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Em busca da felicidade

Que raio de vida esta a que nós levamos...

E é isto que me custa nesta vida de ser mãe com contas para pagar, chegar a casa depois das 20, o pai trata do jantar do bebé enquanto eu brinco com ele, o único momento do dia em que estou verdadeiramente com ele, sem pressa de ir tratar de qualquer outra coisa, só eu e ele. O jantar fica pronto e entrego o campeão ao pai, cá em casa as tarefas dividem-se, as chatas e as prazerosas, por isso o dia de dar jantar é alternado, bem como o de fazer a papa dos crescidos. Entregue o pequeno para o seu momento com o pai vou tratar do jantar. O mais simples possivel, uma sopa (que já tava feita era só aquecer), uma salada (que metade vem dos pacotes cortados e lavados) e uma omeleta. Foram 20 minutos. Quando nos sentamos para jantar deu tempo para comer a sopa, e o prato não era grande. O pequeno começou a esbracejar para sair da cadeira dele, OK nada de novo, só quer sair dali. Mas hoje não, hoje havia sono. Paro eu de jantar e vou trocar-lhe a fralda e vestir o pijama, aparece o pai, já tinha jantado, troca o turno. Acabou de o vestir e apareceu com ele na sala, de bonequinho na mão e dedo na boca. Estava quase a dormir. Dei-lhe um beijinho de boa noite e voltei a sentar-me para acabar de jantar. Desta vez já sem fome.

Contados os minutos hoje nem 40 minutos tivemos juntos. O dia tem 24 horas. Que raio de vida esta! Que raio de vida que em 24 horas mal consigo estar 40 minutos com o meu filho, menos ainda em familia, os 3. 

Às vezes confesso que tenho é vontade de pegar em toda a gente e ir viver para um daqueles montes no Alentejo como alguns estrangeiros fazem. Plantava umas batatas e umas couves, salvava umas galinhas de um aviário industrial, de uma morte certa e triste e as tipas, gratas, punham ovos à fartazana. Comiamos verdes, ovos e tudo biológico. Ensinava o miudo em casa e nem com a escola havia preocupações. Sem horários e sem regras. Viver e deixar viver. Com descontração.

O problema é que depois começava a fazer falta o shopping, a TV e o popó, que hoje em dia já fazem falta para caraças, fazem parte dos essenciais. Não deviam, mas fazem.

E assim continuamos nos mesmos dias, a viver à pressa, danados por estar à pressa e com pouco vagar para esperar por o que quer que seja. Porque queremos que o dia chegue ao fim para gozarmos dos poucos minutos que temos com os que mais queremos. Mas depois estamos tão cansados que às vezes nem para eles temos paciência.

Que raio de vida esta a que nós levamos!

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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