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Em busca da felicidade

Arriscar e ser feliz: do Ikea para o Tuk Tuk

Se eu fosse uma blogger em condições começava este post com a fotografia da pessoa sobre a qual vou falar. Mas, como sou uma trapalhona que só se lembra das coisas 5 minutos depois de precisar delas: não tenho.

Fomos dar um passeio a Lisboa. Ser turistas na nossa cidade. Tentar ver o que normalmente nos passa ao lado.

Conseguimos as duas primeiras. A terceira não deu porque passámos o tempo de olhos postos em sôtor que nos dizia:

- Sojinho! Laga mão!

Primeiro objetivo: andar de elétrico.

Eu nunca tinha andado de elétrico e sôtor gosta muito do episódio do Ruca em que a mãe o leva a andar de metro. Assim, e porque de metro não há nada para ver pelas janelas, optámos por ir dar um passeio de elétrico.

Deixámos o carro perto da Cordoaria Nacional (quem também ainda não conheço), aproveitámos para passar na Universidade onde o pai estudou e para lhe falar na importância dos estudos e que se eu o apanho de fato preto armado em esperto a mandar miúdos lamber o chão lhe dou umas vassouradas.

Ultrapassado o momento pedagógico, apanhámos o 15.

Muitos dos passageiros eram estrangeiros e sôtor, rapaz de muita socialização, conseguiu estabelecer amizade com duas senhoras francesas.

Saímos na Baixa e percorremos as ruas. 

Comprámos um bolo para sôtor - que acabámos por comer nós - porque os queques saudáveis que a mãe lhe levou não eram tão atrativos.

A seguir passámos por várias lojas de lembranças porque sôtor queria comprar, e passo a citar: «uma tralha».

Sempre que vamos a algum lado quer levar qualquer coisa, eu digo-lhe sempre: «filho, são tralhas». Então ele não se apoquenta, quer levar uma tralha.

 

No fim do passeio estávamos entre voltar de elétrico ou apanhar um Tuk-Tuk. O Nuno nunca tinha andado, o pequeno sempre que passeamos por Lisboa pede para andar e eu, eu já andei e adoro.

Foi então que nos decidimos por uma pequena viagem de Tuk-Tuk.

Perguntámos preço, acertámos agulhas quanto ao passeio e lá fomos nós.

Foi aqui que conhecemos o Filipe.

Um excelente guia. Apesar de nos saber portugueses e de já sabermos algumas curiosidades sobre a cidade, especialmente questões de história em que o Nuno é barra, tentou fazer da experiência algo de especial.

- Deixem-me cá ver se me lembro de uma curiosidade que normalmente as pessoas locais não sabem...já sei! Sabem quem é o Santo padroeiro de Lisboa?

- Santo António. - respondemos em uníssono.

- Pois, eu também pensava. É São Vicente. Tanta coisa com Santo António mas depois é São Vicente o Santo padroeiro.

Prosseguiu então para nos contar a história de São Vicente e de como está ligado à bandeira de Lisboa.

Eu, que gosto de história mas gosto mais da história das pessoas perguntei-lhe:

- Então e está nisto do turismo há muito tempo?

- Há três anos dei a volta à minha vida. Trabalhei 5 anos no Ikea e um dia perguntei-me onde é que queria estar daí a 5 anos. Percebi que não era ali.

Comprou aquele Tuk-Tuk, já tem mais uma carrinha que faz tours em Sintra, na Nazaré e a Fátima. Até já se meteu no aluguer de apartamentos para turismo.

Diz que há vantagens e desvantagens de ser patrão, mas está a fazer uma coisa que gosta e isso vale muito.

No verão e primavera trabalha mais de 12 horas por dia, mas no inverno a coisa acalma e tem mais tempo para a família, até porque agora tem em casa um bebé de 4 meses.

Gostei tanto da viagem como da conversa que tivemos naqueles 20 minutos.

O Filipe é alguém manifestamente satisfeito com a vida e estou certa de que apesar das horas ausente, o tempo de qualidade que pode dar ao filho vale ouro. Para não falar que um pai satisfeito com a vida tem muito mais alegria para esbanjar, apesar de ter pouco tempo, do que alguém que ainda não encontrou o seu caminho.

 

Como disse não tenho foto porque sou uma pessoa muito pouco profissional, mas o Nuno pediu um cartão ao Filipe e aqui fica o link da página de Facebook.

Visitem e já sabem, se quiserem ir ver a Madonna a Sintra já têm quem vos organize o passeio. 

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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