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Em busca da felicidade

A culpa é sempre do homem #2

Constipei-me.

Fui-me deitar e esqueci-me de uma serie de coisas.

Estava com o pequeno ao colo para o embalar e já estava adormecido.

- Ajuda-me aqui a pousa-lo sem o acordar porque tenho de ir buscar umas coisas que me faltam.

- O que é que te falta?

- São coisas demais.

- Bolas, quantas são?

- 4.

- Diz lá, acho que consigo.

- Um copo de água, a caixa dos cêgripes, o creme para o nariz e lenços de papel.

O homem foi buscar. Com boa vontade eu sei, sempre a saber que se ia esquecer de alguma coisa.

Volta.

Trás o copo de água e os lenços de papel. Apenas 2 de 4 coisas.

...

- Onde é que estão os cêgripes?

- Tu é que os guardaste.

(quando falta alguma coisa foi sempre o Nuno que guardou)

- Não os encontro.

(Faço cara de quem já sabia que ia ser assim)

- No carro dei-tos.

- Ias dar. Mas depois disseste que cabiam no bolso do teu casado.

- Não (ênfase na correção). Ia pôr no meu casaco mas acabei por te dar a ti.

Sai em busca dos cêgripes.

Encontra.

- Falta o creme do nariz.

- Não sei onde está. Onde o pousaste?

- Está no hall, ao lado da minha mala.

- Acabei de vir de lá. Não está.

(Faço cara de quem sabe que não viu bem).

- Tens a certeza….?!?

O homem volta ao hall. Vai à sala e mais não sei onde.

- Não encontro….

Fica 1 minuto a olhar para mim…

- De certeza que não está, por acaso, no bolso do teu robe?

Ponho a mão no bolso do robe.

Está lá o creme.

- Pois….está aqui. Mas antes tinha-o pousado no hall.

 

Eletrodomésticos que fazem pressão

Gostaria de retirar este momento para que todos ponderemos profundamente sobre a utilidade dos eletrodomésticos e outros bens da eletrónica cuja função parece ser esfrangalharnos os nervos.

Falarei hoje dos 3 exemplares que me rebentam com a tensão arterial de tal forma que mais me apetece pegar num martelo e esfrangalha-los a eles.

 

Eletrodoméstico 1 - Micro ondas

Esta caixinha controversa aquece todo o tipo de substancias e até faz pipocas. Colocamos no seu interior o recipiente e o gajo vai de aquecer, aquecer. Quando acaba apita "pi, pi, pi" que é para uma pessoa saber que já está. Até aqui tudo bem. O problema é que o gajo quer atenção, tipo namorada carente que espera o elogio do namorado que se parece estar a borrifar."Anda cá ver-me, olha como aqueci bem isto" ou "ora vê lá se está bom ou se me queres acrescentar mais um programa". E uma pessoa às vezes está noutro sitio, a fazer outra coisa, está ocupada, porque quando comprou dizia que não era preciso estar a tomar conta do bicho. Como se tivesse posto uma chaleira ao lume. Afinal de contas essa é a vantagem. E o tipo apita, apita, apita. Até uma pessoa já ir a bufar até à cozinha a rogar pragas àquela porra.

 

Eletrodoméstico 2 - Yammy ou Bimby (qualquer uma)

Antes de mais o eletrodoméstico em causa promete confecionar todo o tipo de coisas mas depois vai-se a ver e uma pessoa tem de descascar os legumes e tirar as espinhas ao peixe. Ajuda a fazer mas não faz tudo. Depois, à semelhança do que acontece com o 1º apita quando acaba. Uma espécie de "olha, já fiz". O que está certo porque uma pessoa quer saber quando é que a sopa está pronta. Agora. Dito isto, basta apitar uma vez. Duas vá. Agora estar ali, de tantos em tantos minutos a apitar, tenham dó. Uma pessoa compra a maquineta para fazer a sopa enquanto está a dar banho ao puto. Porque ao lume a coisa pode correr pior. A tipa fica de tratar de uma coisa e a pessoa de outra, depois está a pessoa ali, debruçada, a dar cabo dos rins, e a gaja a apitar que nem uma doida, numa espécie de "vem cá, vem cá ver o que eu fiz".

