Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Em busca da felicidade

"Pensa lá bem nisso outra vez" ou "Think twice" da Celine Dion

Sempre que ouço esta musica lembro-me dos dias de ferias que passava na casa da tia Rosa. Quando me sentava na sala minúscula das aguas furtadas onde ainda hoje vive. Eu a ver o top mais e a minha prima Sónia a acabar de arrumar a casa antes de se vestir.

Ficava sempre encantada a ver a minha prima a arranjar-se. Tinha o corpo bem torneado e de uma mulher crescida, exatamente como eu queria ser quando crescesse.

Vestia roupas feitas pela minha tia. Ideias tiradas das revistas. Sais custas. Saltos altos. Vestidos justos. Cabelo volumoso e lábios pintados com batom. Levava-me a passear por Almada. Tinha paciência para mim. Fazia-me sentir importante.

Na altura já percebia mais inglês do que a professora ensinava na escola, por isso é que as aulas me maçavam. Entendia tudo o que era dito na letra da música e, apesar de não lhe conseguir tirar sentido, parecia-me bem. Afinal de contas a moça sofria enrolada num lençol por causa do moço das jardineiras que passava o dia a cortar gelo no calor do Texas.

Este fim de semana, enquanto descascava legumes para a sopa do miúdo, ouvia esta musica a mais de 20 anos de distancia. Lembrava-me das tardes passadas na casa da tia rosa e dei comigo a pensar que a Celine é boa a matemática porque sabe que "when you're halfway up you're always halfway down", o que, ao que pude apurar, era uma coisa que o escultor de gelo não tinha acautelado. Devia fazer os trabalhos a olho.

 

 

O hipocondríaco

como-saber-se-sou-hipocondriaco-6.jpg

 

O hipocondríaco pensa sempre o pior. Um pontada não é apenas uma pontada: é uma falha num órgão. Um espirro pode sempre ser uma pneumonia ou cancro do pulmão. Para o hipocondríaco um esquecimento é uma falha de memória, e uma falha de memória pode ser Alzheimer.

Estava a ligar para o Hospital para saber quando fica pronto um exame, a senhora pede para confirmar telemóvel e e-mail. Embrulhei-me toda para dizer o telemóvel, parece-me que por breves instantes o numero se sumiu da minha cabeça; a verdade é que o tenho decorado de 2 em 2 números e quando tento dizer de 3 em 3 baralho-me toda.

A minha cabeça não vê isso da mesma forma, numa primeira instância.

Enquanto ouvia a musica lá do Hospital pesquisei sobre Alzheimer. Pesquisei sobre falta de memória. Pesquisei sobre demência.

Depois escrevi isto porque gosto de me rir depois de me deixar acreditar na desgraça.

 

No livro «E a Louca sou eu», a Tati Bernardi diz, a determinada altura, que um dos seus namorados – que era psiquiatra – a tranquilizou dizendo-lhe que: «quem tem medo de ficar louco, não fica louco».

Desde que li essa frase que vivo mais descansada. Ainda assim...nunca fiando...

 

Os brutos também procuram a felicidade

Existe uma ideia fantasiosa, mas muito atual, de que as pessoas que procuram a felicidade têm todas um determinado perfil. Não se apoquentam, não gritam, não têm maus dias; até porque para esses arranjam sempre uma frase inspiradora que tudo resolve.

As pessoas felizes têm sempre fotografias coloridas no Instagram, têm textos sobre o interior de si mesmos no facebook, comem sempre muitas bagas de coisas várias e nunca se fartam das suas opções. Aparentemente as pessoas felizes nunca se arrependem de nada. Não se passam dos carretos e sabem que as decisões tomadas foram sempre «a melhor com a informação que tinham à data».

As pessoas felizes têm roupas de cores leves e têm fotos tiradas por pessoas sorrateiras que as apanham a pensar no jantar quando estão à beira mar pontapeando as ondas com o biquinho do pé por forma a tapar a parte menos jeitosa da perna pousada.

As pessoas felizes têm tralha de praia a condizer e acham que os cocós dos filhos cheiram melhor que o perfume francês mais caro (estava a tentar lembrar-me de um nome mas não me ocorre nenhum porque sou pobre, e o ultimo perfume que comprei era do Boticário).

