Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Em busca da felicidade

Passear por Lisboa, passear por Portugal

 

A nossa cidade é linda, como aliás é todo o nosso país. Infelizmente os nossos olhos passam demasiado tempo toldados por aquilo que não temos logo à mão. Tão cegos com as Fontanas di Trevi e os Empire State Buildings, que temos dificuldade em absorver como é lindo o miradouro de Santa Catarina, a nossa Baixa.

Quando me falaram nos Campos Elísios (os maravilhosos Champs élysées) imaginei que ia passear num qualquer passeio idílico, retirado de um livro de Jane Austen. Flores, jardins, um qualquer encantamento inexplicável.

Mas depois cheguei a Paris e já a meio dos Champs élysées pergunto quando é que lá chegamos? Tudo me parecia tão banal. Já cá estamos. Estamos a meio.

Nada de extraordinário. Uma avenida que fica muito aquém da nossa bela Avenida da Liberdade. Com explanadas e cafés, com árvores a fazer sombra.

Mas lá está, como é no estrangeiro, esse espaço tão distante que quando nos contam quer fazer passar a ideia que nós, os que ainda não fomos, nem sabemos se algum dia essa possibilidade se colocará, ainda não vimos nada do que a vida tem para oferecer.

Não fosse o Arco do Triunfo, verdadeiramente mais belo que o nosso Marquês de Pombal, e não passaria de uma experiência blasé.

Passear na nossa cidade é um privilégio. Tão grande que os estrangeiros nos escolhem quando nos queixamos do que cá temos.

Ruas belas, um bom clima, uma vista rio que maravilha.

E não é só o Tejo. Falemos do Douro. Tão belo.

Deixar o carro num parque de estacionamento careiro algures pelo Marquês. Descer em direção à Baixa. Caminhar pela Avenida da Liberdade, repleta de lojas onde nada podemos comprar. Passar pelo mercado de rua. Comprar um pão tradicional com presunto alentejano. Presenciar o casal de portugueses que quer sempre mais do que está a pagar. Ver os estrangeiros com poder de compra maravilhados com os queijos cá da terra.

Parar na Terreiro do Paço. Apreciar o rio. Absorver os raios de sol.

Agradecer por ter nascido nesta terra que tanto criticamos e tanta coisa boa nos dá.

O ser humano é de facto um animal estranho, quanto mais a natureza lhe dá mais se queixa.

 

5 comentários

Comentar post

------ Gostar da Página ------

----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

--------Instagram--------

------Blogs de Portugal------

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

------- Mais sobre mim -------

foto do autor

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D