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Em busca da felicidade

Ser mãe é ser indecisa ao quadrado

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Nós mulheres transparecemos uma permanente indecisão sobre as coisas do quotidiano. Parece aos homens dessa forma porque na verdade queremos tudo, e quando nos pedem para escolher ficamos sempre na dúvida sobre qual será a melhor opção. Isso e porque somos mestres a lidar com grandes temas e coise.

Para os homens é mais fácil. Em qualquer circunstância da vida, na duvida, futebol. «Ah mas em que situações?», podem perguntar em desespero. Eu respondo: todas!

Um exemplo: um tipo decide pedir a namorada em casamento, não sabe bem se é isso que ela quer, mas vai arriscar, então está na loja para comprar o anel. Está numa indecisão tal que até o esfincter se lhe aperta forte. Não nos esqueçamos que o matrimonio é algo que se contraí, como uma doença má, pegajosa. Mesmo que uma pessoa faça a cura ficam sempre marcas. Neste caso jamais regride para a sua condição de solteiro. Será sempre um divorciado. No meio deste clima aparece um amigo, pergunta-lhe o que faz ali e coise e tal e no espaço de minuto e meio já estão a falar das contratações do Benfica e da época do Porto e do Bruno de Carvalho e cenas.

A gaja é pessoa para encontrar uma miga no shopping - espaço onde anda a cirandar porque gaja que é gaja resolve problemas forte e feio enquanto contempla montras - elogiar os sapatos vermelhos da nova coleção, e depois desatar a falar «nonstop» da sua aporrinhação.

Desta feita e fazendo aqui uma ponte mestra entre o ponto principal deste post e o que acabei de bleu-bleu-bar passo a acrescentar que, quando a gaja passa a «gaja-mãe» a coisa tende a escalar.

Neste cenário a gaja começa a ter de conviver com as suas próprias indecisões. Demanda que até aí cabia ao esposo conforme acordado em contrato deveras especial. Nesta convivência consigo mesma depara-se amiúde com coisas que têm tendência a transtornar qualquer elemento normal.

Uma demonstração prática foi o que aconteceu a este ser que vos escreve no ultimo feriado.

Criança acorda e diz que quer ir para casa dos avós. Pessoa que escreve sente um certo abespinhamento interior e não expressado porque a cria deveria ficar sem choro nos avós quando os pais vão ganhar tostões, mas no fundo desejando com todas as forças do ser estar sempre com os pais queridos.

Mais tarde, quando já se vê a braços com brinquedos espalhados no chão, birras e panquecas para fazer, pessoa que escreve percebe que o corpo queria muito estar espraiado no sofá em fazer nada.

Então entrega-se à culpa da boa mãe que não pode desejar uma tarde de descanso com o filho lindo nos avós, com vista a dar uma pausa às células que estão por um fio no âmbito do esgotamento nervoso.

Em resumo: indecisões de gaja mãe. O gajo pai parece sempre mais prático, nem que seja porque almeja por 90 minutos sem intervalo.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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