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Em busca da felicidade

Quando nasce...o depois é que é difícil!

 

Quando nasce pensamos que a fase mais difícil é essa mesma, tão frágil, tão pequeno, e se chora, e se se engasga, e se, e se, e se??? Pensava sempre que quando fosse maiorzinho tudo se tornaria mais fácil, mais simples, já não tinha que me preocupar em segurar-lhe a cabecinha, nem se o magoava a vesti-lo, tudo sempre feito com a maior das delicadezas como se a criança fosse feita de cristal.

Depois vai crescendo e vai percebendo mais isto e mais aquilo, quem é o elemento mais fraco, quem aperta com mais facilidade os botões, a quem pede, a quem exige. Começa a ter quereres, vêm as birras e eu começo a pensar que afinal aquela fase que eu achava mais difícil, era a mais fácil, não porque já passou, mas porque esta é muito mais desgastante. Porque quando chegamos a casa derreados e com a cabeça feita em água até não nos importamos de verificar todas as assoalhadas mil vezes de mão dada com um tipo de palmo e meio que ainda não teve a confiança de se largar sozinho a andar, mas porque queremos jantar e o tipo não aceita essa pequena decisão. Só quer jantar a ver publicidade e nós abençoamos a box da televisão que permite andar para trás e ver o mesmo intervalo de telejornal tantas vezes que damos connosco a dizer um ao outro esta porra deste anuncio está sempre a passar, grande investimento da marca! Ou isso ou a ficar contentes porque ainda só são 20:25 quando na realidade são quase 22. Depois sentamo-lo à mesa que não quer ficar na cadeira dele, não quer partilhar jantar, esperneia, estende a mão em direcção ao elo mais fraco, invariavelmente eu. Sou fraca e não gosto de o ver chorar, quando grita digo deixa-o que tem de começar a aprender a aguardar, depois liga a torneira e salto da cadeira para o ir buscar. Não aguento ver-lhe o rosto em lágrimas. Tenho vontade de lhe dizer “Já chega” mas acabo por lhe perguntar o que é que ele quer para se acalmar. Não devia, sei. Mas passo o dia sem ele e a ultima coisa que me apetece é que as horas que passa com a mãe sejam de ralhetes e lágrimas. Deito-me na dualidade do que acho que está certo e o que o coração manda. Quero criar um puto em condições, com os princípios no sitio, não um pequeno tirano, mas não quero a culpa que se me apega à espinha, a de o meu filho ver na mãe a mandona que só serve para acertar o passo.

Com isto quase parece que o deixo fazer tudo, não deixo. Engulo o sentimento para fazer o que está certo muitas vezes e vou faze-lo muitas mais, afinal de contas tem 14 meses feitos à dias, não 14 anos. Mas também gostava que crescesse para ser um miúdo equilibrado e não um a precisar de remedeio porque só me dei conta de que o estraguei tarde demais.

É esta dualidade que é difícil, para a qual devia haver uma formação, uma especialização. Mas não há, é um curso que se tira um dia de cada vez. Pelo menos é o que vou aprendendo.

Vou tentando o meu melhor todos os dias.

 A ver se continua sempre o meu príncipe, não um reizinho petulante!

 

p.s.: e esta porra de que uma pessoa quando começa a falar de bebés é só inhos!!!! Tenho de fazer uma cura!

 

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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