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Em busca da felicidade

Bom rir com o cinema espanhol

 

 

Pode ser maturidade. Pode ser fartura do cinema americano. Mas a verdade é que cada vez mais me seduz o cinema europeu, especialmente o francês, ainda que o cinema nacional esteja a melhorar a olhos vistos. 

Este fim de semana experimentámos uma comédia espanhola. Não é a primeira vez que vejo filmes espanhóis, mas já há muito tempo que não escolhia um. Provavelmente desde que vi um do Almodôvar, para aí há uns 10 anos.

Está comédia está de partir o coco a rir. Tão boa que domingo à noite acabámos com mais cinema europeu, ontem uma comédia francesa. 

 

 

Eu a olhar para os Globos de Ouro

Antes de mais esclareço desde já que não olhei. Nem nesta última cerimónia nem em nenhuma outra. Confesso que não consigo entender bem o prazer de passar uma noite em claro a ver pessoas super produzidas, que envergam no lombo, só nessa noite, o equivalente a mais do que a maioria das pessoas ganha num ano. Chegam de limusina, com pessoas a segurar nos guarda sois ou nos chapéus de chuva ou nas caudas dos vestidos ou o que for. Tudo para garantir que aquela pessoa marca a sua presença. A cada ano que passa, nestas cerimónias, Globos de Ouro, Óscares, Cannes, qualquer um, a cada ano mais parece que a cerimónia é menos sobre a arte de representar e mais sobre a arte de vestir.

Hoje há opiniões e fotografias por todo o lado com as melhores roupas, os piores vestidos, o outfit perfeito e quem foi mal aconselhado. Toda a gente percebe de moda e poucos são os que falam do que levou aquelas pessoas ali. O arte de representar.

Assim, eu não quis ficar de fora e vai de molhar a sopa também.

Da minha parte posso dizer que, do pouco que vi, e na minha fraca capacidade de avaliar vestuário (devo ser a pessoa mais mal vestida de todo o sempre), uma parte significativa das senhoras foi vestida pela mesma loja que veste as moças da Casa dos Segredos. Mas em caro.

É que dá mesmo a ideia que estiveram ali até à ultima da hora na dúvida se iam à gala de inicio do Desafio Final ou aos Globos de Ouro. Celebridades há em qualquer das partes.

Assim, deixo aqui a lista de vencedores para Cinema (sou pouco dada a series e quem quiser saber pode sempre procurar) só numa de descargo de consciência.

Melhor drama: “Moonlight”
Melhor comédia/musical: “La La Land”
Melhor realizador: Damien Chazelle, “La La Land”
Melhor actor de drama: Casey Affleck, “Manchester by the Sea”
Melhor actriz de drama: Isabelle Huppert, “Elle”
Melhor actor de comédia/musical: Ryan Gosling, “La La Land”
Melhor actriz de comédia/musical: Emma Stone, “La La Land”
Melhor actor secundário: Aaron Taylor-Johnson, “Nocturnal Animals”
Melhor actriz secundária: Viola Davis, “Fences”
Melhor filme estrangeiro: “Elle”
Melhor filme de animação: “Zootopia”
Melhor argumento: Damien Chazelle, “La La Land”
Melhor banda sonora original: Justin Hurwitz, “La La Land”
Melhor música original: “City of Stars”, “La La Land”

(retirei a lista daqui)

Tirando o Zootopia não vi nenhum, mas pelo que sei o desempenho do Casey Affleck no “Manchester by the Sea” é algo de magnifico, estou desejosa de ver o filme, coisa que provavelmente só acontecerá lá para o verão.

Agora...

 

Quanto as farpelas...

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Não. Apenas isso. Não. Parece a minha tia Custódia no casamento do primo Nelinho. Tirando a parte das meninas de fora, é quase igual.

 

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Eu pessoalmente fico com a ideia que o cabeleireiro desmarcou à ultima da hora. Um vestido com tanto bling. Não sei. Ah e o candeeiro do corredor da casa do meu pai é semelhante, mas em verde. Isso também.

 

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Por mais que olhe não entendo. Mesmo. Faz-me lembrar as bonecas de porcelana da minha mãe. Tenho algum receio. Ficam sempre a olhar esquisito para uma pessoa.

 

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Antes de mais parece que está ao contrário. Dá a ideia que o laço devia estar nas costas. Depois tanto folho senhora. Pá quê? Humm? Parece que foi atacada por cães, não sei.

 

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Dá a ideia que alguém pegou na mulher assim pela cabeça e a começou a mergulhar numa lata de tinta metalizada. Depois desistiu. Muito secret story este.

 

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Dá-me a ideia que a moça tinha toda a intenção de ir a outro sitio...

 

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Eu não devo pescar mesmo nada de moda. Que não há meio de entender isto.

 

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Outra para a Casa dos Segredos.

 

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É impressão minha ou a moça mistura-se um nadita com o canteiro lá atrás. Não sei. Parece.

 

E é isto. Podia estar aqui a tarde toda mas tenho mais que fazer e a vida não é isto. Se quiserem ver as fatiotas todas podem ir aqui. Se não quiserem, também fazem bem.

Não percam é o discurso da Merryl Streep, esse sim muito interessante, vi neste blog simpático.

 

 

 

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A Barbie no cinema

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O mundo da comédia, quer queiramos quer não, ainda é maioritariamente dos homens. Esta ideia enraizada de que as mulheres foram feitas para ter classe, para ser bonitas e elegantes. Para sorrir e não para rir. Se olharmos à nossa volta os maiores humoristas do mundo são homens e quando vemos uma mulher a fazer stand up (o que é raro mas já vai começando a haver mais e mais, felizmente) a maioria ainda vê como sendo um tudo ou nada blhac. Porque há coisas que se ditas por mulheres parecem ser esquisitas, mas se for um gajo já é outra coisa e toda a gente se ri.

Não sou eu que acho isso. É a sociedade em geral que o transmite.

Tenho uma profunda admiração por mulheres que se riem com vontade. Tenho uma profunda admiração por quem se ri e gosta de fazer rir. Independentemente do género.

Tenho uma profunda admiração por mulheres como a Tina Fey e a Amy Schumer, brilhantes, que dizem coisas que porventura não seriam esperadas de uma “senhora” e quebram, a rir e fazendo rir, mais barreiras do que muitos movimentos.

(Não que esses não façam falta.)

Fazem as coisas acontecer.

Chegam e dizem “sou mulher, sou linda, sou feminina, até posso ser casada e ter filhos, mas estou aqui a fazer-vos rir com o que escrevo, com o que digo, com a minha representação e isso não me diminui em nada enquanto mulher, mesmo que eu fale de peidos!”

A Sony decidiu fazer o primeiro filme sobre a Barbie e escolheu a Amy Shumer para representar esta icónica boneca. Aquela que sem falar nos lembra, quando olhamos para o espelho ou experimentamos umas calças skinny, que estamos longe de ser perfeitas.

Mas tem mesmo de ser assim?

Muitos foram os que aplaudiram a escolha. Mas também foram muitos, os que para mim são tristes e limitados, que consideraram a escolha um flop porque a Amy Sshumer está longe da perfeição física da magnífica boneca.

Eu aplaudo. Tanto a escolha como a resposta desta maravilhosa comediante.

Podem ler aqui.

E para quem ainda não viu o Descarrilada, é favor ir ver, sim?

 

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Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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