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Em busca da felicidade

One live Manchester

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Sempre que acontece mais um ato incompreensível como o que decorreu este sábado em Londres, confesso que páro para pensar o que passará na cabeça destas pessoas ensandecidas para querer o fim de alguém que nunca fez parte da sua vida.

O que faz um tipo, a determinada altura da sua vida, acreditar que faz sentido pegar num carro e numa faca e matar pessoas? Assim, sem mais.

Podem dizer-me que são loucos e que não vale a pena pensar no que lhes vai na mente. Eu acho que só sabendo o que os leva a fazer tal coisa é que podemos ter armas para os derrubar.

Um dos fatores é certo. Falta de amor e a vontade premente de causar terror. Que todos nos enfiemos em nossas casas a tremer porque o mundo não é um sitio seguro para viver.

Não vivem, são elementos consumidos pelo ódio e querem impô-lo nos outros.

 

De todos os atos que temos visto nos últimos tempos, muitos mais do que gostaria de contar, o de Mancherter marcou-me mais. Não por ter sido um concerto. Mas por sido dirigido a um espaço onde estavam maioritáriamente adolescentes e crianças.

Meu Deus, não Te peço que os perdoes, porque acho que sabem o que fazem.

 

Ontem foi dado um concerto de tributo. Grandes nomes da musica internacional participaram, de mãos unidas com a paz, com o amor. Músicas de motivação, de força, de resiliência. Porque a única coisa que pudemos fazer contra estes loucos é mostrar-lhe que por mais ódio que tenham, jamais conseguirão aniquilar o amor que rege as nossas vidas.

 

Foi bonito ver a arena cheia de gente que se ergue e diz, a mim não me vences, porque não me aterrorizas com a tua maldade.

 

Amor. É disto que o mundo precisa. Como de pão para a boca.

 

Valem-me os dias de sol

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Mesmo com o frio valem-me os dias de sol. Os dias de fim de semana com tempo e com o sol vivo lá fora. Valem-me os momentos vividos com calma, os passeios na praia, os minutos que passam devagar, no descanso do ponteiro, enquanto olho para ti, com a tua pazinha a fazer escavações na areia da praia. Valem-me as tuas corridas em direção ao mar, que não entendes que está frio e ao mar não vamos de roupa. Quer dizer, se calhar um dia vais. Vais mergulhar vestido e saber o que é sentir a força do mar nas nossas roupas.

Mas se fores vai com juízo. Não te aventures muito e trata de ter uma muda de roupa dentro do carro.

Que não te quero doente, filho.

Valem-me os momentos as tuas palavras palradas, as que ninguém entende mas eu percebo. O areal é um mundo de possibilidades que só tu, na tua inocência entendes.

Ah, como invejo a tua inocência. Nunca a percas, filho. Essa capacidade de ver o mundo em todas as suas possibilidades, e não só as vãs.

Valem-me os dias em que não há horas, há o nascer e o pôr do sol, aqueles em que posso dizer “deixa-o estar, brincar mais um pouco” deixa…

Deixa estar. Se der tempo. Calhando a dar.

Frases comuns que de comuns nada têm na correria dos dias. Não deixo estar quando queres brincar até tarde. Tem de dar tempo, para trabalhar, para as viagens de casa trabalho, para fazer jantar e para te dar banho. Não calha a dar, tem de dar. Que outra hipótese temos.

E vivo assim a minha semana. Entra as fotografias e os vídeos que trago comigo. Aquelas que dantes eram a fotografia tipo passe na carteira do pai.

Vejo uma e outra vez e lembro-me, que daí a dias, poucos dias. Menos um hoje. Menos outro amanhã. Daí a dias é fim de semana outra vez. E o único tempo que conta é o que está la fora. É o sol que nos deixa sair e viver os minutos do tempo devagar. No descanso do ponteiro.

 

 

Have yourself a merry little Christmas

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 (O texto que se segue é original, da minha autoria e totalmente ficcionado)

 

As ruas estão preenchidas pela azafama feliz dos que comprar os últimos presentes de natal. As luzes brilham como se a vida se passasse dentro de uma bola de cristal, cuidadosamente pendurada numa árvore quase perfeita. A neve cai ligeira e adorna os gorros de quem passa. Cai quase numa suave melodia de inverno.

Páro em frente à loja de brinquedos e torno-me mais uma vez na criança que fui um dia. As luzes, os comboios e as bonecas. Espreito pela pequena fresta e vejo as famílias. Os pais procuram os presentes que os olhos dos filhos dizem ser os favoritos. As que o pai natal vai entregar naquela manhã nevosa de dia 25. Antes mesmo de saírem para construir o boneco de neve, com o nariz que é uma cenoura velha e os olhos, que, quem sabe, serão este ano dois botões de um casaco velho.

