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Em busca da felicidade

Adeus "Em Busca da Felicidade"

 

Antes de irmos ao assunto quero desde já tirar da frente alguns pontos fundamentais:

  • Não vou deixar de ter um blog;
  • Não vou deixar de escrever;
  • Quem tem parafusos a menos e persiste em ler este tipo de "coisas", chamemos-lhe assim, terá possibilidade de o fazer...mas noutra tabanca;
  • Não vou abandonar a Sapo pelo que quem subscreveu os meus blogs, mesmo que o tenha feito à espera de outra coisa e agora não retire a subscrição porque pode parecer mal; pode ficar descansado, continuarei a escrever para vós.

Ufa, agora que estamos entendidos posso prosseguir. Detesto mal entendidos e de facto arreliam-me aqueles textos de adeus que depois são para dizer nim e pim e pom e toma lá um titulo bruto à babuja.

 

Quem lê as minhas parvalheiras sabe que já ando há muito tempo cansada do nome deste blog. Fez todo o sentido no dia em que o criei, estava meio tantan da cabeça, com as hormonas da maternidade em ajustes grotescos, a noção de trabalho pelo bem estar, união, alegria de toda uma pequena família de um careca e dois guedelhudos. Ao principio os textos eram mais apelativos ao sentimento e gradualmente, conforme a vida foi assentando na normalidade e eu fui tendo conversas de "pshit olha lá ó neurónio choninhas..." com o meu interior, foram aparecendo textos mais brincalhões, à procura de umas gargalhadas, as minhas e as dos outros. Foi-se tornando em algo bem diferente daquilo que o nome prometia. Porque convenhamos, quando uma pessoa lê "Em Busca da Felicidade" está à espera de textos inspiradores, frases positivas e de esperança, o pôr do sol atrás e a lamechice como musica de fundo. 

Foi deixando de fazer sentido.

Por isso comecei por martelar a minha cabeça, mudava ou não o nome? Criava outro blog ou arriscava perder os links deste?

Cheguei a uma conclusão relativamente rápida, até porque não tenho pachorra para andar a arrastar temas e decidi-me: o "Em Busca da Felicidade" vai acabar, tal como acaba um caderno em que anotamos ideias. Chegou à ultima página e faz sentido passar para outro caderno. Um com um nome completamente diferente.

Pus-me a pensar e desencantei uma lista de nomes, mas foi o meu rico marido, do alto da sua sabedoria e permanente apoio, que me sugeriu o nome certo.

O blog novo já está pronto, quem me segue no facebook até já sabe como se chama. Vai ao encontro do que eu acho que devia ser. E se quiserem saber porquê têm de dar um salto até lá na segunda feira e ler o primeiro post.

O "Em Busca da Felicidade" trouxe-me a satisfação de escrever, a vaidade de ver post partilhados pelo Sapo, o jubilo de angariar 6 leitores relativamente fixos, sendo que 3 são familiares (tenho mais família mas nem os laços de sangue conseguem aguentar isto); mas agora está na hora de passar a outra.

Manter-se-á acessível a quem quiser ler, mas não vai haver espaço para comentários, convenhamos que não há pachorra para andar a responder a comentários de textos velhos.

Por isso, e para quem queira continuar a fazer leituras aos meus textos, podem encontrar-me aqui.

 

Há - sem margem para dúvida - coisas que só me acontecem a mim

Na semana passada coloquei um post parvo - como aliás são praticamente todos os posts que faço - sobre ir viver para a Suíça. Ao que parece existem algumas iniciativas para voltar a povoar uma aldeia perto dos Alpes. A questão é que depois de ler a noticia na integra é fácil compreender que não é nenhum mar de rosas nem ninguém está a dar terras como fizeram há umas poucas de centenas de anos nos EUA. 

Dito isto, que é tudo perfeitamente normal - eu escrever coisas parvas e noticias com headlines que depois não são bem aquilo que se estava à espera, o que se chama de isco - comecei a ter um numero de visitas aqui na tabanca que é uma coisa acima do normal. Por regra são 5 ou 6 pessoas (eu sei, pela forma como normalmente escrevo parecem ser mais, mas não...) e agora estamos nas centenas diárias. "Ca raio?!", pensei de mim para mim.

