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Em busca da felicidade

Blue Monday

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Diz que hoje é o dia mais deprimente do ano. A terceira segunda-feira do mês de Janeiro.

Não sabia. Não fazia a menor ideia.

De qualquer forma, no que a mim se toca, confirma-se.

Pouco de alegria. Vontade de rir zero. Talvez me faça falta uma boa comédia, como sugerido no SapoMag, ou quem sabe uma fatia de bolo cheia de creme para me adoçar as papilas e encantar os neurónios.

Quem sabe...

...se conseguir chegar a casa a horas, ainda consiga acabar os 25 minutos que ficaram do filme que comecei a ver ontem. Talvez assim me anime.

Ou quem sabe...

...se não acordo amanhã feliz e contente, que isto não passou de uma nuvem mais escura que se abateu sobre mim.

 

Eu a olhar para os Globos de Ouro

Antes de mais esclareço desde já que não olhei. Nem nesta última cerimónia nem em nenhuma outra. Confesso que não consigo entender bem o prazer de passar uma noite em claro a ver pessoas super produzidas, que envergam no lombo, só nessa noite, o equivalente a mais do que a maioria das pessoas ganha num ano. Chegam de limusina, com pessoas a segurar nos guarda sois ou nos chapéus de chuva ou nas caudas dos vestidos ou o que for. Tudo para garantir que aquela pessoa marca a sua presença. A cada ano que passa, nestas cerimónias, Globos de Ouro, Óscares, Cannes, qualquer um, a cada ano mais parece que a cerimónia é menos sobre a arte de representar e mais sobre a arte de vestir.

Hoje há opiniões e fotografias por todo o lado com as melhores roupas, os piores vestidos, o outfit perfeito e quem foi mal aconselhado. Toda a gente percebe de moda e poucos são os que falam do que levou aquelas pessoas ali. O arte de representar.

Assim, eu não quis ficar de fora e vai de molhar a sopa também.

Da minha parte posso dizer que, do pouco que vi, e na minha fraca capacidade de avaliar vestuário (devo ser a pessoa mais mal vestida de todo o sempre), uma parte significativa das senhoras foi vestida pela mesma loja que veste as moças da Casa dos Segredos. Mas em caro.

É que dá mesmo a ideia que estiveram ali até à ultima da hora na dúvida se iam à gala de inicio do Desafio Final ou aos Globos de Ouro. Celebridades há em qualquer das partes.

Assim, deixo aqui a lista de vencedores para Cinema (sou pouco dada a series e quem quiser saber pode sempre procurar) só numa de descargo de consciência.

Melhor drama: “Moonlight”
Melhor comédia/musical: “La La Land”
Melhor realizador: Damien Chazelle, “La La Land”
Melhor actor de drama: Casey Affleck, “Manchester by the Sea”
Melhor actriz de drama: Isabelle Huppert, “Elle”
Melhor actor de comédia/musical: Ryan Gosling, “La La Land”
Melhor actriz de comédia/musical: Emma Stone, “La La Land”
Melhor actor secundário: Aaron Taylor-Johnson, “Nocturnal Animals”
Melhor actriz secundária: Viola Davis, “Fences”
Melhor filme estrangeiro: “Elle”
Melhor filme de animação: “Zootopia”
Melhor argumento: Damien Chazelle, “La La Land”
Melhor banda sonora original: Justin Hurwitz, “La La Land”
Melhor música original: “City of Stars”, “La La Land”

(retirei a lista daqui)

Tirando o Zootopia não vi nenhum, mas pelo que sei o desempenho do Casey Affleck no “Manchester by the Sea” é algo de magnifico, estou desejosa de ver o filme, coisa que provavelmente só acontecerá lá para o verão.

Agora...

 

Quanto as farpelas...

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Não. Apenas isso. Não. Parece a minha tia Custódia no casamento do primo Nelinho. Tirando a parte das meninas de fora, é quase igual.

 

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Eu pessoalmente fico com a ideia que o cabeleireiro desmarcou à ultima da hora. Um vestido com tanto bling. Não sei. Ah e o candeeiro do corredor da casa do meu pai é semelhante, mas em verde. Isso também.

 

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Por mais que olhe não entendo. Mesmo. Faz-me lembrar as bonecas de porcelana da minha mãe. Tenho algum receio. Ficam sempre a olhar esquisito para uma pessoa.