Estas pessoas felizes amam-se sempre buedesde e nunca dizem «fodasse ou foda-se lá mais esta merda!», as pessoas felizes de alma dizem «ora bolas!» e seguem à sua vida.

As pessoas felizes, aparentemente, não sabem o bem que faz à alma mandar uma valente caralhada quando as coisas correm menos bem. Para não dizer: quando correm mal como a porra! Não sabem o prazer de mandar o windows para a puta que o pariu quando o cabrão insiste em não abrir o Excel que precisamos. Não sabem o que é chamar de cabra à gaja boa que aparece no Instagram, porque desejamos profundamente ter umas nalgas iguais às dela. As pessoas felizes, sempre felizes, não sabem como sabe bem ser bruto com a vida.

Gosto de frases bonitas e de fotografias bem tiradas. As ultimas até as invejo, para dizer a verdade. Gostava de ter talento com a máquina, mas o talento não quer nada comigo em vertente alguma. O mal das frases é que se parecem tanto a lugares comuns. O enfado é que muitas vezes (e digo muitas, não todas) parecem saídas de vidas que não sabem lá muito bem o que a vida custa. Mas lá está, também não têm de saber.

«Sabemos lá nós da vida dos outros!», foi uma frase que me ficou. Porque é verdade; sabemos sempre bem como gerir a vida dos outros, como achar que podem fazer o que nós fazemos, mas sabemos lá nós dos contornos da vida alheia.

«Ser feliz é uma escolha!", já li, já ouvi, já contestei. Ser feliz não é uma opção como a cor da camisola que se veste. Aliás, se pensarmos bem nem essa, até a camisola que vestimos está disponível num numero limitado de cores. É como a felicidade. Está limitada a um numero de momentos. Alguns de nós são agraciados com mais, outros com menos. Alguns têm a capacidade de perceber quando a felicidade lhes bate à porta, outros só dão por ela quando estão novamente na fossa.

Ser feliz não é uma escolha (na minha modesta opinião), nem tão pouco é uma condição (outra vez na minha modesta opinião). Ser feliz é um momento, que se segue por outro menos feliz, que se segue por outro raivoso, que se segue por outro indiferente, que se segue por outro feliz, que se segue por outro infeliz e por aí em diante.

Cada um encara a sua felicidade de maneira diferente.

O brutos fazem-no à sua. Sem frases feitas. Sem o nascer nem o pôr do sol atrás; muito provavelmente porque no primeiro estão a caminho do trabalho e no segundo ainda estão por passar a 25 de Abril.

Eu vivo na categoria dos brutos.

Ainda assim gosto dos Instragrams coloridos. Aliás é um ponto de melhoria para o barraco: criar uma conta como deve de ser no Intagram, uma coisa que valha a pena ver. Mas também gosto de coisas divertidas, que me tirem uma gargalhada de quando em vez. Aquela coisa do: «acredita em ti!» de segunda à sexta é um pouco de amor próprio a mais para mim.

Não gosto que me digam que: «não se dizem essas coisas», como se existissem frases da felicidade e frases do diabo; como se mandar alguém à merda fosse sinonimo de falta de amor próprio. Muito pelo contrário.

Que se dê um desconto aos brutos, eles também procuram a felicidade.

 

#afinfanamotivação

#tambémseiinspirar

#senãosoubesseinspirarjátinhafalecido

 

Estive quase para comprar

Hoje durante a hora de almoço estive quase a comprar o livro “Ama-te” do Gustavo Santos. Sei que já há mais dois, a versão 2.0 e há outro em pré-venda; mas eu tenho de começar por baixo, é como num curso de Excel, se começamos com as formulas antes de saber usar as células está tudo lixado. Somos bem capazes de baralhar o amor todo e começar a afagar carinhosamente o caixote de lixo lá de casa.

Pois que enquanto senhor meu esposo se mergulhava entre os livros em promoção (raça do homem anda sempre à babuja de descontos), eu peguei no único exemplar que havia no Continente e pus-me a folhear. Aprendi muito só com os títulos e encontrei um que gostei particularmente: «Dá-te», assim de uma forma assertiva. Eu pensei para comigo: isso mesmo, havias de te dar aquela mala que viste ainda há pouco.

Vou ter com senhor meu marido e digo:

- Vês, o Gustavo diz «Dá-te» e eu havia de me dar qualquer coisa.