No dia seguinte percebo que a maioria das visitas tem origem no Brasil, e assim se tem mantido. Tudo pessoas que leram este post parvo e acham que eu sei alguma coisa sobre ir viver para esta aldeia. Presumo que tudo acontece por causa do titulo, as pessoas leem o "Bora lá..." mas o resto tá quieto! É mais ou menos como a black friday, as pessoas sabem que o desconto é de 50%, agora do quê....é outra conversa.

Vai daí e tenho recebido comentários e e-mails a solicitar que indique como é que se inscrevem. E eu apago, porque a verdade é que não sei, e não me apetece explicar aquilo que as pessoas poderiam sabem caso se dessem ao trabalho de ler a noticia ou o texto; se têm e-mail têm acesso à net e se têm acesso à net têm acesso ao mesmo que eu, por isso: informem-se porra!

E é isto, coisas que me acontecem e me irritam um tudo ou nada, porque não vejo melhorias na condição humana. Estamos a falar de pessoas que me mandaram até o contacto telefónico. Mas tá tudo maluco ou quê!?

Enfim, a minha fé na espécie humana já está por um fio, e com estas coisas nem sei como é que ainda existe.

 

"Oi, que conduzes linda!?"

2018-hyundai-kona-3-of-38.jpg

 

A Hyundai tem um novo carro no mercado, um SUV bem giro de nome de nascença "KONA". Por, chamemos-lhe, inconsistências com a língua de Camões, ou melhor, de Bucage, foi alterado para KAUAI.

É uma pena, penso que é mesmo uma pena. Eu não comprava porque não sei qual seria a reação do meu marido a ter de andar pelas estradas de Portugal a conduzir um KONA. Eu própria, que sou uma pessoa muito comedida, não me sentiria muito confortável ali a conduzir forte um KONA.

De qualquer forma, não consigo deixar de imaginar aquele cenário cliché de engate, em que à saída do ar o tipo quer acompanhar a moça até ao carro e pergunta:

- Então, o que é que conduzes?

- Um KONA.

- Ui safadona, não te imaginava toda picante. Mas vá lá isso é redundante. Ahahahaha. Agora a sério o que é que conduzes?

Ela aponta para o carro e gera-se um momento estranho em que ele percebeu que fez bosta.

Bora viver para a Suíça e sacar quase 60 mil euros

albinen.jpg

 

 A aldeia de Albinen na Suíça está a oferecer 21 mil Euros para quem queira ir para lá viver. Assim, 21 mil euros por adulto e quase 9 mil euros por criança, e isto apenas para que queiramos ir para lá viver.

Lendo as letras garrafais da noticia dá-se um certo calor interior, afinal de contas um total de quase 60 mil euros só para me mudar é coisa para ser uma quantia agradável e fofinha. Vai daí, já com as malas a meio caminho, com o sonho de correr pelos campos verdejantes e saldar por cima das ervas densas, o idealizar de momentos retirados de um qualquer contos de fadas com uma casa de madeira em formato de chalé e neve ali mesmo ao lado para fazer bonequinhos e anjinhos deitada no chão enquanto se me enregelam as cruzes. No meio de tudo isto aproveito a fila de transito para ler a noticia de fio a pavio.

Confirmo que os suíços, espertos como ratos, também não andam para aí a dar dinheiros à doida. A aldeia de Aldinem fica no interior, longe das cidades, tem menos de 300 habitantes e quase não há postos de emprego. As ultima escola que havia foi fechada porque não havia crianças. Ou seja, para quem se mude vai ter de andar a percorrer quilómetros de carro para arranjar emprego noutra cidade qualquer e ainda tem de andar com os filhos à escola pois naquela aldeia bonitinha perto dos Alpes nem sequer há quem lhes ensine o abecedário.

Mas não acaba aqui, quem queira ir viver para Albinem tem ainda de fazer um investimento mínimo de 200 mil euros na compra de uma propriedade e esta tem de ser, forçosamente, uma habitação própria permanente, ou seja não dá para investir e fazer daquilo uma espécie de airbnb, nada disso, é para ir e ficar.

Por quanto tempo?