 

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Antes de mais parece que está ao contrário. Dá a ideia que o laço devia estar nas costas. Depois tanto folho senhora. Pá quê? Humm? Parece que foi atacada por cães, não sei.

 

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Dá a ideia que alguém pegou na mulher assim pela cabeça e a começou a mergulhar numa lata de tinta metalizada. Depois desistiu. Muito secret story este.

 

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Dá-me a ideia que a moça tinha toda a intenção de ir a outro sitio...

 

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Eu não devo pescar mesmo nada de moda. Que não há meio de entender isto.

 

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Outra para a Casa dos Segredos.

 

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É impressão minha ou a moça mistura-se um nadita com o canteiro lá atrás. Não sei. Parece.

 

E é isto. Podia estar aqui a tarde toda mas tenho mais que fazer e a vida não é isto. Se quiserem ver as fatiotas todas podem ir aqui. Se não quiserem, também fazem bem.

Não percam é o discurso da Merryl Streep, esse sim muito interessante, vi neste blog simpático.

 

 

 

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Ainda agora entramos em 2017...

...e já tive a confirmação que o mundo continua o mesmo.

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Saí para ir dar a primeira corrida deste ano. Fraquinha é certo, mas a primeira. As comezainas de ontem e o facto de ter treinado ainda ondem já depois das 18 fizeram com que as pernitas não dessem para mais.

Ora estou eu ali nos primeiros 250 metros quando passa por mim um cota barrigudo, de bicicleta, totalmente apetrechado com tudo e tudo, mesmo daqueles que comprou o arsenal no natal, como prenda de si para si mesmo, convencido que a compra de todos os bens o faria garantidamente treinar neste 2017. E, munido do seu valente atletismo com menos de 24 horas, grita para mim:

- MAIS DEPRESSA, PÁ!

Eu, não fosse ser ainda dia 1 e estar a trabalhar naquela única resolução de desenvolver as 5 dioptrias para a estupidez. Não querendo desistir já. Não lhe disse nada.

Calha a ser em Fevereiro e levava um:

- P'ó car$%&/!

Mas pensando bem, provavelmente em Fevereiro já ele arrumou as sapatilhas e a bicla da resolução.

 

Enfim, o que interessa é que 3,5 km (miséria) já cá cantam...o resto é conversa.

 

Estamos na reta final…

…e resta-me fazer um balanço deste 2016.

Numa avaliação geral podia dizer que foi um ano de merda. Não levei a cabo muitas das coisas que tinha pensado. Não corri 10 km nem escrevi um livro. Não comprei uma casa nova nem tenho um labrador a saltar que nem um maluco no jardim.

Vi ídolos da minha adolescência morrer. Como se a foice estivesse a trabalhar por objetivos este ano.

Tornei-me mais atenta às desgraças que me rodeiam e deixei-me atormentar mais.

Enfim, como disse, uma merda.

Mas depois ponho-me a pensar. A pensar que tenho um puto que é muito mais do que eu podia ter desejado, que tenho lutado com todas as minhas forças contra a minha própria cabeça fazendo-a medir o que merece a minha ansiedade. Tenho trabalhado cada segundo para ser feliz.

Tenho escrito. Praticamente todos os dias.

Tenho criado alguma coisa.

Tenho ido ao ginásio e fiquei mais em forma.

Passei o natal com toda a família. Combinámos programas de verão e falei com o único irmão que não pode ir. Conversámos porque era Natal e é suposto os irmãos conversarem. Só isso, porque deve ser só por isso.

Vi os que amo dominarem os seus demónios. E outros a conhecerem o meu número mais vezes que no ano anterior.

Passeei mais. Ri-me mais. E lutei contra o medo constante que tenho de tudo.

Aprendi que não sou destemida, mas sou corajosa. Porque sigo em frente mesmo quando tenho medo.

Relembrei-me que não sei baixar os braços e que a vida serve para ser vivida.

Descobri que a música que aqui vou deixar, apesar de ser uma música de um desenho animado, diz mais sobre mim do que eu imaginaria.

O que pode fazer algum sentido. Afinal de contas, e de acordo com o meu marido, eu sou praticamente um cartoon.