Só à pancada.

 

Eletrodoméstico 3 - Carrinha

Sei que não é bem uma torradeira, mas atendendo às luzes, apitos e livro de instruções da bicha uma pessoa é levada a pensar que aquilo quase faz o jantar.

Nada apita como esta desgraçada. 

"Olha a porta aberta sem o travão de mão!"

"Olha que não tens cinto" este é o pior, porque uma pessoa tira o cinto para despir o casaco e a gaja começa a apitar devagar e vai ficando mais histérica com o passar do tempo. Medo. Parece uma transloucada.

"Veiculo à frente" "veiculo atrás".

Valha-me Deus! Podia estar aqui a tarde toda.

Uma pessoa acaba o dia com os nervos em franja.

 

Tenho saudades dos eletrodomésticos antigos. Daqueles que eram tão silenciosos que uma pessoa só dava pela borrada quando a casa estava a arder. 

Ahhh, bons velhos tempos!

 

Nota: No meio desta conversa toda, e depois de termos chegado a consenso de contratar alguém para ajudar com as limpezas, o que é que acontece? A máquina de secar pifa. Logo aquela que é a minha melhor amiga na terra dos eletrodomésticos.

 

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Dilema de pobre #5

 

Este fim de semana falávamos na possibilidade de contratar alguém para vir cá a casa ajudar com as limpezas. Andamos de rastos e precisamos mesmo de tirar coisas de cima. Por isso as limpezas pareceram-nos a melhor opção. O passar a ferro da roupa já é um serviço externalizado, as senhoras vêm cá buscar a roupinha amarfanhada e trazem toda direitinha. Agora é arranjar alguém que entre com isto feito num oito e faça parecer que nada aconteceu quando chegarmos ao final do dia.

É que ainda este fim de semana parecia que tinham largado uma granada em cada assoalhada. Por cada divisão que sôtor passa, é o resultado de um tornado que deixa.

Assim queríamos uma coisa tipo, plim! Nunca esteve desarrumado.

Passado um pedaço de tempo da nossa conversa diz-me o homem:

- Sabes o que é esquisito?! É que agora só me ocorre que já que vem cá alguém devia dar um jeitinho às coisas para ficarem mais compostas.

Nada tenho a acrescentar a isto. Respiro e inspiro devagar.

Pobre é pobre e terá sempre dilemas mesmo que esteja carregado de bago (que não é o nosso caso, faço desde já notar). É assim. Até pode ganhar o Euromilhões, mas continua a levar o pastel de bacalhau para a praia, só que vai ser feito de bacalhau Rriberalves, frito em óleo Fula - casta de 1970 - e guardado em tupperwares de verdade e não os tapaveres comprados numa loja de chineses.

Ninguém limpa a casa do pobre como o pobre. Ninguém tem a mesma atenção ao rodapé, ninguém limpa a tela da TV com o mesmo gosto e jamais andará com os moveis a rojo para limpar as pequenas partículas que lá se acumulam por detrás.

O que vale é que eu nasci pobre mas com aspiração a rica e não me incomoda nada que a senhora cá venha com as coisas por limpar. Afinal de contas é esse o propósito. Até me pode chamar badalhoca na minha ausência desde que eu, quando chegar a casa, constante que a senhora paga é asseada.

 

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O dia em que fui tocar para o Mario Soares

Estávamos no principio da década de 90 e eu estava na 3ª classe.

Nunca era escolhida para nada. Nunca era a primeira para nada. Era lenta a correr, não era nada cool, não era simpática que chegasse para ter todos como amigos, não era a melhor aluna da turma, as fichas de gramática davam cabo de mim. Não passava a limpo as composições porque escrevia sempre para cima ou para baixo quando não havia linhas e a Liliana, que hoje é médica e investigadora, que escrevia com a mão esquerda, fazia as letras bonitas e sempre a direito.

