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Em busca da felicidade

Queria, quer dizer, quero....

Dar à vida o tempo que a vida merece.

 

Acordar depois das sete.

Levantar-me com a calma que o corpo pede.

Tomar o pequeno almoço sem a pressão dos ponteiros do relógio a avisar que a manhã já vai longa.

Levar-te ao colégio. Levar-te aos avós. Com a tranquilidade necessária para passar no jardim primeiro.

Duas corridas e três palhaçadas.

Regressar a casa para passear os cães sem lhes acenar com o saco porque estão a demorar demais.

Tratar da roupa, da loiça e da casa.

Levar-me ao ginásio.

Correr, levantar pesos, saltar e alongar.

Depois de uma sauna ou quem sabe de um banho turco, a chuveirada merecida.

Passar pelo mercado com tempo para escolher.

Peixe fresco da senhora de baton vermelho. Legumes da horta da D. Hortência (a quem nunca perguntámos o nome verdadeiro).

 

Dar à vida o tempo que a vida merece.

 

Ir buscar-te para almoçares em casa. Ou deixar-te a almoçar pelos avós.

Passar as tardes entre os textos. Entre os parágrafos e os capítulos.

Ir buscar-te pelas quatro. A tempo de caminhar com vagar até ao jardim.

A tempo de ser tua mãe. De ser pessoa e de ser capaz de escutar.

Chegar a casa para pegar nos cães outra vez.

Vamos todos. Passear, correr, atirar bolas e voltar.

Que os teus bonecos estão a começar e o jantar não se faz sozinho.

Ver-te brincar.

Poder ver-te e escutar-te sem a pressão da lista imaginária de afazeres.

Deitar-te antes das dez da noite.

Ler mais que uma página do livro que perdura na mesa de cabeceira e ter tempo um para o outro.

Que os crescidos precisam de ser crescidos neste mundo de gente que é grande.

Acabar o dia com a calma com que começa.

Nas rotinas alternativas, mas sempre iguais destes dias calmos e serenos.

 

Queria, quer dizer, quero...quero muito...

Dar à vida o tempo que a vida merece.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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