 

I messed up tonight
I lost another fight
Dusting myself but I'll just start again
I keep falling down
I keep one hand on the ground
I'm always scared I'm not seeing what's next

Birds don't just fly
They fall down and get up
Nobody learns without giving
It won't

I won't give up, no I won't give in
Till I reach the end
And then I'll start again
Though I'm on the lead
I wanna try everything
I wanna try even though I could fail

I won't give up, no I won't give in
Till I reach the end
And then I'll start again
No I won't leave
I wanna try everything
I wanna try even though I could fail

Oh oh oh oh
Try everything
Oh oh oh oh
Try everything
Oh oh oh oh
Try everything
Oh oh oh oh

Look how far you've come
You fill your heart with luck
Baby you're turning off to catch your breath
Don't beat yourself up
Don't need to run so fast
Sometimes we come last
But we did our best

I won't give up, no I won't give in
Till I reach the end
And then I'll start again
Though I'm on the lead
I wanna try everything
I wanna try even though I could fail

I won't give up, no I won't give in
Till I reach the end
And then I'll start again
No I won't leave
I wanna try everything
I wanna try even though I could fail

I'll keep on making those new mistakes
I'll keep on making them every day
Those new mistakes

Oh oh oh oh
Try everything
Oh oh oh oh
Try everything
Oh oh oh oh
Try everything

Oh oh oh oh

Try everything
 

 

 

Que o ano velho vá com os porcos e venha o novo!

Feliz 2017

Falamos para o ano que vem!

A minha resolução é não haver resoluções

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Sempre tive presente na minha cabeça uma lista de resoluções. Sempre achei idiota mas não me continha na lista que fazia dentro da minha cabeça. Cumpria o que a vida permitia e o que tinha força de vontade para fazer. Depois, ali ao entrar no segundo semestre do ano lá vinha o declínio e o empurrar com a barriga para o ano seguinte os planos ponderados.

É que não estava nada escrito e ninguém me podia dizer “olha aqui, disseste que fazias”. Desdizia-me a mim mesma e bastava.

Depois decidi começar a fazer uma lista. Um comprometimento.

Desde há dois anos que decidi fazer a dita lista com 12 resoluções. O Nuno acompanhou-me. No final do ano, ali mesmo na reta, nos últimos minutos, líamos a lista um do outro e riscávamos o que estava feito.

Pouco diferente do que já acontecia. Porque a verdade é que o que temos de fazer, o que queremos mesmo levar avante não precisa de ser assente num papel. A mente não esquece. O resto, o que nos queremos impor, aquilo que achamos que devíamos fazer, isso sim, tem de ir para um papel. Uma forma de colocarmos sobre nós essa pressão. De nos impormos a vontade que muitas vezes não temos.

Boa! Mais pressão, mais stress, mais uma forma de dizer “não fizeste porra nenhuma este ano”.

Este ano decidi mandar às urtigas a lista e deixar a vida fluir. Eu sei o que quero fazer. Sei o que tenho para fazer. Não preciso de uma resolução por cada mês do ano.

Preciso de paz, de saúde, de tranquilidade, de amor. Preciso da liberdade necessária para criar e ser feliz. Não preciso de mais imposições e obrigações. Essas a vida já traz no dia-a-dia.

Preciso de descansar e de deixar a vida acontecer. Acho que são muitas as vezes que me ponho à frente dela.

Penso demais. Pondero em excesso. Meço demasiados riscos e depois não vivo que chegue.

Este ano a resolução é não fazer resoluções.

É pedir a Deus ou a quem quer que seja que haja saúde para todos, mas em especial para o miúdo. É desejar que todos os dias incluam um sorriso e se não for pedir muito, uma gargalhada.

O que eu gosto de uma gargalhada.

O resto. O resto a vida há-de tratar. A seu tempo.

Que venha um 2017 feliz e cheio de saúde. Que nos permita a liberdade que muitas vezes não nos damos, sempre em busca de metas e mais metas.

 

Afinal sempre tenho uma resolução para 2017

 

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Desenvolver 5 dioptrias em cada vista para a estupidez.

 

Uma pessoa para ir ao ginásio à hora de almoço tem de atravessar as trincheiras do Colombo.

Uma pessoa espera duas eternidades e meia para apanhar um elevador com espaço.

Uma pessoa pára no 0 e sai para deixar sair um casal com um carrinho de bebé.

Uma pessoa vai a entrar e está um ser vivo* colado à porta para entrar. Mal deixa o casal sair.

Uma pessoa diz ao ser vivo...

- Olhe que vamos voltar a entrar. Só saímos para deixar o bebé passar.

Uma pessoa pensa que o ser vivo vai dizer "desculpe lá não os vi" e, em vez disso, diz...