Ora pois, nada menos do que 10 anos. Em caso de desistência anterior a pessoa tem de devolver o guito todo ao Estado Suiço.

Ou seja, para quem pense que vai para uma vida de sonho tire daí a ideia. Não só vai viver para o meio do nada, literalmente, como ainda por cima tem de gastar uma nota com uma casa no meio do nada. Para receber os dinheiros têm ainda de se comprometer a gastar uma década da sua vida com a sua morada fiscal numa localidade que fica longe da escola dos filhos e do emprego. Em resumo, é pior que ir viver para o Pinhal Novo e continuar a trabalhar no Tagus Park, porque aqui ainda leva com a neve uma e as extremidades enregeladas uma boa parte do ano.

Obrigada senhores da Suíça, vou passar.

 

Podem ler a noticia completa aqui.

 

Vamos lá a melhorar o humor...

Está um dia de merda cinzento. Até Sôtor me disse quando saiu à rua: «olha mãe não há sol, é uma pena!»; sacana que já tem bom olho para o que é bom.

O cansaço é muito, mas é preciso arribar. Chega de lamechices. Peguemos na garrafa de tinto, mandemos abaixo umas tapas valentes a fazer de contas que estamos em Espanha enquanto aquilo tudo ainda é um país, liguemos o Facebook e vejamos uma porrada de vídeos de cães a comer as roupas dos donos e a esbardalhar-se coitados. Ficamos logo mais alegres.

Estou a brincar. Comecemos mas é a trabalhar senão vamos é rir p'á rua. Engraçadinhos a pensar que isto é Domingo!

 

21.png

 

Cansa-me falar do cansaço…

…mas é extremo, é intenso, é pesado, é absorvente, é prufundo, quase parece esgotante. Mas depois lá está, talvez não seja cansaço, pode sempre ser fadiga, alguns dirão uma certa falta de motivação; quem sabe?! Uma certa falta de adaptação aos dias que correm mais depressa que as horas e eu não consigo acompanhar os pedidos, as exigências, os estímulos, os pensamentos que deviam chegar um de cada vez e eu tenho de os gerir como se de uma fábrica de bolachas se tratasse. Uma fabrica de bolachas que prepara os bonequinhos de aveia para as crianças na noite de natal. Os meus neurónios mil duendes, sem fato de várias cores, sem sorrisos e com olheiras, a minha mente cinzenta em vez de preenchida com todas as cores.

Os dias prolongam-se pela noite, as horas de sono repartidas como uma tablete de chocolate, cheia de socalcos, às mesmas horas, os mesmos pedidos, o mesmo colo. De manhã o despertador toca à mesma hora, implacável, lembra-me que o dia está a começar.

Mas como se ainda não acabou?

E a semana transforma-se num dia gigante, cheio de horas que se parecem misturar umas com as outras. No banho lembro as tarefas pendentes no trabalho, as que me faltam em casa, deixo cair o champoo quando me lembro que falta sopa para amanhã. As refeições preparam-se com antecedência. Um pequeno patrão exigente chega para jantar à hora de entrar em casa. Tem fome e pouca culpa por os pais não conseguirem horários melhores, pela casa ficar a mil quilómetros de distância. A vida ainda lhe corre alheia aos percalços da realidade.

Lá chegará, com tempo.

A caminho de casa ouço os meus próprios pés a arrastar pelo chão, a pernas sem força já nem se dão ao trabalho de levantar o pé da calçada, erguem-no quanto baste para pôr um à frente do outro, para arrastar o corpo à escadaria do prédio, para o encaminhar para o segundo emprego: de passeadora de cães, de cozinheira, de faxineira, de engomadeira; mas, quem sabe, se tudo correr bem, ainda me é possível um momento lúdico para ser a mãe que brinca. Nunca um pouco para ser a mulher que descansa. A outra mãe manda comer, gere birras, manda sentar, dá a sopa de contra-vontade, põe no banho, tira do banho, veste pijama, diz que não. A outra mãe é uma espécie de sargenta que cansa o filho e que cansa ainda mais a mãe.