O mesmo chapéu de sempre.

Atrevo-me a entrar.

- Precisa de ajuda.

Aceno que não.

Só quero ver o rosto das crianças que correm pela loja. Cada uma com dois brinquedos, um em cada mão. Ansiosos por mostrar aos pais o que mais desejam. A menina, de saia aos quadrados e laço de cetim. A que ainda não largou a mão do pai, a que estende o dedo na direção da boneca que está na prateleira mais alta.

A musica de natal ouve-se em toda a loja. Não há chatices, nem as crianças brigam.

- Sobrinhos ou filhos? – diz a vós a meu lado.

- Como?

- Parece-me nova demais para filhos…de qualquer forma…sobrinhos ou filhos?

- Ahhh, nem uma coisa nem outra.

- Eu, sobrinhos. Raio dos miúdos querem tudo.

Sorrio e penso em dispersar.

- Não me quer ajudar?

- Como?

- Ajudar-me. Precisava de uma mão feminina que me ajudasse.

Sorri. Ajudei-o a escolher a boneca para a sobrinha. O comboio para o afilhado.

Saímos da loja juntos. Eu de mãos a abanar.

- Bebemos um café?

Acenei que sim. Quem sabe o meu presente de natal.

 

O gira discos chega ao fim da música e abro os olhos. Encontro a nossa árvore velha, as mesmas bolas e as mesmas fitas. Por baixo não há presepio. Na televisão passam os mesmos programas de todos os anos, aqueles que tu já não conseguias ouvir.

Pus a mesa para nós. Nós e a nossa música de natal.

Lá fora neva, tal como no dia que nos vimos pela primeira vez.

O filho está bom, foi passar o natal com a família da mulher. Diz que é uma casa grande, gente de bem. A filha está para fora, sabes disso. A vida aqui está difícil. Quis pagar-lhe o bilhete mas conheceu alguém para lá e quer um natal diferente.

Entendo.

As minhas irmãs lá estão. Já me ligaram a desejar boas festas.

A Lola faz-me companhia. Este ano comprei-lhe um fato vermelho, coçou-se um bocado mas depois lá percebeu que é quentinho.

Fazes-me falta tu.

Fazer bacalhau para um é esquisito. Mas fiz. Porque tu estarás sempre cá.

Olho para as bolas de natal e lembro-me do dia em que bebemos o nosso chocolate quente depois de nos escondermos da neve que depois de ligeira se impôs. Ou porque nos queriamos esconder do mundo para um momento só nosso.

Lembro-me de conversarmos como se nos conhecêssemos há mil anos. Naquela cafetaria velha, chocolate quente a aquecer as mãos que teimavam em estar frias.

Fecho os olhos e dançamos outra vez no meio da rua ao som da música que saía das lojas. Debaixo da neve.

- Posso ver-te amanhã outra vez? – perguntaste.

Beijei-te e soubeste que sim.

Pediste-me para trocarmos presentes.

- Aqui, agora.

- Não tenho nada para dar à troca.

- Tens. Quero o teu numero de telefone. Quero poder ligar-te.

Dei-te o meu número e, em troca deste-me a boneca que tinhas comprado. Não havia sobrinha nenhuma.

Nem sobrinho.

Tinhas entrado na loja para falar comigo. Contaste-me anos mais tarde.

- Entrei na loja porque vi o que mais queria este natal. E todos os outros. Tu.

 

Levanto-me da cadeira que sempre foi tua. Ponho a nossa musica no gira discos. Aquela que sempre dançamos no natal. Com a casa cheia ou só nós dois, como nos primeiros natais e nos últimos. Os momentos em que estamos sempre por nossa conta, não é? No principio e no fim.

Fecho os olhos e finjo dançar contigo. Se apertar bem os olhos ainda consigo sentir os teus braços em torno de mim.

A boa boca encostada ao meu ouvido e uma musica num sussurro….

Have yourself a merry little Christmas

Let your heart be light

 

 

Como ensinar a amar num mar de ódio?

 

Esta criança sentada numa cadeia cor de laranja. Um olhar de quem não percebe porque o mundo é assim. Vazio de esperança e amor. Um olhar de quem já viu mais terror do que carinho. Um olhar de quem já absorveu mal que chegue para uma vida inteira.

Como ensinar a amar num mar de ódio?

Porquê tanto ódio?

Olho para esta criança, talvez tenha mais um ano que o meu campeão. Olho para esta criança e tremo por dentro. O mundo perfeito que devia ter. Com esta idade não devia saber que existem outras coisas para lá do amor.

