaria quem queria. Já tinha participado em desafios antes, e houve pessoas que nem deram cavaco. Prefiro isso do que "estou a fazer mas é um bocado parvo". Francamente. Depois as correções. Leio tanta parvoíce e tanta coisa mal escrita. Da gramática, mas na semântica, Valha-me Deus! Nunca corrigi ninguém. Junto-lhe o futebol. E hoje esta.

Naã! Não estou para isto.

Por isso decidi dar um tempo aqui no espaço. Tenho mais de 10 posts escritos. Mas não me apetece publicar nenhum. Tenho muitas ideias para escrever. Mas para já, para aqui colocar, não me apetece pôr nenhuma no papel.

Se voltarei a escrever aqui? Voltarei certamente. Mas não será como até aqui. Certamente não com a mesma frequência, não com a mesma dedicação, não com a mesma pachorra.

Num dia mais simpático que este cá voltarei.

Maybe one fine day.

 

One fine day, you'll look at me
And you will know our love was, meant to be
One fine day, you're gonna want me for your girl

The arms I long for, will open wide
And you'll be proud to have me, right by your side
One fine day, you're gonna want me for your girl

Though I know you're the kind of boy
Who only wants to run around
I'll keep waiting and someday darling
You'll come to me when you want to settle down, oh!

One fine day, we'll meet once more
And then you'll want the love you threw away before
One fine day, you're gonna want me for your girl

 

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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