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Em busca da felicidade

Sobre a longevidade e cenas

Com a quantidade de gente que tem conta no Facebook e com a sapiência que por lá se encontra no campo da longevidade, saúde e outros, eu ainda não percebi como é que ainda morrem pessoas. Já era para sermos todos eternos.

Por alguma razão criou-se esta mania de achar que alguém, lá porque chegou a velho, comporta em si o conhecimento do pote para chegar à velho.

Querias um palacete bebé, atão é que é já a seguir!

 

Minha querida Madonna, então queres vir para Portugal, mas não é ali para uma casinha com kitchenette e casa de banho com pia e poliban. Ora pois que quererdes vir dormir sob o nosso céu estrelado sem pagar um tostão. Esperta a menina. 

Eu cá acho que tens alguma razão, até porque todos sabemos que não tens onde cair morta, pelo que, tendo em conta tudo o que fizeste pela música Portuguesa devemos dar-te abrigo.

Aliás, tudo o que fizeste pela musica portuguesa e por Portugal, todos te devemos muito, tipo, ahhh, tipo, deixa-me cá ver, estou a fazer força, esmero-me, esforço-me, não me sai nada. Ora bolas, ao que parece não fizeste nada por nós! Ainda assim, parece-te boa ideia querer vir mamar estadia para este retângulo à beira mar plantado sem pagar um tusto. Tá certo!

Ficas zangadinha porque é difícil encontrar casa, dizes tu! Pois, ao preço que procuras e com a qualidade que queres nem no cú de Judas, meu amor!

Lá nos Estates dão-te abrigo de borla em mansões de 7 quartos?

Duvido. 

Mas, deixa-me falar-te um pouco desta terra tão burocrática que não te arranja teto.

Aqui, o salário mínimo não chega a 600 €, ou seja, menos de 700 Dólares (mais coisa menos coisa), o que quer dizer, na tua língua, que não dá para pagar os teus sapatos. As pessoas vivem com esse rendimento. Essas pessoas fazem mais por este país que tu. Contribuem para a economia. E muitas delas vivem num T2 mais pequeno que a tua casa de banho, que fica onde Judas perdeu as botas e ainda assim contam tostões para não faltar nada e ter luxos como a eletricidade, o gás ou a TV Cabo.

Tu pões fotos no Instagram a ralhar que isto é difícil, texto acompanhado de uma foto que quer deixar uma mensagem qualquer, tipo os teus videoclipes alternativos da época em que andavas na onda do cabedal e dos chicotes.

Olha eu não percebi nada...não fosse a legenda ficava na mesma!

Aqui, o país arde por todo o lado no verão, há corrupção em por toda a parte, ele é banqueiros, ele é ex-primeiros ministros, ele é ex-gestores de grande empresas, e ninguém percebe bem o que acontece ao dinheiro que se desconta e muito menos ao que se angaria para quem perdeu tudo no terror dos incêndios. Aqui compram-se submarinos avariados e pede-se apoio ao país vizinho para mandar aviões para apagar o fogo que nos consome o norte do país.

Aqui há quem não tenha trabalho. Por exemplo, uma pessoa com mais de 40  anos vê-se à rasca para ser aceite por qualquer empresa, então se não tiver canudo, está aquilo a que chamarias de fucked, o que na nossa terra é fodido.

Aqui nesta terra não há propriamente uma classe média. Há gente que tem ainda mais dinheiro que tu, há uns que andam ali pelo meio mas são tão poucos que nem constituem uma classe, e depois há os remediados, que é malta com profissões muito mais importantes que a tua (médicos, enfermeiros, essas coisas inúteis) e que trabalham que nem cães para pagar um T2 usado em São Domingos de Benfica. Isto aproxima-se do fim de classes com os pobres como eu que compram sapatos na Guimarães que são «inspirados» nos sapatos a que o ordenado não chega. Mas há gente que está pior, há a malta dos 600 € por mês e esses coitados, nem são pobres, contam trocos toda a vida. Bem sei que já lá estive.

Mas tu, porque querias ser tocada como uma virgem há mais de 33 anos, achas que nesta terra te devem deixar ficar numa casa com 7 quartos, para cima de uma porrada de casas de banho e terreno que chega para levantar alguns 20 prédios. Achas que deves ficar num palacete onde chegou a viver um Rei de Portugal sem pagar. Assim, de borla, fazias umas obras se te apetecesse e depois se assim entendesses cavavas e tinhas estado montada numa boa casa sem pagar.

