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Em busca da felicidade

Sustos que uma pessoa apanha por conta da Web Summit

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De manhã acordo e vejo as noticias no telemóvel. Em primeira mão a referência à apresentação do Stephen Hawking na Web Summit, diz ele, entre outras coisas, que o mundo vai acabar transformando-se numa bola de fogo. Eu, pessoa que se preocupa com os temas do apagamento pessoal súbito, sempre em cima dos exames e das maleitas a ver se prolongo isto, a comer alpista e outras sementes porque a organlhada gosta, eu, deparo-me com o facto de que afinal, e apesar de toda esta trabalheira, vou acabar assada na grelha como uma caracoleta em tempo de verão. Vai daí e volto a pôr no frigorífico as panquecas de farinhas alternativas e ovos biológicos, saco de duas valentes carcaças e mando bucho abaixo uma tosta mista, ali bem carregada de queijo e manteiga e fiambre de porco. Colesterol moderado, glúten forte e lacticínios malvados. Visto-me e calço as Uggs de imitação que comprei na Modalfa, porque as outras ocupam 3 dígitos e uma pessoa anda sempre a ver se guarda dinheiro para as férias. Mas neste caso «quais férias?», quando a pessoa vai grelhar.

Sonho com os dois croissants de chocolate que vou emborcar assim que chegar ao trabalho e com os pasteis de nata que vou malhar durante a tarde. Ocorre-me que se isto vai acabar assim de forma tão drástica o melhor e explicar ao chefe que me vou pôr a andar, gosto muito de ter trabalhinho e tudo e tudo, mas se é para acabar numa bola de fogo, então prefiro arrebentar o visa numa viagem às Maldivas e passar os dias a ver peixinhos coloridos até isto entrar em combustão.

Vai daí e senhor meu esposo, homem que lê as noticias e não apenas as letras gordas (ele é a pessoa instruída do domicilio), acaba por me esclarecer que isto vai tudo arder sim senhores, mas é só daqui a milhões de anos.

Senti-me defraudada e passou-me várias vezes pela ideia ter um ataque de bulimia para mandar pela sanita aquela bela tosta que eu tinha comido, substituir tudo por aveia, antes mesmo de o sistema começar a processar todos os elementos do mal.

Acalmei-me e continuei com a minha manhã. Deitei fora as outras carcaças, uma vez que afinal já não são precisas. Voltei à minha hipocondria normal, ainda que mais comedida nos dias que correm, considerando que o meu tefe-tefe de apanhar o José Carlos Pereira nas urgências é bem maior do que ter uma unha encravada a aleijar.

 

Vai disto e fiquei danada com o Stévén, a levantar cabelo com uma coisa que não interessa propriamente para a humanidade corrente. Senão vamos lá a ver:

  • Daqui a apenas mil anos já eu lerpei. O meu esposo, homem magnifico, já terá falecido cerca de ano e meio antes de mim, para que eu possa ainda gozar de viuvez e da reforma dele. Saltar de paraquedas e fazer safaris onde tento fazer festas a leões e dar abraços a hipopótamos, é que uma pessoa a partir de uma certa idade sabe que a coisa é eminente, pelo que com disenteria numa manhã, ou esborrachado no chão porque o paraquedas não abre, venha o diabo e escolha.
  • Por muito que me custe admitir, daqui a mil anos também meu rico filho por cá não andará, nem ele, nem os filhos dele, nem os netos dele, nem mesmo os bisnetos dele. (Porra, que a vida é mesmo curta, pá!) Pelo que andar aqui preocupada com um pentaneto é coisa que não me aporrinha. Um pentaneto é assim uma pessoa com quem temos uma relação de parentesco tão próxima como a que temos com o Salgado. É mais ou menos o mesmo que querer estabelecer uma relação com o símio nosso tio e não conseguir perceber qual dos macacos se parece mais connosco.

 

Assim Stévén, gosto paletes de ti e tenho um respeito pelo que fazes e representas que nem imaginas. Mas não me causes aporrinhações com coisas que estão para lá das minhas condições quotidianas, não brinques com as minhas hipocondrias. Isto é sério pá!

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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