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Em busca da felicidade

Sim nós comemoramos o ano e meio - 18 meses puto

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 (escrito ontem)

 

Podia jurar que saiamos ontem da maternidade. Tu pequenino, escondido no teu ovo, dentro de um redutor. Mangas de um babygrow zero arregaçadas.

Os três dentro do nosso velhote Peugeot, respirámos fundo. Vamos a isto! A vida ia começar. Já não estavas na barriga. Já não ias ser o nosso bebé. Estavas ali, era real. Senti, sentimos, a viagem até casa como quem atravessa uma fronteira, não para outro país, para outro mundo.

A vida começou. E o sentido que nela faltava chegou.

Podia passar horas a escrever para ti. Sobre o que sinto, sobre o quanto me fazes rir, sobre a forma como mudaste a minha forma de ver a vida, sobre o que me esforço hoje por ser, porque não se ensina alguém a ser feliz enquanto vestimos cinzento de manhã à noite e nos queixamos em permanência das peripécias da vida.

Por ti percebi que tenho de aprender a ser feliz. Só dessa forma te posso, pelo menos, tentar ensinar.

Não sou a mãe que sonhei ser, sou a melhor que consigo ser, a que se molda a um filho mais parecido com ela do que estava à espera. Hoje reconheço os meus defeitos como nunca antes. Vejo-os reflectidos em ti. E se não os aceitar na imagem que vejo ao espelho como posso eu ensinar-te que és o melhor que podes ser.

És mais parecido comigo do que até eu gostaria. Aí filho, que só tu sabes como as coisas se fazem e quando as queres fazer.

Negoceio. Negoceio comigo quando te convenço a ti. Somos farinha do mesmo saco.

Mas não me preocupo, que se a farinha é igual não é assim tão má, é farinha de gente que faz omeletes sem ovos, que apanha as bolas curvas da vida e lhes tenta dar sentido.

Somos desse tipo de gente. Do tipo que o que acha é o que está certo. Do tipo que tem sempre um par de luvas de boxe na mochila e as tira sempre que seja preciso. Porque se a vida vai dar luta, nós podemos apanhar muito mas não vamos ao tapete.

 

Paro as lamechices e os pensamentos soltos de quem já nem sabe o que dizer mais. Ou de quem tem tanto para dizer que prefere escolher o que contar.

Tinha escrito outro texto para hoje, Ainda mais lamechas que este. Por isso pus de lado, fica para outra altura.

Hoje é dia de sorrisos, que por enquanto ainda és o meu bebé, o meu homenzinho pequenino. O meu reguila, o meu foguete, o meu rabisca pés.

Ano e meio puto. Tem sido uma brisa. Se eu pudesse parar o tempo….

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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