- Dás, dás. No estado em que está a conta, dás-te uma garrafa de azeite e um pacote de flor de sal. Que é o que viemos buscar.

Meto a viola no saco e pouso o livro do Gustavo. Já que não tenho meios para cumprir com o que lá está, não vale a pena viver na ilusão de uma solução.

 

(Humm, que tal este fim, até rima! Eu devia mesmo dedicar-me à inspiração, ser uma inspiradora…)

 

Sinto saudades de fumar

Só quem já fumou sabe o prazer que existe em estar sentado numa esplanada, pedir um café, sentir-lhe o aroma e acender um cigarro. A mistura do ar quente carregado de nicotina, misturado com o cheiro intenso do café. A mescla de sabores.

Fui fumadora durante 11 anos.

Cresci numa casa de fumadores. O meu pai fuma, todos os meus irmãos fumam, uma das minhas cunhadas fuma, a minha tia fuma, as minhas primas fumam. Enfim, é muita gente a fumar.

Sempre fui contra o tabaco e sempre azucrinei a cabeça do meu velhote para que deixasse de fumar.

Depois entreguei-me eu ao vicio.

Comecei a fumar com 19 anos. Tinha entrado para a faculdade (sim, a matemática lixou-me um ano) e, desafiada por uma colega, experimentei. Sim, já sei que já tinha idade para ter juízo e tudo e tudo, mas experimentei. A verdade é que gostei. Gostei de estar ali sentada, na explanada do café da faculdade, com o meu cigarro na mão e um cafezinho quente à minha frente.

Daí para me tornar fumadora foi um saltinho.

O tabaco sabia-me bem, retirava-me o stress, era um quebra gelo. Era a desculpa perfeita para sair de uma sala cheia de gente, ir apanhar ar e “fumar um cigarrinho”, ou “ir ao vicio”.

 

Em 2009 deixei de fumar. Um ano depois, em 2010, voltei. A verdade é que me ajudava com o trabalho stressante que tenho. A pausa era fundamental para descansar a cabeça e voltar para os afazeres.

 

Quando engravidei enjoei tudo. Incluindo o café e o tabaco. Desde aí nunca mais consegui fumar.

É verdade, não consigo mesmo. Acreditem, é estúpido, mas já tentei. Num momento de maior stress e ansiedade estava por tudo. Desci as escadas de casa e fui ao café comprar um maço de cigarros. Pensei: «sempre me acalmou, pode ser que funcione para me tranquilizar.», nada. Ainda tenho o maço dentro de uma gaveta da cozinha. Não tenho a menor vontade de lhes pegar.

 

Mas – e agora vai tudo chamar-me de otária – às vezes tenho saudades. Às vezes tenho pena de o tabaco já não me saber bem.

Porque eu gostava de fumar. Dava-me prazer. Gostava de me encostrar à janela da cozinha, mesmo a um cantinho para o fumo não entrar. Pousar a minha chávena de café em cima da máquina de secar. Fumar o meu cigarro e beber o meu cafezinho.

Nenhuma destas coisas me dá qualquer prazer hoje em dia. E há momentos em que tenho pena. Porquê? Porque quando estava mais em baixo sabia sempre que um cigarrinho e um café melhoravam logo as coisas. Nem que fosse milímetro e meio.

 

Com isto, e antes que me atropelem com um trator enferrujado, não tenho qualquer intenção de voltar a fumar. Se o meu anjo da guarda existir e for leitor da tabanca (o que é um mau indicio para o anjo porque significa que em vez de estar a trabalhar nas coisas que lhe peço anda na net) fica já avisado: «isto é um desabafo, não é, REPITO, não é um queixume, nem um pedido!».

 

A vida de quem tem medo

A vida de quem tem medo é menor.

É mais cinzenta.

Quando a luz está acesa parece nunca iluminar o suficiente.

A vida de quem tem medo preenche-se de dias muito iguais.

Às vezes sempre iguais.

Demasiado iguais.

Tão gémeos uns dos outros que a menor variação aumenta o ritmo cardíaco.

O coração bate perto da boca.

Parece sufocar.

Parece que vai rebentar.

Parece que nada o pode acalmar.

A vida de quem tem medo nada sempre no rio conhecido.

Não se atreve em alto mar.

Os perigos que se sabem são muitos, os que se desconhecem ainda maiores.

