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Em busca da felicidade

Sim, é verdade, de manhã não gosto de conviver…

 

Hoje de manhã o Nuno dizia-me que cada vez mais o nosso filho se parece comigo….de manhã. Isto porque o pequeno, em particular de manhã, não gosta de grande conversa. Precisa de tempo para acordar e perceber o mundo à volta. Mais ao menos à semelhança da mamã. Provavelmente será por isso que nos entendemos tão bem de manhã. Ou então não. Ele entende que eu tenho de andar com ele ao colo enquanto faço tudo. E eu entendo que tenho de fazer isso mesmo senão ele grita e eu não gosto de o ouvir gritar.

Quando subíamos as escadas para o deixar nos avós o Nuno estava a tentar brincar com ele e ele, cara fechada, nada a acrescentar ao que estava a acontecer. “Tás cada vez mais parecido com a tua mãe”. Eu percebi porquê. “Sim, não gosto de conviver…de manhã”. Digo eu, em modo é mesmo assim.

Quer dizer, a bem da verdade há dias em que não gosto de conviver nem de manhã, nem de tarde, nem de noite. Com algumas pessoas? Não minha gente, com ninguém mesmo. Nem animados nem inanimados. Mas de manhã, de manhã, é um custo.

Só o campeão é agraciado com um sorriso. De resto, tem de ser com calma.

Por mim as manhãs eram assim: acordava, ficava para ali 10 minutos a deixar o cérebro arrancar, assim como aqueles computadores velhos, depois lá me levantava, sentava-me num sitio como se vê nos filmes, aqueles alpendres todos bonitos em que não há vento, nem mosquitos, nem folhas de arvores a acertar-nos mesmo no alto da pinha. Não havia frio, nem chuva, nem muito calor. Sempre temperatura amena. Sentava-me numa mesinha de madeira e por obra do Senhor já lá estava o meu pequeno almoço, e nada cá de coisas que se “devem comer” só coisas que eu quero comer, panquecas com doce, Estrelitas, Estrelitas, Estrelitas, Chocapic, entre outras coisas. Quando acabasse de papar, com calma e sem relógio, lá ia lavar a cara e vestir alguma coisa que eu quisesse e não que tivesse de ser. Depois gradualmente ficava acordada e começava a conviver. Primeiro com os objetos, depois com os animais e finalmente com as pessoas. Seguindo assim a ordem de intelecto que a natureza previu mas que tantas vezes não acontece. Todos nós conhecemos portas mais inteligentes que pessoas, ou talvez pessoas que são menos inteligentes que portas. Não sei qual será a ordem mais correta.

Por isso sim, é verdade, de manhã não gosto de conviver…abro uma exceção para o campeão, que me leva sempre na certa, e não aguento sem sorrir para ele, mesmo quando atira com o meu telemóvel ao chão ou insiste que no momento em que estou a vestir os collants de manhã, esse é o melhor objeto para brincar naquele momento. E lá fico eu, à espera que ele se farte para que eu as faça desaparecer…vestindo-as.

É a vida!

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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