A professora tinha uma novidade. O nosso presidente vinha conhecer o nosso Moinho de Maré e iam ser escolhidas 3 crianças para tocar o Hino à Alegria para ele. Os que tocassem melhor.

Treinei que nem uma louca. Ao fim de uma semana sabia tocar em todos os ritmos possíveis, com a mão esquerda em cima, com a direita em cima e se me têm dado mais dois dias acho que tinha arranjado forma de tocar com a flauta ao contrário.

É que iamos tocar para o presidente.

- Como se chama o nosso presidente?

- Mário Soares.

- E como é que às vezes as pessoas o chamam, sabem? - ninguém dizia nada - bochechas - completava a Maria Helena - é que cada um deve dizer o que pensa e vivemos num país livre, é isso que diz o nosso presidente.

Estava ainda muito presente o regime de ditadura e poder chamar um presidente de "bochechas" sem ter um elemento da PIDE à porta para nos levar para as catacumbas ainda dava alegria a toda a gente.

Hoje é a realidade que conhecemos. A liberdade de expressão.

Arranjei um trabalho para a minha mãe, que ficou incumbida de me arranjar a mim uma camisa branca e umas calças azuis escuras.

No dia toquei para o presidente. Eu e mais umas duas dezenas de crianças.

Estava ali mesmo à minha frente.

 

Cresci para ter a minha própria opinião sobre o Mário Soares e a maioria dos politicos em geral. A qual não é para aqui chamada apesar deste ser, afinal de contas, o meu blog. Porque este post não é sobre política. Este post é sobre um episódio da minha vida que me marcou.

É sobre um homem que, gostemos ou não, todos temos de concordar que marcou a história política do nosso país.

 

"A mãe está a falar a sério"

Mas sôtor não quer saber.

Sôtor está a chegar àquela fase em que todos os limites servem para ser testados. E tem particular interesse em testar os meus.

Só quer fazer o que lhe apetece e quando faz o que pedimos vai muito pelo "convencimento". Já percebeu que as birras funcionam e nem sempre o choro vem acompanhado de lágrimas. Dessas vezes ouve logo "não há água nos olhos, é só birra filho" e ele, desgramado que pouco diz mas tudo entende, faz cara de safado e muda de estratégia.

Também já aprendeu a fazer aquele "ahhh" arrastado, que parece de dor e vem acompanhado de uma espécie de inclinação do tronco, mais ou menos como quando temos uma dor abdominal. No caso dele é só uma manifestação acérrima de que as suas vontades não estão a ser atendidas.

Insiste em querer desmontar os cães como se fossem Lego e agora chegou  a fase de levantar a mão.

Na quarta-feira à noite deu-lhe para me dar beliscões na cara. Ontem, depois do banho, insistia em levantar a mão e dar-me palmadas. Eu, toda cara séria, seguro-lhe na mão e digo "não. não se faz isso. não se bate na mãe. nem na mãe, nem em ninguém!". E o tipo vai de dar uma gargalhada. Quanto mais séria a minha cara maior a gargalhada dele.

Eu piurça. Mas então este fedelho de menos de um metro a gozar com a minha cara!

Acabei por me zangar e ele, depois de muito se rir de mim lá se resignou.

No meio disto fico sempre a sentir-me uma porcaria, que tão poucas horas passo com ele e no fim ainda passo algum desse tempo a aborrecida com ele.

Quer-me fazer crer que lhe começa a fazer falta o colégio para ter mais algumas regras. Ou melhor algumas regras. Que isto com avós babados e pais com remorsos de estar poucas horas com os filhos, só resulta em todas as vontades feitas.

Ou então é só uma fase e eu é que sou uma idiota.

 

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Porque raio não nasci boa com'ó milho?!

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Faço a mim mesma e aos céus esta pergunta diversas vezes. Especialmente quando tenho de ir ao ginásio, como hoje, e só me apetecia era estar em casa enroscada numa manta a emborcar pipocas.

