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Em busca da felicidade

Pero que vas a estar calada por un dia! Está bien?!

 

Na passada semana, ainda a gozar das benditas e merecidas férias, fomos assolados - como aliás já vai a ser condição frequente dos nosso períodos de férias - por uma maleita de ordem gastrica . Em cada dois períodos de férias, um está literalmente na merda. Como estas últimas férias se atreveram a ser de 3 semanas, e dando-nos a sorte uma maravilhosa benesse de estar 2 semanas sem: dores de cu, pedras de rins, amigdalites e/ou outras; presenteou-nos na terceira semana com regurgitações e produtos do intestino.

Na terça feira da semana passada, estávamos nós a regressar com os cães do veterinário quando o miúdo, sem mais, começa a ficar de uma cor assim meio esverdeada, abre a boca e liberta iogurtes coalhados por todo o carro. Um pot-pourri de laticínios de várias cores. Afinal de contas tinha comido um daninho laranja, um vermelho e um amarelo.

Havia de vomitar pelo menos mais três vezes nesse dia e nós, havíamos de lhe enfiar goela abaixo: chã de camomila carregado de açúcar (para aquelas canelas magricelas terem energia) e sumo com probióticos para lhe melhorar a flora intestinal.

Tudo com uma seringa (sem agulha - esclarecimento para a malta que possa ficar confusa) e muita gritaria.

O que eu gosto de gritaria Meu Deus!

No dia seguinte ainda tivemos regurgitações e deu-se inicio à saída secundária de males gástricos...se é que me faço entender.

Pelo final do dia de quinta-feira a coisa estava controlada, pelo que, na sexta, decidimos que para arejar estas mentes inquietas, o melhor a fazer era pegar nas nossas almas e ir comprar três ou quatro tarecos ao IKEA.

Lá fomos, todos meio mal enjorcados e até tirámos fotografias para termos um catalogo personalizado com a nossa foto na capa.

Posso afiançar que a máquina era boa porque, pelo nosso estado nesse dia, e tendo sôtor acordado 15 minutos antes da foto, até ficámos bastante bem.

Somos pessoas que enfrentam as maleitas com armas e bolinhos de canela. Por isso fomos comprar 3 (bolinhos de canela, não armas), que são bem bons e baratos lá na terra dos móveis em conta.

Estava eu a convencer sôtor a comer um, quando ele me faz uma cara de desespero e de quem diz:

"Caguei-me"

E cagou-se.

Todo.

Peguei-lhe. Corremos para o fraldário. Após pousar a criança percebemos que não só ele estava repleto de material escatológico, como também a camisola de sua mãe.

Procedemos agilmente à desinfeção da cria por via do gasto de meio pacote, repito, meio pacote de toalhitas. Trocámos roupa. E de seguida houve uma tentativa de limpar a única roupa que trazia comigo. A que estava vestida.

Sôtor estava aliviado e animado.

Sua mãe atraía mais atenção do que a Madonna em Sintra.

Para quem quiser saber o que é ser verdadeiramente famoso, é barrar uma fralda borrada de um filho numa camisola e depois passear-se por uma loja de móveis em conta e por montar. Vão ver que é bastante incomodo.

Concluímos o passeio mais cedo. Não que o facto de continuar a cheirar à fralda do meu filho me estivesse a causar algum transtorno. Nada disso.

No sábado sôtor estava mais animado. No domingo acordei eu adoentada.

Segunda foi dia de trabalho e eu fui arrastando-me. Cheia de dores de garganta, o corpo dorido e um brufen no bandulho.

Terça feira ao almoço o Nuno diz-me que toda aquela água que tinha bebido de manhã lhe tinha feito mal. Mamou o almoço como um lorde. Achando que se afogasse o esparguete na água bebida e devolvesse os camarões ao meio aquático (ainda que sem casado e sem cabeça) a coisa poderia acalmar.

No final do dia andava de uma forma estranha e queixava-se de dores preocupantes.

Ontem eu acordei pior. Mandei um Ben-U-ron bucho abaixo, fiz-me de forte e fui trabalhar. Senhor meu esposo, que é homem que se acha dominador das bactérias, insistiu em ir também.

Passou o dia de caixão à cova e entregou as botas às 16:30.

Hoje estávamos os dois arrumados. Ele ainda mal se mexe. E é pior que as crianças para comer. 

Eu tenha a garganta em tal estado que se percebeu que o melhor era estar calada...todo o dia.

Assim para aqui ando. Com algumas dores no corpo. A ver se o sacripanta do meu marido não me passa aquela bactéria porque não as quero acumular. Sabe-se lá o que é que duas bactérias juntas podem aprontar. Não posso dizer nada e ando com o telemóvel em mãos para escrever sempre que tenho alguma coisa para dizer.

São pouco mais das 9 da manhã. Estou a pé desde as 6 e posso dizer que já percebi:

1. Que não tenho jeito para jogos de mímica. Ou sou eu que não sei fazer gestos ou é o meu marido que está a mangar comigo;

2. É preciso uma resistência sobre-humana para não mandar cagar à mata o outro doente cá de casa, porque insiste em fazer perguntas e eu não posso responder;

3. Tenho 2 dedos polegares de gorila, porque é uma treta escrever à pressa no teclado do telemóvel;

4. Alguém devia apedrejar o gajo do corretor automático.

Assim, passarei meu dia a vaguear em silêncio dentro de minha própria casa, tentando manter registo das horas dos medicamentos para ver se esta bosta passa. Sentindo-me culpada porque falto ao trabalho com montes de coisas por fazer. Sentindo-me culpada porque apesar de estar em casa, o miúdo foi recambiado para os avós porque não lhe conseguiríamos dar atenção e descansar, que é aquilo que de facto precisamos.

Enfim, sinto-me uma merda, física e psicologicamente. Sendo que, para agravar esse estado de espírito, alma e carnes, nem posso dizer a plenos pulmões: "Mas que car&%$& me havia de acontecer! Pu%& que pariu mais esta me%&$!!!"

 

(o titulo está em portunhol e não em espanhol...eu mal sei falar a minha língua nativa...que é o almadense)

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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