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Em busca da felicidade

Sou pessoa para emprestar um cão...se for preciso...

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Tenho uma colega de trabalho que corre, ou melhor, diz que corre, que eu cá não sou pessoa de ser levada em conversas mansas e acho é que ela vai de mota p’os sítios e depois quando lá chega tira fotos equipada para dizer que é verdade. Sempre que se inscreve num torneio no Barreiro afinfa-se à medalha de primeiro lugar, não falha uma. Já não há pessoa no Barreiro e arredores com pachorra p’a esta moça. É que ou a amarram a uma árvore para dar avanço aos outros ou a tipa corre p’a medalha com uma cegueira que não tem explicação.

Eu, lá está, suspeito seriamente que ela vai de mota ou apanha o barreirense e se mete a 20 metros do fim e finge-se cansada. Não é possível uma pessoa arrecadar tanta medalha, tenham dó. Calho a ir fazer uma prova ao Barreiro empurro-a p’as silvas, qu’ê isto!

Pois diz que tem tido problemas lá na faixa de rodagem de corredores do Montijo. Vai treinar (diz ela, por eu mantenho a minha suspeita numa 125 com 5 ou 6 anos que ela comprou em segunda mão) e os coxos das caminhadas fazem uma espécie de uma barreira e não a deixam passar. Eu acho bem, afinal de contas gente de mota não é p’a andar na ciclovia. Seja pela direita, pela esquerda, com silvas ou poças ultrapassa aquela gente que se arrasta (vai na volta é malta que até está a correr, mas à velocidade que vai parece-lhe que é gente que caminha…) segue sempre a direito, zinga, zinga, zinga até que dá com o vizinho montijense que está a passear o canito. O vizinho munido da sua flexi leash deixa o canito andar à sua vontade ocupando toda a via. O dono à direita, canito à esquerda. A minha colega faz um cavalinho na mota e salta em esforço por cima da trela do bicho. Dono e cão impávidos e serenos, um fuma o seu cigarro, outro faz o seu cocó.

Chega ao fim do treino, sai da mota e manifesta-se enraivecida no seu facebook. Eu, que sou pessoa amiga de seu amigo e possuidora de 2 animais fofos e irritantes, que a quilometro e meio põem qualquer pessoa em fuga com o barulho que fazem, decido ofertar os serviços de meus animais. Tenho o irritante 1.0 e a versão avançada irritante 3.4. Esta ultima têm apenas o problema de sofrer de alguma obesidade, pelo que fará ainda um serviço de peso morto no momento de corrida, oferecendo não só o desbaste da ciclovia, como também um treino funcional incluído.

É ir numa extremidade com a trela e na outra ir Tulipa (aka Gorda), garanto que uns fugirão, os outros é varre-los com a trela e rir quando baterem com o cu no chão.

 

Agora digam lá que não ando cá para arranjar soluções.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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