É preciso ser amado para amar. É preciso ver o bem para saber que o devemos praticar.

Vejo esta imagem e contenho as lágrimas de uma mãe que se lembra imediatamente “e se fosse…”. Para. Digo a mim mesma. Egoistamente faço porque me lembrar que não. Ai jesus, porque se fosse! Meu Deus o desespero.

O que faria por ele? Tudo. E sim, tudo o que se possa imaginar.

Imagino se esta criança ainda tem a mãe para o abraçar à noite. Se ainda vive.

O Pedro Ribeiro diz Valha-nos Deus. E que nos valha mesmo Pedro. Que não aguentamos um mundo assim.

Depois admiramo-nos que cresçam frustrados

 

Larga isso! Larga isso! LARGA ISSO! Nem sequer sabes ler! Larga isso, Matilde!

Segue-se um puxão de braço e mais alguns comandos severos iguais a estes.

 

Este foi o cenário com que me deparei hoje ao fim do dia quando fui ao continente para comprar algumas coisas que faltavam para o jantar.

Pergunto-me se será forma? Melhor ou pior. Se não há alternativa?

Os comandos severos de quem estava pouco disponíveis eram dirigidos a uma criança com não mais que 2 anos e meio. De chucha na boca estava entretida a ver os livros mais coloridos que tinha encontrado. Compreendo que a mãe podia ter outras coisas para tratar, ainda que não a tenha visto preocupada com a compra de nenhum bem nem a carregar uma cesta de compras. A própria parecia andar mais a passeio que qualquer outra coisa. De qualquer forma, creio que é de fácil compreensão que, se a mãe não estava para aí virada no que toca a estar a explicar à criança que não podia levar o que queria das prateleiras, também não será certamente para uma criança de 2 anos e meio um passeio de sonho o ir às compras ao supermercado.

Claro que, para além disso, somos nós, os pais, que temos de ter paciência para eles. Para as traquinices, para explicar o que está bem e o que está mal, para ralhar se necessário. Para fazer o melhor que sabemos, de preferência com amor e carinho. Porque quem não é amado dificilmente aprenderá a amar.

Questiono-me se não haveria outra forma. Aceito que estivesse a ter um mau dia, uma má semana ou até um mau ano. Mas não haveria outra forma?

Somos pais, mas continuamos a ser pessoas. Podem dizer-me que para mim é fácil falar, que ainda não sei bem o que são birras, que daqui para a frente é que vou ver das boas. E até aceito que me venha a arrepender do que digo. Mas faz-me confusão ver uma mãe a tratar um filho com tamanho distanciamento. Com tamanha falta de carinho. Com falta de tudo. Gritar a uma criança com 2 anos e meio, nem sabes ler, como se compreendesse completamente esse raciocínio. Só sabia que o livro era giro.

Não, não sou a mãe prefeita, nem quero ser. As mães prefeitas são uma seca, para elas e para os filhos e são, invariavelmente umas stressadas do caraças. Mas gosto de acreditar que, apesar da bruta que sou na maior parte dos cenários da minha vida, para este ser que eu escolhi que viesse ao mundo, tenho a paciência necessária. Claro que ralho, claro que às vezes respiro fundo quase como se estivesse em trabalho de parto. Claro que às vezes não me apetece ao fim dos dias cansativos que tenho, andar a correr atrás dele pela casa.

Mas ele não tem culpa, nem idade para entender.

Por isso digo, depois admiramo-nos que cresçam para ser pessoas frustradas, sempre agarrados ao telemóvel, pouco apreço têm pelos pais. Mas que apreço, aquele que não lhes foi demonstrado. Que carinho, aquele que não tiveram.

Gosto de acreditar que os nossos filhos são um espelho, pelo menos em boa parte, daquilo que lhes damos. Não de bens materiais, mas da educação, do amor, do carinho, das regras e da disciplina (bem necessária também). 

De momentos como este, em que me levanto a meio deste post para lhe ir dar um beijinho de boa noite. Em que, entre tarefas, viagens para o trabalho, trabalho, jantares, almoços, marmitas, loiça e passeios de cães, não passamos sequer hora e meia juntos. Nestes dias em que me sinto amargurada por estar pouco presente. Em que lhe dou um beijo de boa noite mesmo antes de adormecer para que nunca, nunca se esqueça o quão amado é. 

