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Em busca da felicidade

Sôtor é que sabe

No domingo fomos à praia. Às 17:30 ainda estavam 35 graus e estava-se tão bem na Costa da Caparica.

Depois de muito insistir que não queria ir à “páia”, lá ficou motivado porque ia brincar na “aieia” com a sua pá e o camião.

Chegados, reparo que está maré baixa e parece-me ser a oportunidade perfeita para o convencer a ir molhar os pés à água. Está habituado à aguinha temperada da piscina interior na natação, e aquele gelo do mar causa-lhe algum incomodo.

Assim que percebeu que podia chapinhar e que aquilo era para lá de divertido já ninguém o tirou das poças. A vantagem de ir para a Costa é que o areal é enorme e quando a maré baixa ficam sempre aqueles “riachos” de mar para os mais pequenos.

Saltou, brincou, correu, ria perdido de contente. Confesso que tive um daqueles momentos que aparecem nos filmes, em que fiquei ali babada a olhar para ele a brincar. Numa espécie de absorção em câmara lenta.

A determinada altura (já mais de 1 hora depois de estar a brincar), começa a andar determinado na direção contrária. Percebemos que ia em direção à toalha e deixámo-nos estar sossegados a ver o que ele ia fazer. Pensámos que ia buscar uma pá ou outro brinquedo, quando de repente o vemos sentar-se no pedacinho de toalha que estava estendido.

Sentiu-se cansado e, como a amiga com que estava a brincar se tinha ido embora, foi para a toalha. Não era preciso que ninguém o acompanhasse, afinal de contas sabia bem o caminho.

Fomos ter com ele, perguntámos se queria ir para casa, que não, que estava ali a brincar na “aieia”. Passado uns 30 minutos, pousa as coisas e sem mais começa a subir o areal. Nós a ver no que aquilo ia dar. Percebendo que ele não parava o pai foi ter com ele. Ia para o carro, já estava na hora de ir para casa.

Independente o meu rapaz.

Chegamos a casa insiste que temos de estacionar do lado do nosso prédio. Moramos numa praceta fechada e nem sempre temos lugar à porta. “Ôto lado!”, dizia ele. Nós sem perceber. Até que o pai lhe perguntou “queres que estacione do outro lado? É isso?” ele confirmou que sim.

Como não havia lugar do lado da entrada do prédio, tirei-o do carro e, convencida que lhe ia explicar alguma coisa disse-lhe “filho, temos que deixar o carro aqui, porque do outro lado não há lugar, vês?”, ele estende o dedo para um espaço à nossa frente e diz “há lugar ali”. E havia, havia um lugar para estacionar à porta, só que a carrinha não cabia lá!

Meu rico filho que está a ficar grande e esperto.

A mim calhou-me passar os 15 minutos seguintes a explicar porque é que a carrinha não cabia ali.

 

Tão, mas tão bom! Rico filho de sua mãe, esperto que ele só e mais independente do que sua mãe está preparada para aceitar.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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