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Em busca da felicidade

Quando só és filho do teu pai

Amo-te mais do que a razão pode explicar. Amo-te para lá das estrelas. Num sentimento muito maior que o Universo, numa imensidão de amor que o próprio infinito mal começa a descrever. Quando choras, choro mais por dentro. Se bates com a cabeça a minha vai latejar mil vezes com mais força. A ansiedade de não te ver na maior parte das horas do dia. O sofrimento sem fundamento de saber que posso não conseguir que a tua vida seja perfeita, sem percalços, sem tombos, feita de um azul bebé suave como nos filmes de Hollywood.

Amo-te num turbilhão de sentimentos que as palavras não permitem expressar. Mas. Aquele mas. Mas quando fazes birras. As birras de quem quer o que o pode magoar. As birras de quem quer o que não pode ter. As birras de quem se sente um pequeno rei porque é tratado como um grande príncipe. Nesses momentos meu amor, nessas fracções de segundo que se transformam em minutos que mais me parecem eternidades porque detesto ver-te a chorar. Nesses momentos meu príncipe, só és filho do teu pai.

- O teu filho ainda não parou de fazer birra. Quer ir desarrumar o guarda fatos.

O teu filho. Só teu. Que o meu, o que saiu do meu ventre é perfeito. Não faz birras. Só sabe sorrir, dar beijos e abraços. Compreende tudo e está sempre de bem com a vida.

O teu filho. Ó tu que tens defeitos. Diferentes dos meus. Que os meus eu não vejo, ou não quero ver.

Quando fazes birra és só filho do teu pai. E eu lembro-me da minha vida antes de ti. Antes de lidar com birras, antes das noites mal dormidas. Da vida em que decidia o que queria fazer. Em que punha e dispunha do meu ser. Era o comandante deste navio.

O grito seguinte de quem ainda não mostrou a sua frustração da forma mais plena traz-me de volta ao presente.

És mesmo filho do teu pai. O teu filho está a fazer birra.

Mostro-te tudo aquilo a que podes chegar. Tento as caretas habituais e aquelas de que ainda não me tinha lembrado.

Hoje gostaste que fizesse de velho fanhoso. Esqueceste as lágrimas e os gritos. Trocaste-os pelas gargalhadas que me enchem o coração.

És meu filho outra vez.

Dás-me um abraço só porque peço. Encosto o meu nariz à tua nuca e sinto o teu cheiro. Aquele que é só teu. E percebo o quão vazio era o meu mundo antes de teres nascido. Abraço-te num amor sem fim, num pedido de desculpas por ter pensado na minha vida antes de ti. Não faz sentido, porque a vida sem ti não faz sentido.

Sorris e estás contente.

E és meu filho outra vez.

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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