 

O teu primeiro corte de cabelo

 

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Podia ter registado este momento num livro próprio. Num daqueles que são feitos para contar as primeiras vezes de tudo. O primeiro passo, a primeira palavra, a primeira queda. Mais ou menos como o que comprei para ti. O que vou completando aos poucos, mas que já tem informação e falta. Sabes, é que tem espaço para registar a data, duas linhas para descrever o que aconteceu, mas faltam linhas para descrever o que esse momento significou para mim. Para o pai. Para nós. Cada pequena coisa uma conquista do tamanho do universo. O livro não tem espaço para isso.

Por isso registo aqui. Aponto o que quero lembrar. Sem ter que me preocupar com o espaço, sem ter que me preocupar com a letra cada vez mais ilegível. A letra destas mãos mais habituadas aos teclados que às canetas.

Hoje decidimos que te cortávamos o cabelo. Estava fora de questão levar-te à cabeleireira, jamais deixarias que alguém estranho te lavasse a cabeça, te passasse um pente, fizesse o que fosse. 

Tinha de ser eu. Com muito ou pouco jeito. Tinha de ser eu.

Um trabalho de equipa, tu na banheira, o pai no entretenimento e eu, depois de debater contigo com quem ficava o pente, eu lá te consegui aparar os caracóis.

O pai de coração nas mãos. Não me cortes demais o cabelo ao miúdo. O avó em aflição. Cortem, cortem, mas não muito. E eu, a ter de ouvir esta conversa sendo aquela que sempre disse que ninguém te tira os caracóis, só tu, um dia quando fores mais velho, e se quiseres.

No fim aconteceu o impossível, achava que não era possível ficares ainda mais bonito, ainda mais perfeito. Ficaste. O que deu uma grande ajuda ao meu trabalho desajeitado.

Agora andas aqui de um lado para o outro. O pai atrás de ti. Eu a escrever para não esquecer. Todos a fazer tempo porque já lanchamos tarde. O pai de máquina fotográfica na mão. Depois de telemóvel. É preciso registar em todo lado que os teus caracóis têm menos 2 dedos.

O amor é assim filho. Faz de nós tolos.

Quando só és filho do teu pai

Amo-te mais do que a razão pode explicar. Amo-te para lá das estrelas. Num sentimento muito maior que o Universo, numa imensidão de amor que o próprio infinito mal começa a descrever. Quando choras, choro mais por dentro. Se bates com a cabeça a minha vai latejar mil vezes com mais força. A ansiedade de não te ver na maior parte das horas do dia. O sofrimento sem fundamento de saber que posso não conseguir que a tua vida seja perfeita, sem percalços, sem tombos, feita de um azul bebé suave como nos filmes de Hollywood.

Amo-te num turbilhão de sentimentos que as palavras não permitem expressar. Mas. Aquele mas. Mas quando fazes birras. As birras de quem quer o que o pode magoar. As birras de quem quer o que não pode ter. As birras de quem se sente um pequeno rei porque é tratado como um grande príncipe. Nesses momentos meu amor, nessas fracções de segundo que se transformam em minutos que mais me parecem eternidades porque detesto ver-te a chorar. Nesses momentos meu príncipe, só és filho do teu pai.

- O teu filho ainda não parou de fazer birra. Quer ir desarrumar o guarda fatos.

O teu filho. Só teu. Que o meu, o que saiu do meu ventre é perfeito. Não faz birras. Só sabe sorrir, dar beijos e abraços. Compreende tudo e está sempre de bem com a vida.

O teu filho. Ó tu que tens defeitos. Diferentes dos meus. Que os meus eu não vejo, ou não quero ver.

Quando fazes birra és só filho do teu pai. E eu lembro-me da minha vida antes de ti. Antes de lidar com birras, antes das noites mal dormidas. Da vida em que decidia o que queria fazer. Em que punha e dispunha do meu ser. Era o comandante deste navio.

O grito seguinte de quem ainda não mostrou a sua frustração da forma mais plena traz-me de volta ao presente.

És mesmo filho do teu pai. O teu filho está a fazer birra.

Mostro-te tudo aquilo a que podes chegar. Tento as caretas habituais e aquelas de que ainda não me tinha lembrado.

Hoje gostaste que fizesse de velho fanhoso. Esqueceste as lágrimas e os gritos. Trocaste-os pelas gargalhadas que me enchem o coração.

És meu filho outra vez.

Dás-me um abraço só porque peço. Encosto o meu nariz à tua nuca e sinto o teu cheiro. Aquele que é só teu. E percebo o quão vazio era o meu mundo antes de teres nascido. Abraço-te num amor sem fim, num pedido de desculpas por ter pensado na minha vida antes de ti. Não faz sentido, porque a vida sem ti não faz sentido.

Sorris e estás contente.

E és meu filho outra vez.

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