A vida de quem tem medo redunda na morte.

Numa morte inesperada.

Não controlada.

Súbita.

Parva.

Num fim que se deseja tardio.

Na vida de quem tem medo a morte aparece mais vezes que no fim.

Morre-se um pouco de cada vez que pensamos que a maldita pode vir.

Na vida de quem tem medo há momentos que se vivem como se de um filme se tratasse.

O «até logo» reveste-se de um «adeus» que parece eterno.

«E se digo até logo mas já não volto?»

«E se o teu pedido para ficar, assim, só mais um pouco, assim, só hoje, for premonitório?»

Os ses que rodam e atormentam.

A racionalidade que se quer impor, mas que o animal não deixa.

O coração ainda bate forte demais.

Uma pontada debaixo do braço.

Alguma dificuldade em engolir.

As pernas parecem não querer responder. Ainda que continuemos a caminhar.

«Põe aquela musica.»

E a musica toca. Toca mais alto.

«Muda de musica. A outra...»

E o coração bate perto do pescoço.

«Sim, agora sinto-me confiante.»

Mas estava melhor sentada na minha cadeira de todos os dias.

A fazer as coisas de todos os dias.

Os dias sempre iguais.

Não sei em que momento o medo tomou conta da minha vida.

Antigamente não o sentia.

Diz que um coração que sofre é um coração que é amado.

Se calhar é isso.

O medo de perder o amor.

 

(não é um poema, não é um texto, nem sequer é uma lista. é uma coisa que escrevi em 3 horas de espera)

 

O facebook e a feira da minha terra

Quando eu era miúda vivia numa vila pequena da Margem Sul que dá pelo nome de Corroios. Hoje já nem sei se é vila, se o que será. Mas também não importa para o caso. O que importa é que em Agosto dava-se o acontecimento do ano: a feira de Corroios. As ruas eram fechadas ao trânsito e davam lugar às bancas dos feirantes: pipocas, algodão doce, cachorros quentes, mel, charcutaria diversa, chupas&rebuçados, mantas, rifas. Tudo acabava nos carroceis e nos carrinhos de choque. Os meus irmãos iam andar de carrinhos, atirando as viaturas uns contra os outros, eu, porque era pequena demais para essas andanças (e porque uma menina não anda à pancadaria em carros sujos), ia com os meus pais ao leilão dos cobertores. Era uma senhora gorda, que falava alto que chegasse para não precisar de um altifalante. Abria a porta da carrinha, repleta de mantas, cobertores, lençóis com folhos, toalhas de um turco nunca visto. Dava o mote para base de licitação e ali estávamos, a ver quem levava o cobertor com o desenho do leão para casa.

Até chegarmos à dita carrinha cirandávamos pelas outras bancas. Raras vezes íamos comprar alguma coisa, por isso o recado: «veem com os olhos, não se mexe no que não se vai comprar, não se chateia quem está a trabalhar». A minha mãe gostava pouco daquela gente que, aos seus olhos, fazia pouco de quem trabalhava. Porque eles andavam sempre por ali. Entravam nas bancas, mexiam em tudo, criticavam o produto, perguntavam o preço, criticavam o preço, que o bem «não vale isso nem que você se pele», pousavam o bem, criticavam o vendedor, não tinha jeito para atender os clientes, assim não havia de vender nada.

Estas pessoas nunca estiveram interessadas em comprar nada. Umas porque nem dinheiro tinham, outras porque achavam interessante fazer pouco de quem vendia na feira. Eles que trabalhavam em escritórios ou em lojas finas de perfumes eram muito melhores que «aquela gente».

Hoje acho que estas pessoas têm todas contas no Facebook, entram nas páginas públicas dos outros e, apesar de não gostarem do que são, ou apesar de os invejarem, ou seja lá pelo que for, entram. Para eles é o mesmo que entrar numa loja para implicar com o dono, implicar com a vendedora. Criticam o que a pessoa é, o que a pessoa disse, o que a pessoa não disse, o que a pessoa vai ser daí a 5 anos e ainda regateiam a profundidade da bosta que dizem.