Quer dizer, o Tuga queixa-se que não consegue comprar casa ou arrendar no centro de Lisboa porque agora é tudo alugueres de curta duração e tu, vens lá com os teus 25 filhos e achas que para ti é como se isto fosse a Republica das Bananas.

Isto vai mal, mais ainda não é o Rei Juliano que manda nisto!

Tem lá juizinho na cabeça e puxa da carteira que deve ter custado mais do que um tuga remediado ganha num ano. Puxa da nota e paga para cá viveres. Se não te apetecer, a troco de zero euros, nem aqui, nos confins do caraças te ofereço estadia, que isto a mim interessa-me é que um camone me compre a cubata por uma porrada de dinheiro e não dar guarida a uma camona que acha que vive à conta.

Gosto muito de ti e da tua musica, minha linda, mas quando tratam a minha terra como se fosse a casinha da Joana o pêlo da minha fuça tende a ficar um tudo nada eriçado!

Mas olha, não me leves a mal, sou só eu a fazer aquilo que aconselhas na tua musica: "Express yourself".

 

 

 

Aos que me acompanham a escrita e têm comentado sem resposta minha

Obrigada pela vossa visita e leitura.

Obrigada pelo comentário positivo que deixam. Leio sempre.

Mas nestes dias os braços têm estado ocupados a dar colo. Muito colo e estão mais doridos que os braços de um halterofilista.

Quando as coisas acalmarem prometo voltar a dar resposta a quem comenta. Mas agora tem sido difícil acompanhar.

 

Trash TV

O tempo é precioso e é importante ocupa-lo com coisas que importam. Mas também é certo que há momentos na vida em que a cabeça está tão cansada e tão enterrada da areia que a única coisa que apetece é ver programas de televisão com reduzido intelecto. Nada muito desafiante. Até dá para sentir os neurónios a sentar-se no sofá, a recostar-se e a olhar vegetativamente para aquilo.

 

Neste momento a minha hierarquia é esta:

 

Mob wives

 

Todas elas têm familiares presos: tios, primos, pais, maridos, irmãos. Tudo. As tipas passam-se da marmita e andam à bulha a torto e a direito. Uma maravilha.

A minha preferida é a loira, a tipa é franzina mas é bem capaz de dar cabo da canastra das outras.

 

Keeping Up with the Kardashians

Já tem 10 anos. Começou por ser uma família de não-sei-quantas-pessoas a conviver umas com as outras e hoje, para além do programa original ainda há: Revenge Body with Kloe Kardashian. Todas se pintam de forma parecida, assim com o batom a passar por cima do lápio para parecer que têm umas valentes beiças. Todas têm uma cintura de vespa e um cu que parece um globo. Têm dinheiro a dar c'um pau e têm construido um imperio parcialmente graças a pessoas como eu, que gostam de ver aquilo quando estão cansadas.

Gostava também era de me saber pintar de jeito como as tipas, mas nem pensar em conseguir pintar um quadro daqueles. 

Incomoda-me a quantidade de sapatos que aquele mulherio tem. Impertiga-me porque eu nem um centésimo de sapataria tenho. Se o nazi financeiro do meu marido acha que eu tenho muitos sapatos é porque ainda não viu nada.

 

Repo games

 

Passa na Sic Radical e basicamente é uma equipa de recuperação externa de viaturas que procura recuperar o bem que não é pago ao banco. Tudo acontece em espaços para lá de pobres. Malta, por regra, bastante alternativa, aparentemente perigosa e que não se deve ensaiar muito em espetar com um balasio no lombo de um. Quando vão recuperar o bem dão à pessoa a oportunidade de ficar com o carro de acertar 3 de 5 perguntas. Aparece com cada mafarrico que nem se imagina.

 

WAGS

 

Passa no canal E, e basicamente é sobre tipas que pretendem casar com atletas (do futebol, do basquetebol, do basebol, etc) para serem sustentadas. É malta que não quer fazer um «piiii» e viver à conta de um gajo.

Uma primor.

 

Botched

 

Passa no canal E e mostra histórias de pessoas que fizeram operações plásticas com talhantes e ficaram em muito mau estado. MEDO!

 

Neste blog há censura para comentários néscios

 

Temos pena. Temos mesmo muita peninha. Mas a vida é mesmo assim, não é sempre à vontade do freguês, porque isto não é a Republica das Bananas nem mesmo a da Joana (expressão que se usa sem que haja uma efetiva vontade de fazer referência ao espaço de habitação de alguma pessoa que possua este nome).