Quando estou sozinha, nestes momentos em que quase silencio a minha mente, consigo ouvir todos os sons: os sapatos que se arrastam no chão, a alça da mala do computador que desliza pelo chão, o clique da tecla do código de entrada, aquela que tenho de pressionar sempre mais um pouco, a chave a rodar na porta, as patas dos cães na porta de entrada, o barulho dos sacos a pousar, o suspiro dos meus braços quando os pouso, a torneira a abrir e a água a correr. Fecho os olhos e quase descanso por 5 segundos.

Aprecio o silêncio.

Daqui a pouco tudo vai mudar, eu sou mandar os cães para a cama para pôr as trelas, vou manda-los calar 20 vezes porque ladram aos vizinhos, vou dizer mil vezes, até me deitar, que a cadela não pode roer as patas, a chave vai rodar na porta e pai e filho vão entrar, o pequeno vai querer tudo e não querer nada, quem sabe dar-me-á um beijo, ou quem sabe vai perguntar se a minha mala traz uma surpresa, vou lidar com as birras, com as coisas de que não tem vontade, com tudo aquilo que só a mãe pode fazer, mesmo quando o pai se oferece.

Vou entrar na banheira como um ser dormente, ciente de que o dia não acaba ali.

Vou vestir pijamas em guerra, vou pedir para estar quieto mil vezes, vou dar medicamentos para alergias e ler histórias, vou convencer a dormir e pegar no meu livro. Vou lutar contra o sono e ler um capitulo. Vou ganhar vontade de continuar e fechar na próxima página porque o dia já vai longo e amanhã tudo começa cedo. Vou encostar-me à almoçada acreditando que me vai custar adormecer. Vou apagar em menos de 5 segundos e acordar sem acreditar que a noite já está a meio.

Tudo começa outra vez, não quando acordo, mas quando acabo de me deitar.

Ao longo do dia não ouço os sons. Gosto do barulho das teclas do computador. Parece-me um som adocicado, faz-me pensar em gomas fofas e algodão doce. Não sei explicar porquê. Acalma-me, o som das teclas. Escrevo mais rápido com um teclado à frente. Tudo o que escrevo parece mais nítido.

Lembro-me várias vezes do dia em que me sentei ao lado da cama da minha tia Lurdes, quando a casa ainda era no 3º andar, sentada no chão com as costas na colcha de renda, a luz que entrava da portada de vidro, parecia um espaço diferente e eu tinha à frente a maquina de escrever da minha prima. Carregar nas teclas fazia sentido. Acalmava-me.

Ainda hoje me lembro desse dia com quase 30 nos.

Lembro-me quando ando cansada. Provavelmente por causa da fadiga. Ou do esgotamento da energia que move tudo isto cá dentro.

Dias há em que caminho com a sensação que me apago. Assim, como quem apaga a luz, há um interruptor de carrega para baixo e fim. Acaba-se. Ou quem sabe uma espécie de reiniciar de computador.

Cansa-me isto de falar do cansaço. Especialmente porque nunca sei bem se é cansaço, se é fadiga. Sei que me parecem esgotadas as reservas e não há poço mágico.

Cansa-me isto porque não tem graça, porque as frases parecem perdidas, porque se percebe o cansaço do meu cansaço.

Enfim. É uma canseira.

 

Sôtor "o céptico decidido"

 

Andamos a tentar usar o Pai Natal como forma de o convencer a portar-se melhor. Por isso, quando se lembra de começar a pedir coisas tentamos direcionar a conversa. Estas duas que relato abaixo são recorrentes.

 

Pede um brinquedo e eu digo-lhe:

- Sabes que para receberes presentes tens de te portar bem?

- Então não quero receber presente nenhum.

Ou seja, prefere não receber nada a que lhe comprem as opções. Não se vende por nada!

 

Pede um brinquedo e eu aproveito a época para recorrer ao senhor das barbas:

- Sabes que para receberes presentes temos de escrever uma carta ao Pai Natal. Queres escrever a carta hoje?

- Não. Já não quero presente nenhum.

Ou seja, quando pede sabe que quem orienta as prendas são os dois mouros que dão conta de tudo o resto. Os mesmos que ele considera dominar. Porque raio havia de meter ao barulho um velho de barbas que não é tido nem achado para esta conversa. 

 

Em resumo: É mesmo muito, muuuuuito meu filho.