- Há aqui muito espaço.

Uma pessoa que tem mais pêlo na venta que o Chewbacca num dia mau, responde...

- Não é essa a questão. Devia aguardar pela sua vez. Deixar entrar quem já cá estava.

Ser vivo insiste em não entender e responder de volta...

- Não percebo o seu problema.

Pessoa responde.

- É natural que não. Tem que ver com uma questão de educação.

- Continuo a não entender.

Pessoa compreende que para lá de mal educado ser vivo tende para a estupidez, então diz...

- Deixe lá, é Natal, é o que vale.

 

É isto...

 

it's beginning to look alot like christmas

stupid in every store

 

*na minha perspetiva para se chegar ao patamar de pessoa é preciso compilar um conjunto de características, níveis vá, no que toca à educação, civismo e saber viver em comunidade. não cumprindo com os mínimos é apenas um ser vivo que habita o planeta.

Have yourself a merry little Christmas

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 (O texto que se segue é original, da minha autoria e totalmente ficcionado)

 

As ruas estão preenchidas pela azafama feliz dos que comprar os últimos presentes de natal. As luzes brilham como se a vida se passasse dentro de uma bola de cristal, cuidadosamente pendurada numa árvore quase perfeita. A neve cai ligeira e adorna os gorros de quem passa. Cai quase numa suave melodia de inverno.

Páro em frente à loja de brinquedos e torno-me mais uma vez na criança que fui um dia. As luzes, os comboios e as bonecas. Espreito pela pequena fresta e vejo as famílias. Os pais procuram os presentes que os olhos dos filhos dizem ser os favoritos. As que o pai natal vai entregar naquela manhã nevosa de dia 25. Antes mesmo de saírem para construir o boneco de neve, com o nariz que é uma cenoura velha e os olhos, que, quem sabe, serão este ano dois botões de um casaco velho.

O mesmo chapéu de sempre.

Atrevo-me a entrar.

- Precisa de ajuda.

Aceno que não.

Só quero ver o rosto das crianças que correm pela loja. Cada uma com dois brinquedos, um em cada mão. Ansiosos por mostrar aos pais o que mais desejam. A menina, de saia aos quadrados e laço de cetim. A que ainda não largou a mão do pai, a que estende o dedo na direção da boneca que está na prateleira mais alta.

A musica de natal ouve-se em toda a loja. Não há chatices, nem as crianças brigam.

- Sobrinhos ou filhos? – diz a vós a meu lado.

- Como?

- Parece-me nova demais para filhos…de qualquer forma…sobrinhos ou filhos?

- Ahhh, nem uma coisa nem outra.

- Eu, sobrinhos. Raio dos miúdos querem tudo.

Sorrio e penso em dispersar.

- Não me quer ajudar?

- Como?

- Ajudar-me. Precisava de uma mão feminina que me ajudasse.

Sorri. Ajudei-o a escolher a boneca para a sobrinha. O comboio para o afilhado.

Saímos da loja juntos. Eu de mãos a abanar.

- Bebemos um café?

Acenei que sim. Quem sabe o meu presente de natal.

 

O gira discos chega ao fim da música e abro os olhos. Encontro a nossa árvore velha, as mesmas bolas e as mesmas fitas. Por baixo não há presepio. Na televisão passam os mesmos programas de todos os anos, aqueles que tu já não conseguias ouvir.

Pus a mesa para nós. Nós e a nossa música de natal.

Lá fora neva, tal como no dia que nos vimos pela primeira vez.

O filho está bom, foi passar o natal com a família da mulher. Diz que é uma casa grande, gente de bem. A filha está para fora, sabes disso. A vida aqui está difícil. Quis pagar-lhe o bilhete mas conheceu alguém para lá e quer um natal diferente.

Entendo.

As minhas irmãs lá estão. Já me ligaram a desejar boas festas.

A Lola faz-me companhia. Este ano comprei-lhe um fato vermelho, coçou-se um bocado mas depois lá percebeu que é quentinho.

Fazes-me falta tu.

Fazer bacalhau para um é esquisito. Mas fiz. Porque tu estarás sempre cá.

Olho para as bolas de natal e lembro-me do dia em que bebemos o nosso chocolate quente depois de nos escondermos da neve que depois de ligeira se impôs. Ou porque nos queriamos esconder do mundo para um momento só nosso.