Pois que ainda há neste mundo quem acredite (benzadeus!) que os outros para cá andam com o propósito de os aturar, com o único destino de se arreliar com o estrume que proferem.

Novidades: não é assim meus senhores e minha senhoras!

Não, não mesmo.

Não sei como é que é lá na casa dos outros, mas na minha quem manda sou eu e só eu é que boto cartas e decido as modas a que se dança. 

Aqui neste espaço, que criei de livre e espontânea vontade, este espaço meu e só meu que me garante algum regozijo mas não me traz qualquer rendimento, neste mesmo tasco, os comentários estão mediados por algum motivo. Para quem não tenha percebido bem, eu explico: estão mediados para garantir que eu, total detentora deste espaço, tenho mão no que aqui se passa.

Durante algum tempo achei que, mesmo que o comentário fosse idiota, o havia de aprovar, respondendo ao ser pouco civilizado e nada respeitador da opinião alheia, o que devia ouvir.

Mas às vezes a vida dá voltas e deparamo-nos com comentários de merda, com origem em gente que se melindra com pouco, comentários esses que nos chegam num momento da vida incomensuravelmente mais importante que blogs e redes sociais e percebemos: vou eu agora gastar o meu tempo com um néscio/a que nem vale o clique!

Então aplicamos o que o botãozinho do balde do lixo permite: eliminamos aquele momento da nossa vida.

Puff. Fostes!

É como se nunca tivesse existido.

Fossem todos os problemas da vida assim.

Foi uma sensação de leveza que nem calculam.

Por isso aqui fica o esclarecimento: se o objetivo é ofender, melindrar, deixar ficar mal e coiso e tal e tal e coiso, a única coisa que o comentário vai ver é o balde de lixo.

Tenho cenas mais importantes a que dedicar o meu precioso tempo.

 

Ra's parta mais às pessoas que não têm sentido de humor e se melindram com tudo e com nada.

Pior, acham que os outros nasceram com a obrigação de gostar deles.

É que era mesmo a primeira bola a sair do saco!

 

(para quem costuma seguir eu explico o porquê do texto: na passada 6ª feira, dia de tremenda leveza, estava eu a dar acompanhamento ao meu filho, que havia sido operado horas antes e estava a receber comentários de bosta de gente estúpida. Vamos a ver e até calhou no momento certo, percebi nesse momento a medida de importancia que devo dar aos idiotas que ocasionalmente por aqui passam: nenhuma! Só interessam as pessoas que gostam e acompanham.)

A vida, os seus momentos e aquilo que somos para os outros

As pessoas não precisam de saber exatamente aquilo que estamos a sentir. Não que o que expressamos seja mentira. Não é. É a nossa verdade para ultrapassar o dia.

 

Considerações sobre a vida no seu estado geral mas prático

Eu sou uma pessoa que detém apenas um emprego remunerado. Sou um ser que comporta exclusivamente esta fonte de rendimentos pois acumula outras funções que aceitou desempenhar em regime de pro bono, a saber: sou empregada doméstica de minha pocilga; sou palhaça de meu filho (abençoado menino de sua mãe); sou servente de meus cães (esses facínoras).

Não tenho no meu descritivo de funções várias, que me ocupa as 24 horas do dia, referência a «limpa pias».

 

Ora pois que dito isto, quando me desloco à casa de banho em pleno dia de laboro e dou comigo a ter de limpar os restos escatológicos do cu de outrem fico possuída, aporrinhada, apoquentada, assanhada e descabelada. Assaltam-se-me os nerves e apetece-se pespegar com uma pia na fuça de alguém, não fosse a dita tão pesada e tão pregada à parede com silicones e coisas várias que colam.

 

Pessoas de intestino regular, utilizai o piaçaba e guardai vossa merda para vós.

 

O utente seguinte agradece.

Amor depois do casamento #3

Nazi-Financeiro-Meu-Marido: Quanto é que gastaste na farmácia?

Donzela-eu-que-não-liga-a-dinheiro: 12 Euros.

Nazi-Financeiro-Meu-Marido: Diz no talão 12,94 €. Isso são 13 €.

Donzela-eu-que-não-liga-a-dinheiro: Para mim só contam os números à esquerda da virgula.

 

#tomaláquejáalmoçastes

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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