E prontos...

cem mil cliques.png

 

...agora que estou a planear algumas alterações, lá chego aos 100 000 cliques. Parece que é o marco certo. Mas falamos sobre isso mais tarde.

Para já quero agradecer àquelas 6 pessoas que com regularidade visitam e gostam de ler o que escrevo. Alerto-vos para a possibilidade de precisarem de algum acompanhamento psiquiátrico, porque a gastar tempo com isto, digamos que deve ser um sinal de que alguma coisa não está totalmente bem.

É claro que eu digo estas coisas porque dizer que o que eu queria mesmo era um milhão parece coisas e então assim sou buedesde coisinha e tal.

Voltem e visitem, cá vos espero, aqui ou noutra tabanca...quem sabe...

Os 100 000 cliques já ninguém me tira (a não ser que apaguem o Gadget) e chegaram mais depressa porque os senhores do Sapo, disponíveis para publicitar a minha insanidade com textos de elevado nível, optaram este domingo por pôr na página principal da Sapo o texto "Moderfoquer". Graças a Deus foi num dia de fim de semana e as pessoas estavam a ver filmes, ou a limpar a casa, ou a fazer compras, ou sei lá.

Obrigadinhos a todos.

Filme: "La la Land"

 

Sentei-me a ver o filme com o meu ceticismo no máximo. Confesso que estava certa que ia achar o filme uma chachada, mais uma daquelas coisas que ninguém entende e que toda a gente gosta porque um qualquer critico algures disse que era brilhante.

Tanto burburinho pareceu-me que a montanha ia parir um hamster anão.

Vai daí e pomos o filme, no fim dos primeiros 5 minutos, e perante a minha cara, o Nuno pergunta:

- Queres que mude?

E eu:

- Deixa estar mais um bocado. Já agora quero ver no que isto vai dar.

Esta mesma conversa aconteceu pelo menos mais duas vezes. Vimos o filme até ao fim. Ambos adorámos o final, a forma como foi pensado, criado, dirigido.

Adorei.

Sei que é um cliché dizer isto, mas: não sou fã de musicais.

Ou se calhar penso que não sou porque acho que é uma coisa lamechas e eu não sou dada a lamechices. Porque a verdade é que não vejo por resistência. Os que calhei a ver por acaso adorei, e voltaria a ver com gosto.

Um deles foi o Moulin Rouge.

O outro foram "Os Miseráveis", em que eu só soube que o filme era um musical quando vejo o Russel Crowe a cantar. Adorei o filme, e olhem que ver aquele homem a cantar é coisa para fazer uma pessoa esquecer o balúrdio que pagou para ver o filme e pôr-se a andar dali p'a fora.

Por isso quem ainda não viu o La la Land, favor ver. Eu cá acho que vale bem a pena.

 

Moderfoquer

E o que é um moderfoquer? Não perguntam vocês, mas eu respondo na mesma.

Um tipo que estaciona um carro a ocupar dois lugares, é parvo. Se esses dois lugares eram os últimos que restavam é um moderfoquer.

Um tipo vai de bina dar uma volta e, preferencialmente, encosta-se à berma para deixar os carros passar mas ainda assim de quando em vez balda-se para a estrada, é um chato. Um tipo que, podendo ir na berma, vai a ocupar estrada impedindo que uma pessoa chegue a casa a horas decentes, é um otário e devia levar uma nalgada do pandeiro. Dois tipos que vão lado a lado na estrada, enquanto pedalam as suas binas, cagando-se para quem tem mais que fazer, são moderfoqueres.

Um tipo que dúvida que a criança que vai ao colo da mãe tem menos de 24 anos, é um tipo cético. Um tipo que reclama que uma gravida não merece prioridade porque gravidez não é doença, é um estúpido que devia passar 10 meses com contrações de 5 em 5 minutos, enquanto tem a pança dilatada, que é para ver como elas lhe mordem. Um tipo que não dá prioridade a um coxo, a uma grávida ou a uma velhota é um moderfoquer que merece levar com um barrote pelas costas.

 

Faço notar que o moderfoquer pode ser fêmea ou macho, pelo que a utilização de uma tendência masculina apenas tem que ver com este elemento genético de gaja por implicar com o gajo.

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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