Vocês perguntam "ah e tal e aquela sensação boa depois de treinar?!" Está lá sim senhora, mas se fosse só pela sensação corria ao domingo, que não há nada no dia que suplante a tristeza de uma pessoa que anda à 33 anos para ganhar o Euromilhões e que nem 2 números e 1 estrela acerta.

Depois há a comida. Alguma já me faz malzinho, derivado da idade, porque quando era nova comia como uma lontra e não havia cá intolerâncias. E aquela que eu gostava de emborcar a rodos mas que não posso por causas que me faz crescer de sobremaneira para os lados, assim em banhas moles que pendem quando uso vestidos mais p'ó apertados.

Calho a nascer com genes de gaja boa e lá fazia a manutenção da viatura corporal, mas só fazia assim o essencial. Como digerir uns verdes, fazer umas corridas nos dias livres e dar umas braçadas na praia em tempo de verão. Sempre ali assim, gostosa de biquíni.

Assim não. Como os genes que regem este corpo tendem para a parte alontrada da vida, lá arrasto eu o lombo para o ginásio, sem vontade, porque a força do querer é maior.

Cristo, não fizeste de mim boa, não fizeste de mim linda, não fizeste de mim rica. Esperta dispenso, que a esperteza só serve para perceber melhor ainda esta minha condição.

 

Nota: Faço notar que apesar das minhas pedinchecis agradeço sempre a saudinha, o ar nos pulmões (excetuando naqueles dias em que o elevador está muito cheio e uma pessoa quase desfalece) e andar cá todos os dias, sim!?

É a primeira segunda-feira do ano

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E está no ar esta sensação de que ainda é Domingo e de que o ano só começou mais ou menos. Ainda está tudo a recuperar energias do ano novo.

A auto-estrada estava quase vazia, foi uma brisa para chegar ao trabalho. Até nos safámos bem apesar de nos termos deixado adormecer mais 40 minutos do que era suposto.

Havia lugares de estacionamento a dar c'um pau.

E no trabalho mais de metade das pessoas tem o dia livre. Nem as luzes estavam acesas quando cheguei.

Parece que é assim um Domingo esquisito. Estava mais feliz na cama, mas só não ter apanhado transito já é bom.

Podia ganhar o Euromilhões e ser sempre Domingo.

Mas ser sempre assim já não é mau.

Frases que se não fossem parvas eram mantras

 

1.

Quando encontramos alguém estúpido devemos sair-lhe da frente, para que encontre a árvore de que precisa o mais depressa possível.

E que marre contra ela com toda a força.

 

2.

Passar rasteiras para ficar à frente não é ser competitivo. É ser manhoso. Há uma pequena diferença.

 

Na sombra dos dias sempre iguais

Quando criei este espaço fi-lo com o propósito de escrever. Ponto. Escrever. Porque quando escrevo não penso em mais nada. Porque quando escrevo a minha mente fica presa às palavras, presa aos caracteres que se conjugam para cada palavra. Presa ao bater dos dedos no teclado do computador. 

Quando criei este espaço queria apenas escrever. Fosse o que fosse. Triste. Melancólico. Humorístico. Uma piada. Uma nova descoberta do pequeno campeão. Uma nova vitória. Outra derrota. Enfim, fosse o que fosse.

Os dias de escrita foram passando de forma mais melancólica e os textos com uma tendência mais cómica a surgir com mais frequência. O contar das peripécias. O rir enquanto escreve ao invés de debitar sentimentos presos no peito.

Esta tem sido uma semana menos fácil. Uma semana de dias mais complicados. De questões interiores. De razões que se interrogam.

Uma crise dos quarenta que chega aos trinta, ou a dúvida de quem não sabe ao certo se tem feito tudo o que podia fazer.

Ontem acordei doente. Uma constipação. A garganta inflamada. O nariz sem conseguir inalar um milímetro cúbico de oxigénio. Os olhos pesados. O corpo maçado.

