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Em busca da felicidade

"Oi, que conduzes linda!?"

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A Hyundai tem um novo carro no mercado, um SUV bem giro de nome de nascença "KONA". Por, chamemos-lhe, inconsistências com a língua de Camões, ou melhor, de Bucage, foi alterado para KAUAI.

É uma pena, penso que é mesmo uma pena. Eu não comprava porque não sei qual seria a reação do meu marido a ter de andar pelas estradas de Portugal a conduzir um KONA. Eu própria, que sou uma pessoa muito comedida, não me sentiria muito confortável ali a conduzir forte um KONA.

De qualquer forma, não consigo deixar de imaginar aquele cenário cliché de engate, em que à saída do ar o tipo quer acompanhar a moça até ao carro e pergunta:

- Então, o que é que conduzes?

- Um KONA.

- Ui safadona, não te imaginava toda picante. Mas vá lá isso é redundante. Ahahahaha. Agora a sério o que é que conduzes?

Ela aponta para o carro e gera-se um momento estranho em que ele percebeu que fez bosta.

Coisas #7

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Conversas de carro com meu esposo

Eu - Preciso mesmo de organizar a minha cabeça.

Ele - Se calhar devias arranjar um Life Coach.

(armado em irónico o desgraçado)

Eu - (em suspiro) Ao fim de pouco tempo batia-lhe.

Ele - (em risos) Então passada de Life Coach para Dead Coach.

 

Nota: A autora do blog gostaria de garantir que, ao longo desta conversa e em todos os momentos que se seguiram até ao momento de emissão desde post, nenhum treinador da vida foi magoado.

 

Coisas #3

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#jádormiamais8horas

#factos

(assim com «c» porque aqui eu mando mais que o acordo)

 

A vida em verbos

Amar

 

Aqueles que me compõem os dias.

 

Ler

 

Todos os livros que tenho e todos os outros que quero. (só para este precisava de 8 horas por dia)

 

Escrever

 

Para pôr no papel todas as histórias que me lembro. Para as compor. Para deitar para fora os aglomerados de palavras, por vezes desconexos, que me assaltam as ideias e me roubam a concentração.

 

Escutar

 

Para fechar os olhos e ouvir a voz doce do meu filho quando aprende a falar. Para ouvir Mozart, Bach e Chopin. Para mexer a boca enquanto acompanho as letras do Jagged little pill.

 

Passear

 

Para conhecer o mundo. Umas vezes para lá dos meus horizontes. Outras no conforto das linhas que delimitam a minha vida. As saudades que tenho da minha pequena cidade.

 

Correr

 

Para espantar os meus demónios. Para enrijecer as carnes. Para gastar a adrenalina que se acumula. Porque sim.

 

Comer

 

Com glúten. Sem glúten. Tudo o que me apetecesse.

 

Rir

 

Porque sem o riso a vida é cinzenta. Poucas coisas na vida batem o prazer de uma gargalhada com vontade.

 

Reparem que o verbo trabalhar está excluído destes meus desejos de vida, considerando que a minha profissão de sonho é ser calona.

Estão também excluídos todos os verbos associados ao contexto escatológico, até porque no meu mundo ideal o ser humano só produz coisas lindas.

 

Nota: Eu afinfo na inspiração como gente grande.

 

O meu filho pretende o meu despedimento

Acordou pouco depois das sete. Fui dar com o pai deitado com ele na nossa cama (estava a tentar convence-lo a dormir mais um pouco). Eu ia chamar o Nuno para ir tomar o pequeno almoço.

Deitei-me ao lado do pequeno. Fiz o mesmo de sempre: dei-lhe mais beijos do que ele queria e cheirei-o, cheirei-o muitas vezes. Há qualquer coisa que não se explica no cheiro dos nossos filhos, mesmo quando os pés dão já nota de algum chulé. Às vezes dou comigo a pensar como vai ser quando for um homem adulto. Já não lhe vou cheirar os pés. É como se o filho que cresceu dentro do nosso corpo se afastasse, assim de fininho, até ser um homem que se liga apenas por um fio de sentimento invisível.

Diz-me: "Mãe, lête!"

O pai foi buscar. Eu dei-lhe o beberão. E sim, tem quase 2 anos e meio e eu ainda lhe dou o biberão. Porque se recusa a bebe-lo sozinho. Porque eu prolongo a duração desde ser bebé em 300 ml de leite.

Diz-me: "Mãe, quato"

Digo-lhe: "A mãe tem de ir comer o pequeno almoço porque tem de ganhar tostões. Não pode ir brincar"

Chorou. Agarrou-se a mim. Que eu não precisava trabalhar, que não precisamos de uma casa, que não precisa de prendas nem de papa. Que a mãe havia de ficar em casa. E não, não fez um dicurso eloquente, só respondeu que não a todas as perguntas que lhe fiz.

Acalmou-se. Foi comer cereais. Sentou-se na cama com o telemóvel (sim empresto o telemóvel ao meu filho, c'horror!)

Quando acabo de me vestir diz-me: "Mãe, patos!"

Eu páro para pensar e digo: "Queres ir dar pão aos patos?!"

Ao sábado vamos sempre dar pão aos patos. Queria que fosse sábado. Eu também queria que fosse sábado.

Seguiu-se mais uma explicação. Seguiu-se muito colo. Seguiu-se uma viagem de carro em que não queria que lhe tocasse: eu era uma traidora que o abandonava por trabalho!

Depois não quis deixar o colo do pai pelos avós. Nem com pão com manteiga! Mesmo sendo dia das avós!

Vim para o trabalho de coração apertado. Cheguei atrasada para uma reunião!

 

 

O que é preciso é Fullness

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Primeiro apareceu a Mindfulness, para a malta ocupar a cabecinha com o presente. Viver no momento. Uma espécie de treino Cesar Milan para pessoas.

 

Agora aparece o Heartfulness, não me instruí que chegue, mas deduzo que seja para termos o coração cheio de coisas boas e sempre boas e coraçõezinhos pequeninos dentro da máquina.

 

A seguir sugiro que se arrange:

Liverfulness

Kidneyfulness

Lungfulness

 

Órgãos também muito importantes que muitas vezes são desconsiderados.

 

 

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----ATENÇÃO!----

Este não é o meu cantinho, este não é o meu refugio e este não é o meu diário público. Este é o meu tasco. Servem-se petiscos carregados de óleo velho, jolas, caracoladas e meia dúzia de piadas parvas. Se procura um espaço mais aprimorado é tentar na porta ao lado. Aqui arrota-se. Dão-se chupas aos miúdos (sim com açúcar...nada de stevia). Aqui dão-se erros ortográficos, baralha-se a semântica e escrevem-se frases à Saramago…e não falo da qualidade intrincada de ideias, é mesmo pela falta de pontuação. Aqui corre-se ocasionalmente, mas sempre com os bofes pela boca e acompanhado do #excuses, muitas #excuses. Aqui faz-se o que dá na real gana, mas sempre com algum juízo. Se estiver confortável com o acima disposto, sente-se e mande vir um pires de caracóis que já atendemos.

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