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Em busca da felicidade

São os nossos campeões na mesma

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Não gosto de futebol. Quer dizer, não tenho pachorra para ver futebol. Ou melhor, acho que posso aproveitar melhor esses 90 minutos de vida com coisas mais interessantes. De maneira que não percebo as coisas que se passam em campo e sou, com um nível elevado de certeza, a pior pessoa para ter ao lado a ver um jogo de futebol.

Para mim ver futebol é ofender ocasionalmente os jogadores, sem nunca implicar as suas mães, é tecer comentários sobre as suas escolhas capilares e ficar indignada sempre que alguém grunhe um fora de jogo. Perco a minha razoabilidade e acho que os meus fazem sempre o bem e que os outros só se dão à fantochada. Enfim, não me calo.

De maneira que só vejo jogos da seleção. Como já disse várias vezes gosto de ver o meu país ganhar coisas, nem que seja quilo e meio de feijão manteiga.

Ora pois que me pus a dar uma de vidente e andei a cantar aos sete ventos que íamos ganhar a Taça das Confederações. Não vi nenhum jogo até ao fim e não faço a mínima ideia de como são feitas as seleções das equipas. Sabia o único facto que interessava, Portugal jogava e eu torço com bandeira na mão para que ganhemos.

Ontem vi o jogo quase todo. Daqueles 120 minutos + penaltis retive que na seleção do Chile havia um moço que tinha uma crista e me fazia lembrar um pregado antes de ser arranjado para ser frito. Lembro-me que o moço tinha tanta coisa escrita do pescoço para baixo que me fazia muito lembrar as minhas folhas de rascunho no trabalho. Todo ele era apontamentos variados que nada tinham a ver uns com os outros.

Acreditei até ao fim.

Quando fomos a penaltis senti uma pena do nosso Patrício. É ingrato num jogo todo haver uma equipa de 11 que se pode apoiar e depois no fim vem uma espécie de roleta russa que sobrecarrega os ombros de um desgraçado que achou ser uma boa profissão apanhar bolas em velocidade. Eu, da única vez que joguei à baliza disse ao que chutava “ou chutas mais devagar ou vens ti p’aqui!”.

Os nossos rapazes não se safaram nos penaltis, ou não estávamos nos seus dias ou então o outro era bom demais. Quem sabe as duas coisas.

Para mim conta que chegaram às meias finais (já não é pouco), que fizeram um bom jogo (ninguém conseguiu meter uma bola na nossa baliza antes dos penaltis, por isso demos luta). No final os outros tiveram mais técnica de penalti…ou mais sorte.

Temos de saber ser campeões a todos os níveis e para isso é preciso saber perder sem achar que perdemos o valor.

Os nossos rapazes continuam a ser campeões. Hoje e sempre, que deram ao nosso Portugal uma coisa que nunca tínhamos ganho. E o resto é conversa.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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