- Não devias ir trabalhar.

Fui na mesma. Tinha coisas para fazer. Reuniões importantes para preparar. Mais trabalho que tempo disponível. A luta constante por fazer mais com o tempo que tenho. Para conseguir sair a horas. Para conseguir ir buscar aquele que faz com que a vida valha a pena.

Passo o dia doente atrás do computador. Termino a preparação da reunião e mando para validação. Fico satisfeita por me ter aguentado apesar de mal conseguir manter os olhos abertos.

Saio com o coração apertado não devias ir busca-lo, devias deixa-lo a dormir nos avós, devias pensar no bem dele, devias garantir que não lhe passas essa porcaria.

Pois devia. Devia pensar no bem estar. Mas a egoísta em mim quer ver o filho todos os dias. Nesta ansiedade de separação que não se resolve.

Faz-te mulher. Ganha coragem. Põe-te boa! Descansas, ele descansa, amanhã estás fina para trabalhar e não deixas o miúdo doente.

Ficou nos avós. Um acesso de raiva. De cólera. Um choro guardado que deito cá para fora a par com as algaraviadas que tinham deixado presas na garganta.

A mesma porcaria que me deixou doente algumas 10 vezes no ultimo ano. O ar condicionado que tenho em cima da minha cabeça. Ar frio nas minhas costas e eu, flor de estufa assumida, lá fico doente, doente, doente.

E volto para trabalhar doente. Nem esperta sou.

A minha prima fazia anos ontem. Não lhe queria ligar para lhe dar os parabéns e desatar a falar de ben-u-rons e cêgripes. O meu dia de aniversário normalmente mal é celebrado, mas gosto da ideia de que o nosso dia de aniversário é só nosso. É o nosso dia. Queria ligar-lhe contente. Gritar "Parabéns!" .

Ligo e dou-lhe os parabéns com a melhor voz que consigo. Falamos da minha constipação. Da gripe dela. Chegamos à conclusão que só estamos a falar de maleitas e digo-lhe que não lhe liguei para fazer conversa de doente.

- Deixa lá, no dia dos meus anos há sempre uma merda qualquer. Acontece sempre qualquer coisa. Já tenha a noticia chata de hoje.

O primo. Um ano mais novo andava com umas dores de cabeça. Foi ao médico e mandaram-no fazer um TAC. Depois de completar o exame já não o deixaram sair do hospital. Tinha um tumor e precisava ser operado de urgência.

Mas que merda!

Penso. Verbalizo.

Uma mulher. Duas filhas pequenas que quer ver crescer.

A injustiça.

Que raio fazemos com os nossos dias?

Onde é que os passamos?

Vemos que chegue os que mais amamos?

E enraiveço-me que não vejo o meu. Que estou doente. Que para ele é melhor. A menos de 1 km de mim. Mas fora da minha vista.

Deito-me no sofá depois de comer uma sandes e um galão. Não havia fome para jantar. Não tinha paladar. Aliás, não tenho.

Passo mal a noite e acordo mais vezes do que seria desejado. O despertador toca quando já estou acordada. A garganta colada. Dores quando falo. O nariz sem deixar entrar milímetro de ar. O corpo maçado. De quem mal descansou.

- Hoje não consigo ir. Não posso continuar assim.

Fico em casa. Aviso que não posso ir à reunião. Mal consigo falar. A garganta parece estar colada e ando a colheres de mel.

Encontro uma nova data para publicar o post que tinha para hoje. Agarro-me ao pc e escrevo. Escrevo para lembrar. Para guardar este dia. Para ter sempre presente os momentos em que vivemos sempre iguais. Passados na sombra dos dias. Nas semanas que andam sem darmos conta. Nos filhos que olhamos e mal vemos de tão cansados. E pergunto-me porque raio a vida não é mais simples. Porque não temos uma vida com menos dilemas. Alguém dirá que "sem o que é mau não damos valor ao que é bom". Balelas.

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