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Em busca da felicidade

Pessoas que admiro: Elena Ferrante

Gostaria de ter uma foto para ilustrar esta pessoa cuja forma de escrita tanto admiro. Gostaria. Mas tal não existe. E não existe porque o nome «Elena Ferrante» é um pseudónimo de alguém que, sabiamente, decidiu escrever sem se identificar.

Este é mais um dos motivos pelos quais admiro esta pessoa.

Nos tempos que correm, em que se fazem juízos de valor e julgamentos sumários a troco de nada, a verdade é que escrever de forma livre se torna cada vez mais numa espécie em vias de extinção no mundo das palavras.

O peso da opinião publica censura a liberdade criativa e, embora muitos clamem para que se mantenham livres os que criam, a realidade a que assistimos é que toda e qualquer pessoa pode hoje trazer consigo um lápis azul, e, sem como nem porquê, começar a riscar. A riscar. A riscar. Até que aquele que escreve se sente na obrigação, para se preservar a si e aos que ama, de se censurar antes da censura chegar.

«Elena Ferrante» deu algumas - poucas - entrevistas, tendo respondido apenas por escrito. O contacto é sempre feito através da sua editora e as respostas podem ser pensadas e ponderadas.

Já houve várias tentativas para descobrir quem é a pessoa que está por detrás deste pseudónimo. Há quem acredite que seja um autor italiano (homem) que adotou este pseudónimo enquanto escritora mulher; mas a grande aposta está em que «Elena Ferrante» seja o pseudónimo de uma italiana com origens germânicas que trabalhou durante muitos anos enquanto tradutora.

Eu digo que pouco importa. O que me interessa a mim é a arte.

Nas poucas entrevistas dadas pela autora esta esclarece que (e estou a parafrasear): a imagem tolda a forma como as pessoas percecionam o outro. O que é totalmente verdade.

Existe uma imagem do que é um escritor e se essa imagem não for «entregue» é como se se perdesse a credibilidade da obra. A outra razão que a mesma esclarece tem que ver com a sua liberdade criativa. Por regra, e não poucas vezes, é feita a tentativa de escarafunchar na vida de quem escreve, com o objetivo único de encontrar histórias tristes que preenchem programas da tarde para entreter comadres. Existe esta necessidade impiedosa de comparar a vida de quem escreve com a dos personagens, sempre que o que se relata traduz sentimentos e momentos de vida triviais e comuns.

Assim é-lhe possível manter a sua vida tranquila nos termos que pretende (no anonimato), podendo criar livremente sem ter o peso do julgamento e da censura.

Descobri esta autora este ano, li o livro que abarca a compilação das suas primeiras 3 histórias e o primeiro volume da tetralogia da «Amiga Genial». Adorei e falarei de cada um dos livros muito em breve.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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