É a feira de Corroios chutada para a estratosfera digital. A massa de gente que vai, gosta. Quer que a feira volte. Respeita. Depois há os nichos de gente que ciranda a terra como se estivessem a fazer um favor a Deus nosso Senhor. São uma espécie de bullys sociais, ou apenas os idiotas que antigamente se sentavam ao canto da taberna, mas agora têm um telemóvel com touch screen.

 

Tenho um profundo respeito pelo Nuno Markl, faz-me rir, e eu respeito pessoas que, sem me serem nada, me alegram o dia. Penso que de todos os humoristas é o mais inofensivo. Não que os demais sejam ofensivos, acho que não há nenhum de que não goste, e adoro os mais ácidos. Fazer rir não é fazer mal. Fazer mal é deixar um animal abandonado à sua mercê, preso num rail. Fazer mal é ver alguém cair e, em vez de lhe estender a mão, desviar-se para que não impacte 2 cagagésimos o seu dia. Fazer mal é sair do meu caminho para ofender alguém só porque essa pessoa disse o que pensava.

 

A maldade das pessoas resume-se à sua frustração, má formação, ignorância e maldade. Fazer rir é um trabalho difícil e pessoas como o Nuno trabalham todos os dias para alegrar alguém, para arrancar uma gargalhada num dia de merda. Essa é a vitoria do seu dia de trabalho. Vejam como é difícil.

Ser humorista não é ser médico, mas quando estamos na merda e nem os médicos conseguem ajudar só há uma coisa a fazer: rir. Rir muito disto tudo.

 

Hoje, quando vi a mensagem do Nuno Markl no Instagram lembrei-me da feira da minha terra. Lembrei-me das pessoas que entravam nas bancas de quem estava a trabalhar, não queriam comprar nada, só queriam estragar-lhe o dia.

 

Espero que o Nuno pense o mesmo que a senhora das toalhas de mesa e saiba que: «estes cabrões só para aqui vêm para me dar conta da mona». Que os mande pastar e nos continue a fazer rir, mas rir muito. Eu cá sei a falta que ele me faz todos os dias a caminho da 25 de Abril.

 

 

Um desafio em 10 perguntas...

O João - que foi desafiado pela Joana, que foi desafiada pela Carol - desafiou-me para responder a uma lista de 10 perguntas. 

Muito obrigada pelo desafio conterrâneo João, tentarei fazer o melhor, sendo certo que, como sabe, aqui no tasco a fasquia é sempre rasteira.

 

Ora cá vai alho, desviem-se:

 

1 - Oferecem-te uma viagem no tempo que não podes recusar. Que época escolhias?

Fico dividida. Há duas pessoas na história mundial que gostaria muito de ter conhecido. Uma delas é a Jane Austen, por isso gostava de dar um saltinho ali a 1800. Se possível apanha-la a escrever o «Orgulho e Preconceito». A outra pessoa que adoraria ter tido o privilegio de conhecer é Albert Einstein; por isso acho que gostaria de dar um saltinho a 1920, acho que seria uma altura interessante para o conhecer.

 

2 - Um filme que te arrependes de ter visto?

«A árvore da vida». Segundo li mais tarde, nem os atores entenderam o filme quando o viram. O tipo que filmava parecia estar sob o efeito de alguns alucinogénios poderosos e a meio do filme espetam com 15 minutos de imagens de screen savers que, alegadamente, representam o inicio de tudo. Para mim são screen savers.

 

3 - Fotografar ou ser fotografada?

O ideal era nenhuma. Fotografo mal e fotografada fico ainda pior. De qualquer forma, imaginemos que até faço um trabalho de fundo na minha auto-estima; preferia ser fotografada que fotografar.

 

4 - Se tivesses obrigatoriamente de apagar o blog amanhã, qual era o título do último post que irias escrever no blog?

«Lamento mas tenho de bazar porque estão a correr comigo do Sapo». Visto que era por obrigação. E depois metia a boca no trombone, dizia tudo o que sabia do Sapo, que anda metido com outra sapa que não é a mulher dele e coisas desse género.

 

5 - Tens [ou já tiveste] alguma celebridade que consideres como o teu ídolo?

Não gosto do conceito de ídolos. Acho que é uma forma de colocar alguém num patamar acima do patamar humano. Tenho muito presente que todos nascemos de um sitio muito parecido e que vamos para um muito igual, pelo que tudo depende do que fazemos no entretanto.