Lembro-me de conversarmos como se nos conhecêssemos há mil anos. Naquela cafetaria velha, chocolate quente a aquecer as mãos que teimavam em estar frias.

Fecho os olhos e dançamos outra vez no meio da rua ao som da música que saía das lojas. Debaixo da neve.

- Posso ver-te amanhã outra vez? – perguntaste.

Beijei-te e soubeste que sim.

Pediste-me para trocarmos presentes.

- Aqui, agora.

- Não tenho nada para dar à troca.

- Tens. Quero o teu numero de telefone. Quero poder ligar-te.

Dei-te o meu número e, em troca deste-me a boneca que tinhas comprado. Não havia sobrinha nenhuma.

Nem sobrinho.

Tinhas entrado na loja para falar comigo. Contaste-me anos mais tarde.

- Entrei na loja porque vi o que mais queria este natal. E todos os outros. Tu.

 

Levanto-me da cadeira que sempre foi tua. Ponho a nossa musica no gira discos. Aquela que sempre dançamos no natal. Com a casa cheia ou só nós dois, como nos primeiros natais e nos últimos. Os momentos em que estamos sempre por nossa conta, não é? No principio e no fim.

Fecho os olhos e finjo dançar contigo. Se apertar bem os olhos ainda consigo sentir os teus braços em torno de mim.

A boa boca encostada ao meu ouvido e uma musica num sussurro….

Have yourself a merry little Christmas

Let your heart be light

 

 

E se eu fizer "não resoluções", pode ser?

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Estamos na reta final do ano e por toda a parte se fazem resoluções. Toda a gente quer ver 2016 pelas costas e dar as boas vindas ao novo ano. Como já é habito, já cansados do ano velho, em que fizemos promessas a nós mesmos, muitas vezes as mesmas de todos os anos, sempre acompanhadas da frase "mas este ano é que vai ser". Queremos que venha Janeiro numa esperança de que as chatices fiquem presas a uma qualquer estaca que faz parte do ano velho e que a 31 lá fiquem retidas as malditas.

Uns fazem resoluções, outros dizem que não querem fazer grandes compromissos, há os que não acreditam nessas coisas e os que fazem pouco dos que as fazem.

Tenho as minhas, claro, mas essas ficam só para mim. Guardadinhas em papel.

Por isso pensei em pegar no tema de outra forma. Então e se eu fizesse "não resoluções"?

Em vez de falar do que eu pretendo fazer, falo do que eu não quero fazer em 2017. É mais ou menos o mesmo mas pela negativa, só assim para ser diferente, porque tenho a mania que sou esperta ou coisa que o pareça.

De maneiras que.

 

 Em primeiro lugar, faço todas as intenções de não falecer. Essa é muito importante, porque sem essa não dá para cumprir as resoluções nem as não resoluções.

 

 Não fazer dieta, até porque está mais do que visto que não resulta.

 

 Não me escangalhar toda, diz que é coisa que doí.

 

 Não cometer nenhum crime, acima de tudo porque depois me faz anotações no registo criminal e isso tende a dificultar aquisição e/ou manutenção de emprego.

 

 Não pintar o cabelo de louro, era capaz de ficar a parecer uma ave rara pior que o Bieber.

 

 Não gastar dinheiro em coisas parvas (vá tinha de pôr aqui uma que não é para cumprir) e já agora...

 

 ... não me chatear com gente parva (outra que só cumpro p'aí até final de Fevereiro e mesmo assim lá pa dia 20 já está a ser esticadinho, que isto a magia do ano novo passa rápido).

 

 Não me candidatar à presidência da republica, não só porque não vamos entrar em ano de eleições, mas também gosto que chegue do nosso querido Marcelo para lhe querer ficar com o poiso.

 

 Não comer chucrute, que é uma coisa feia e com ar a atirar para o nojento.

 

 Não comer favas (a não ser que sejam fritas, essas já marcham).

 

 Não ir para a praia de biquíni brasileiro (já não tenho idade para isso e de qualquer das maneiras nunca tive lombo para a coisa).

 

 Não ofender outros condutores que, às 7 e meia da manhã insistem em estar mais preocupados com a batida da faixa ao lado do que em chegar a horas ao trabalho, energúmenos (esta é mais uma para não cumprir, até 2 de Janeiro devo conseguir, até porque 1 é feriado).

 

E é isto pessoas. "Não resoluções".

 

Pode ser assim?

 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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