Dito isto, admiro mulheres inteligentes, com humor, com presença, com voz própria. Gosto muito da Tina Fey. Numa nota completamente diferente, gosto muito da Helena Sacadura Cabral. E assim de repente são os nomes que me ocorrem.

 

6 - Uma saída com amigos: discoteca até de madrugada ou jantar e ficam todos em casa a conversar?

Eu sou uma pessoa que já avança para uma certa idade; de maneiras que....para moimeme (mesmo assim: moimeme) seria jantar e vão todos fazer ó-ó. 

(Faço notar que é fazer o ó-ó mesmo e cada um, ou cada casal, para sua respetiva cubata).

 

7 - Qual foi a frase que alguém alguma vez te disse e que nunca esqueceste [não precisa de ser profunda, há frases que simplesmente nos ficam na cabeça]?

Há já alguns anos atrás visitávamos o antigo senhoria do Nuno, o senhor estava a passar por alguns problemas de saúde e, no seguimento da nossa conversa disse-nos uma coisa que nunca mais me esqueci: «viajem, passeiem, conheçam. porque um dia alguém pode vir e levar tudo o que temos. mas ninguém pode tirar o que os nossos olhos já viram». Achei bonito e verdadeiro.

 

8 - Quando estás no carro ouves rádio ou escolhes a música que queres ouvir?

Por acaso antigamente não era fidelizada a rádio nenhuma, andava sempre à pesca das musicas que me apetecia ouvir. Mas hoje em dia é sempre rádio. Por regra a Comercial.

 

9 - Se pudesses voltar atrás no tempo e dizer alguma coisa que ficou por dizer [porque só te lembraste depois, é o que acontece sempre], o que dirias?

Bom, eu sou aquele tipo de pessoa que, em 99% das situações diz coisas inusitadas e que depois, ali 5 minutos depois, se lhe escorrem as palavras certas. Por isso, se calho a voltar atrás tinha de reescrever a maior parte da minha vida. O que vale é que a memória também já está pela hora da morte e eu já não me safava a lembrar-me da porcaria que disse e do texto eloquente que a substituiria.

 

10 - Se pudesses conhecer mais alguém dos blogs, quem seria? 

Ora bem. Isto para mim o mundo dos blogs é uma coisa vasta. Ele há os meus blogs de referência, aqueles que eu já lia antes de me meter nisto. Esses são: o «Cocó na Fralda», cuja autora já conheci e contactei nos Clubes de Leitura organizados pela mesma. É uma pessoa super simpática, acessível, um prazer conhece-la. O outro é o: «Dias de uma Princesa», não conheço a Catarina Beato, contudo tenho uma colega de trabalho que é sua amiga desde a infância. Coincidências.

Há ainda uma terceira blogger que eu gostava de conhecer que é a Joana Ferreira Duarte do blog «Perna Fina», acho que é uma miúda com uma história muito gira; ela própria é muito gira, super confiante e um bom exemplo, porque é uma mulher como qualquer outra que encontrou uma forma excelente de se valorizar pelo que é. Gosto dela e gosto do espaço. Ela certamente detestaria o meu, não só porque não gosta, de todo, de erros ortográficos (e toda gente sabe que vai na volta e eu tropeço na gramática e baralho letras); e porque é professora primária.

Odespois...

Temos a malta aqui da Sapolândia.

O João eu já conheço. A Joana não quero conhecer. É pessoa para me deixar os cotovelos gretados com inveja, por isso, vai de retro!

Ficam-me assim duas almas (que ainda estão em seus corpos, quero acreditar) que eu gostava de conhecer. Uma delas é a Marta Elle, é sempre uma querida. A outra é uma figura nova aqui na Sapolância, mas gosto do nome do blog e gosto de malta que ralha consigo mesmo em frente ao espelho. Falo do Triptofano.

 

Dito isto, é para chutar a bola para outro, certo?

Então é assim, entre a Marta e o Triptofano vou passar ao Triptofano, unicamente porque o rapaz é novo nesta vila sapatória e é uma forma de saber que às vezes há estas coisas dos desafios.

 

Assim, Triptofano, não tenho alterações a fazer às questões, o palco é teu...

 

------ Gostar da Página ------

----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

----- Seguir no Bloglovin -----

Follow

------Blogs de Portugal------

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

------- Mais sobre mim -------

foto do autor

------------ Arquivo ------------

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D